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Visão do Peão

Visão do Peão

Verón

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
29
Dez22

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Filho de Juan Ramón Verón, La Bruja, avançado que passou grande parte da carreira no Estudiantes, Juan Sebastian, La Brujita, é um herói de culto. O mais conhecido dos Véron, começou, claro, nos Estudiantes De La Plata. 41 jogos e 6 golos logo na estreia, sendo campeão da segunda divisão. Por lá andavam Bossio, que seria jogador do Benfica e Palermo, que se tornaria lenda do Boca Juniors. Fez mais 24 partidas pelo clube e juntou-se ao poderoso Boca Juniors, onde partilhou balneário com Maradona, Caniggia, Kily, Mac Allister (pai do agora campeão mundial) e Montoya. O treinador era Bilardo, treinador campeão do Mundo em 1986. Fez 4 jogos em 17 golos e esteve no Boca 4 – River Plate 1, no qual Caniggia e Maradona deram o mais famoso beijo da história do jogo. 

1996-1997 marcou a estreia de Véron na Europa, vestindo as cores da Sampdória. Em Génova, passou duas épocas, fazendo 68 jogos e marcando por 6 vezes. Foi companheiro de Mihajlovic, Karembeu, Boghossian, Mancini, Montella e do português, Hugo. Seguiu para Parma onde o dinheiro e as estrelas abundavam. Lá venceu os seus primeiros grandes trofeus: Taça de Itália e Taça UEFA. Esteve por lá apenas um ano, privando com os compatriotas Sensini, Balbo e Batistuta e com outros como Buffon, Thuram, Cannavaro, Stanic, Chiesa ou Asprilla. Continuou pelo Calcio, fazendo duas épocas na Lázio. Na primeira época, com Conceição, Nedved e Salas, entre muito outros, venceu a liga, a taça e a Supertaça Europeia. No segundo ano, já com Crespo, venceu a supertaça italiana. Seguiu-se a Premier League.

Esteve envolvido em mais uma grande transferência ao mudar-se para o Manchester United. Em Inglaterra sempre jogou e teve influencia, mas deu sempre a ideia de que não era tão bom como em Itália. Na estreia, com Beckham, Keane, Scholes, Giggs e outras figuras, não venceu nada, ajudando apenas a equipa a ir às meias finais da Liga dos Campeões, onde caiu ante do Leverkusen, mesmo que tenha empatado os dois duelos. No segundo ano, venceu a Premier League, já com Van Nisltelrooy. Fergunson, convencido de que Kleberson seria fabulosa contratação, aceitou vende-lo ao Chelsea. Em Londres, mesmo com um treinador italiano (Ranieri) não vingou e acabou emprestado ao Inter. Fez mais dois anos no Calcio, em Milão, onde venceu um campeonato, duas taças e duas supertaças, com Cambiasso, Stankovic ou Adriano.

Regressou a La Plata para se tornar ídolo. Levou os Estudiantes a vencer o Apertura de 2006, o primeiro título argentino em amis de 20 anos. Em 2008, foi vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2008 e no ano seguinte, venceu a Libertadores da América. Decidiu reformar-se em 2011, mas voltou atrás e voltou a jogar. Anunciou a retirada e voltou a voltar. No total, foram 281 jogos pelo clube. Mas a sua ligação continua até hoje. Numa das suas reformas, foi diretor executivo e quando voltou a jogar, após a segunda retirada, era já presidente do clube, cargo que ocupa desde 2014.