Treinadores gloriosos

Melhor treinador da história do Parma
Venceu 4 troféus pelo Parma e uma Intercontinental com o Borussia Dortmund
Treinou Zola, Asprilla, Brolin, Couto, Cannavaro, Chapuisat, Moller, Pavlyuchenko e Titov
Hoje com 78 anos, Nevio Scala, começou a sua vida no futebol como jogador. Médio, jogou no Milan entre 1965 e 1969, com uma passagem pela Roma pelo meio. Apesar de não ser muito influente, venceu uma Série A, uma Liga dos Campeões e uma Taça das Taças.
Passou depois por Vicenza, Fiorentina, Inter Milão, Foggia, Monza e Pisa e chegou a jogar pela seleção sub-21 de Itália.
Sete anos depois de terminar a carreira, estreou-se no banco da Reggina. Aos 42 anos, em 1989, chegou a Parma, para se tornar no melhor treinador da história do Parma. Na primeira época, com Ganz como goleador, guiou o Parma ao quarto posto da Série B. Em 1990-1991, o Parma jogou, pela primeira vez na sua história na Série A, já com homens como Brolin, Grun ou Taffarel, que jogaram o Mundial de Itália. Nevio Scala apurou o Parma para as competições europeias, logo à primeira.
Em 1991-1992, o primeiro trofeu do Parma de Scala. Em duas mãos, 2-1 à Juventus, com Melli e Osio a serem heróis da segunda mão, no 2-0 à poderosa Juve. No ano seguinte, um belo terceiro lugar, a melhor classificação de sempre até então. Na Supertaça Italiana, derrota com o Milan por 2-1. O troféu da época seria a Taça das Taças. Na final, 3-1 ao Antuérpia, com golos de Minotti, Melli e Cuoghi. Em 1993-1994, mais um título. Na Taça das Taças, ida à final e derrota com o Arsenal, mas na Supertaça Europeia, 2-1 no acumulado de duas mãos com o Milan. No 2-0 em Parma, golos de Sensini (reforço) e de Crippa. O Parma contava então com Asprilla e Zola.
1994-1995 trouxe mais um terceiro lugar no campeonato, um segundo lugar na Taça de Itália e, claro, mais uma taça. Na final da Taça UEFA, 1-0 na primeira mão, à Juve, com golo de Dino Baggio, que viera do clube e Turim. Na segunda mão, bastou um 1-1, com novo golo e Baggio. Em Parma já moravam Fernando Couto e Fiore. Aos 48 anos, Nevio Scala,despediu-se de um Parma que, mesmo tendo Hristo Stoichkov e os jovens Pippo Inzaghi, Paolo Cannavaro e Gigi Buffon, além de homens como Bucci, Susic, Mussi, Benarrivo ou Apolloni. Na época seguinte, chegou Ancelotti. Em 1999, o clube voltou à glória, com Alberto Malesani, vencendo Taça de Itália e Taça UEFA.
Scala prosseguiu a carreira no poderoso Borussia de Dortmund. Na Bundesliga, o Dortmund não fez melhor do que ficar num modesto 10.º posto. Esteve melhor na Europa, chegando às meias-finais da Liga dos Campeões, perdendo para o Real Madrid, que venceria a prova. Na Supertaça Europeia, não conseguiu superar o Barcelona. Melhor correu a Intercontinental. 2-0 ao Cruzeiro com um 11 que contava com Chapuisat, Zorc, Herrlich, Freund, Paulo Sousa, Moller, Reuter ou Júlio César.
Terminou a carreira em ligas periféricas, passando por Besiktas, Shakhtar Donetsk (venceu uma Taça) e Spartak Moscovo. Passou brevemente pela seleção da Moldávia e foi presidente do Parma de 2015 a 2017.