Treinadores gloriosos
Carlos Bianchi

Destacou-se no Vélez e Boca
Venceu 4 Libertadores e 3 Intercontinentais
Treinou Riquelme, Palermo, Totti, Tevez e Fernando Torres
Depois de Ottavio, falemos de Carlos, mesmo que estes Bianchi, nada tenham a ver um com outro, a não ser no sobrenome. Carlos Bianchi, hoje com 76 anos, nasceu em Buenos Aires. Fez a sua formação no Velez Sarsfield, histórico clube argentino, e de 1967 a 1973 jogou como eficiente avançado pelo clube.
Marcou 122 golos pelo Vélez, mas o seu único título da carreira, o campeonato argentino, foi ganho logo na estreia, quando ainda tinha pouca expressão. Em 1973, chegou à Europa. Marcou 107 golos pelo Stade Reims, antes de se mudar para Paris. No PSG, mais 64 golos em duas épocas e no Estrasburgo, um ano e 11 golos. Regressou ao Vélez para mais 85 golos. Terminou a carreira no Reims, onde marcou mais 8 golos. Pela Argentina, 7 golos em 14 jogos.
Bianchi é o melhor marcador da história do Vélez e à falta de títulos coletivos, tem os individuais para mostrar: 2 vezes melhor marcador da liga argentina e 5 vezes melhor marcador da liga francesa, pelo Reims e pelo PSG.
A carreira no banco começou em França. Teve algum sucesso no Reims, seguindo-se experiências no Nice e PSG. Seria na Argentina que deixaria marca.
De 1993 a 1996, esteve em casa. 1994 foi um ano mágico para o Vélez. Na Libertadores, vitória nas grandes penalidades no Brasil, ante do São Paulo, após um agregado de 1-1 nas duas mãos. Bianchi contava com Turu Flores, Bassedas ou Basualdo. Venceu ainda a Taça Interamericana. A coroa de glória foi o 2-0 ao Milan (de Baresi, Maldini, Savicevic e companhia). Trotta e Asad (já marcara ao São Paulo) foram os heróis em Tóquio, poucos meses depois da Libertadores.
Não saiu sem vencer um torneio Abertura e um Clausura, depois de já ter vencido um Clausura na estreia.
Tentou a sorte de novo na Europa, sendo chamado para o banco da AS Roma. Mesmo com Totti, Balbo e muitos outros craques, não foi feliz e regressou ao seu país. Desta vez, o destino não foi o de sempre, mas sim o Boca Juniors, a par do River Plate, a grande potencia argentina e continental. Seria o clube onde teria mais sucesso e que mais tempo treinaria.
Na primeira estadia, de 1998 a 2001, obteve os melhores resultados: 2 Libertadores, 1 Intercontinental, 3 Clausuras e 1 Abertura. Em 2000, vitória nas grandes penalidades ante do Palmeiras para a sua segunda Libertadores. Um ano depois, de novo nas grandes penalidades, foi o Cruz Azul a cair. A terceira Libertadores de Bianchi foi como as outras duas, decidida dos 11 metros. O Boca era então guiado em campo por um dos maiores da sua história, Riquelme, hoje presidente do clube. Na Intercontinental de 2000, 2-0 ao Real Madrid, com bis de Palermo. Na de 2001, derrota por 1-0 ante do Bayern.
Bianchi saiu, esteve sem treinar e regressou para um segundo período no Boca, de 2003 a 2004. Em junho de 2003, mais uma Libertadores, desta vez, sem grandes penalidades. Com Marcelo Delgado em grande (três golos na final) e Carlitos Tevez a seguir-lhe os passos, o Boca goleou o Santos, no agregado, por 5-1. E seguiu-se a Intercontinental. Em dezembro, voltaram as grandes penalidades, para mais uma conquista ante do Milan.
Seguiu-se uma última aventura europeia, sem sucesso, no banco do Atlético de Madrid. Anunciou a retirada em 2006, voltando seis anos depois para uma última estadia no Boca, sem sucesso, retirando-se de vez em 2015. É para sempre uma lenda.