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Visão do Peão

Vem aí Silas

26.09.19, Francisco Chaveiro Reis

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Jorge Silas vai ser o novo treinador do Sporting. Globalmente é uma escolha que me agrada. É sportinguista, jovem, colocou o Belenenses do ano passado a jogar bom futebol e é uma opção barata. Por outro lado, foi despedido do mesmo Belenenses após péssimo início de época, tem pouca experiência como treinador e não tem o nível 4 de treinador o que vai gerar a questão caricata de não poder dar indicações durante o jogo.

Silas (adotou o nome do craque brasileiro do Sporting dos anos 80), nasceu em Lisboa há 43 anos. Começou a dar nas vistas do DDS (Desportivo Domingos Sávio), de Campo de Ourique antes de se mudar para o Sporting. Foi leão entre 1987 e 1987, jogando nos sub-13 com Beto ou Nuno Luís (pai de Miguel Luís). Faria o resto da formação no Atlético, pelo qual se estreou como sénior em 1995-1996, com 19 anos. Foi o arranque de uma carreira interessante.

De 1998 a 2001 passou pelas divisões secundárias de Espanha (Ceuta e Elche) antes de regressar a Portugal. Pela União de Leiria fez duas das suas melhores épocas na carreira, marcando 14 golos em 72 jogos, com a camisola 10. Não viajaria com Mourinho para o Porto, ao contrário de outros colegas e a sua carreira prosseguiria no Wolverhampton, hoje cheio de portugueses, onde faria meio ano antes de ser emprestado ao Marítimo.

Encontraria a estabilidade no Restelo, onde passou quatro belas épocas e fez mais de 130 partidas. Por lá conheceu José Pedro, seu atual adjunto. Regressaria a Leiria para mais época e meia e aos 34 anos mudou-se para a liga cipriota. Representou AEL, AEP e Ethnikos Achnas. Só arrumou as botas aos 40 anos, no Cova da Piedade, mas antes ainda regressou ao Atlético e passou pelos indianos do NorthEast United.

Deixou de jogar em 2017 e orientou 61 jogos pelo Belenenses. Prepara-se agora para o maior desafio da carreira.