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Visão do Peão

Zalayeta

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
03
Jun22

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Marcelo Zalayeta, nascido no Uruguai, há 43 anos, foi um avançado interessante que brilhou sobretudo no futebol italiano. Deu nas vistas em 1997, quando se estreou pelo Danubio, marcando 12 golos. Logo saltou para o Peñarol onde foi campeão. Aos 19 anos estava na Juventus, sendo campeão, mas jogando ainda pouco. Mandavam no ataque, Del Piero, Inzaghi, Amoroso, Padovano ou Fonseca. Mesmo com 2 golos em 3 jogos na época seguinte, seguiria para Empoli, no primeiro de vários empréstimos. Marcou 2 vezes.

O próximo destino, seria Sevilha. Numa época péssima, faria parte da equipa que desceu de divisão, bem como o português Bakero (já encontrara Dimas, em Turim). Voltaria à Juve, campeão da segunda divisão espanhola. Em 2001-2002 e 2002-2003 fixou-se no Delli Alpi, fazendo 58 jogos e 14 golos. Nesse período venceu duas ligas e uma supertaça. Jogaria ainda a final da Liga dos Campeões, perdida para o Milan. Na segunda metade da época seguinte, após 9 jogos e 3 golos, seguiria para Perúgia. Ao lado de Ravanelli, foram 5 jogos e…0 golos.

Seguiu-se o período maior na Juventus: três épocas, com 82 jogos (em decrescendo) e 14 golitos. Venceu uma liga italiana e depois do escândalo, venceria um título da segunda divisão. Depois de cerca de dez anos ligado à Juventus, Zalayeta mudou-se para o Nápoles. Fez 55 partidas e marcou 12 vezes, conseguindo alguma estabilidade antes de ser, mais uma vez, emprestado. O seu quinto e último clube em Itália, na sua décima primeira e última época em Itália, seria o Bolonha. 29 jogos e 4 golos. Marcou ainda 7 vezes no futebol turco, com as cores do Kayserispor.

Aos 33 anos regressou a casa para cinco épocas no Peñarol. Por lá, marcou 35 vezes nos dois primeiros anos. Encontrou Varela (jogaria no Manchester United); Luis Aguir (tinha jogado no Braga e Sporting), Mora (vindo do Benfica) e João Pedro Galvão, hoje internacional italiano. Venceria três campeonatos e marcaria mais 20 vezes até se reformar, aos 37 anos, num plantel que tinha Forlán, em fim de carreira e Valverde, antes de rumar ao Real Madrid.

Pela seleção, 47 jogos e 10 golos. Esteve na Taça das Confederações de 1997 e na Copa América de 1999, marcando nas duas. Em 1997 esteve também no Mundial de sub-20, marcando quatro vezes e tendo perdido apenas na final para a Argentina de Cufré, Samuel, Riquelme, Aimar, Scaloni ou Cambiasso. Pelo caminho ficou a França de Henry, Trezeguet, Anelka, Silvestre ou Gallas.

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