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Visão do Peão

Lukakweah

Golo de antologia em Milão

Francisco Chaveiro Reis
21
Fev21

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Quem viu o Milan 0 Inter 3 de ontem, que consolidou o Inter como líder, viu Lautaro a ser o homem do jogo, com dois golos. Mas foi Lukaku a chamar mais à atenção, com um lance de outros tempos. O 0-3 foi resultado de uma arrancada do belga a fazer lembrar outro grande número 9 que jogou em Milão, nos anos 90, George Weah.

Presidente Weah faz anos

Francisco Chaveiro Reis
02
Out18

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George Weah, o "Bisonte Liberiano" comemora hoje 52 anos. Nascido na pobre Monróvia, capital da mítica Libéria, fez-se estrela mundial a jogar futebol, ajudou sempre o seu país e hoje em dia é o seu presidente. George Tawlon Manneh Oppong Ousman Weah estreou-se na liga do seu país, passou pela Costa do Marfim mas foi ao marcar 14 golos em 18 jogos pelo Tonnerre Yaoundé dos Camarões que deu nas vistas. Chegou ao Mónaco em 1988 para ser orientado por Arsena Wenger. Teve impacto imediato e marcou 17 golos no ano de estreia. Ao lado tinha homens como Hateley, Hoddle, Puel ou Battiston. Venceu apenas uma Taça de França em quatro anos no Principado mas marcou 66 vezes. Mudou-se para o PSG em 1992 onde conseguiu ser campeão uma vez, vencer mais duas Taças de França e uma da Liga. Em três anos, marcou 55 golos e conviveu com Ginola, Mboma, Nouma, Raí, Le Guen ou Valdo. Foi eleito o melhor jogador do mundo e mudou-se para o Milan onde viveu os melhores anos da carreira e se destacou com golos de outro mundo. Venceu dois campeonatos italianos mas nem ali conseguiu uma Champions League. Marcou 58 vezes. Numa fase descendente da carreira, passou ainda por Chelsea, Manchester City e Marselha antes de se reformar no Al-Jazira. Fez 61 jogos pela Libéria (o último há poucas semanas, interrompendo a reforma) e marcou 22 golos. Uma lenda mundial.

O dia dos Weah

Francisco Chaveiro Reis
14
Set18

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Fantástico o que aconteceu na quarta-feira. Weah, 51 anos, foi internacional pela Libéria e o seu filho, de 18, foi internacional pelos EUA. George Weah, melhor jogador do mundo em 1995 e avançado que brilhou com as camisolas de Mónaco, PSG, Milan ou Chelsea, não tinha feito o jogo de despedida pelo seu país e só agora, depois dos 50 anos e como presidente da Libéria (!!!) o conseguiu. Na receção à Nigéria, jogou quase 80 minutos. Não marcou, não evitou a derrota e já não tem a forma que o fazia "engolir" os defesas mas continua a ser adorado pelos seus compatriotas e foi aplaudido. 15 anos depois da retirada oficial, George mostrou que ainda sabe o que fazer com a bola. Poucas horas depois, no Texas, o seu filho mais velho, Tim (PSG) fazia o quinto jogo pela seleção principal dos EUA. Não marcou mas fez bom jogo. Curiosamente, conseguiu jogar mais de 90 minutos, superando o tempo de jogo do pai. Será caso único, pai e filho a serem internacionais no mesmo dia, ainda para mais por países diferentes. 

Tim Weah estreou-se pelo PSG

Francisco Chaveiro Reis
05
Mar18

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Weah acaba de se estrear pelo PSG. Falo de Tim, filho de George, provavelmente o melhor jogador africano de todos os tempos e um dos melhores da história do jogo. O filho do agora presidente liberiano até tem dupla nacionalidade (nasceu em Nova Iorque) e acaba de se estrear pela equipa principal do PSG, na deslocação a Troyes. O também avançado, de 18 anos, jogou cerca de 11 minutos e esteve próximo de marcar. Está em Paris desde 2014 e foi apontado pelo Guardian, no ano passado, como uma das 60 jovens promessas do futebol mundial. 

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O pai, George, jogou em Paris entre 1992 e 1995, ano em que foi considerado o melhor jogador do mundo e marcou 55 vezes pelos de Paris. Ajudou a conquistar quatro títulos. 

Lembrando os craques 2 - George Weah

Francisco Chaveiro Reis
03
Mar17

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George Weah é, provavelmente, o meu jogador favorito de todos os tempos e, quando penso num 9 perfeito, penso nele. O Bisonte Liberiano ficou conhecido com a camisola do Milan, tornando-se o mlehor jogador do mundo em 1995, tendo ainda brilhado por clubes como o Mónaco, PSG ou Chelsea. George Tawlon Manneh Oppong Ousman Weah, hoje com 50 anos é político na sua Libéria natal.

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Weah começou a dar nas vistas no seu país atuando, com grande sucesso, pelos Mighty Barrolle e Invicible Eleven, antes de passar pelas ligas da Costa do Marfim e Camarões. Em 1988, aterra no Mónaco para jogar por Arsene Wenger. Como colegas de equipa tinha craques como Glenn Hoddle, Rui Barros e os então jovem promissores, Petit e Djorkaeff. No Principado jogou quatro épocas, ganhando uma Taça de França. Com 66 golos em quatro épocas, Weah rumou ao PSG. 

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No Parc des Princes, ao lado de homens como Ginola, Valdo, Le Guen, Mboma, Raí ou Guerín, marcou 23 golos no ano de estreia. Nos outros dois, marcou 14 e 18. Ganhou uma liga francesa, duas taças e uma taça da liga. 

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Em 1995 aterrou em San Siro para os seus melhores 4,5 anos da carreira. Foi eleito o melhor do mundo, único africano a par de Eusébio, naturalizado português, o que fará dele o melhor africano de sempre à frente de "monstros" como  Kanu, Okocha, Drogba, Pelé ou Milla. No Milan, ao lado de Savicevic, Boban, Albertini, Costacurta ou Maldini, ganhou apenas duas ligas italianas. O seu talento merecia, pelo menos, uma Champions. Ainda assim, ficou conhecido por arrancadas fabulosas como estas e por este golaço ao Verona.

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Na fase descendente da carreira jogou pelo Chelsea, Manchester City e Marselha, antes de terminar a carreira no Al-Jazira Club. Pelo seu país, jogou 60 vezes, marcando 22 golos.