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Visão do Peão

Parabéns, Vitória!

100 anos

Francisco Chaveiro Reis
22
Set22

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Conhecido comummente como Vitória de Guimarães, o Vitória Sport Club, comemora hoje o seu centenário. Sem muitos títulos no seu palmarés é um clube essencialmente conhecido pela paixão que desperta na cidade e por ter dos adeptos mais fiéis do país. Provavelmente é o quarto clube português em termos de envolvimento com os sócios e adeptos, que quinzenalmente, não enchem, mas compõem de forma muito interessante o Estádio D. Afonso Henriques.

O Vitória conta com 78 participações na primeira divisão, sendo apenas superados pelos Três Grandes. Os momentos altos da sua história são a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira e da Taça de Portugal em 2013. Treinado por Geninho e com homens em campo como Neno, Basílio ou Chiquinho Carlos, o Vitória venceu o FCP na Supertaça, por 2-0, com golos de N´Dinga e Décio, na segunda mão, em Guimarães após um nulo no Porto. Em 2013, o segundo momento alto para os vimaranenses: sob o comando de Rui Vitória, 1-2 ao Benfica, no Jamor. Gaitán adiantou os encarnados, mas El Arabi Soudani (hoje no Olympiacos) e Ricardo Pereira (hoje no Leicester) viraram o resultado.

Ao longo dos anos o Vitória teve figuras marcantes. É impossível dissociar o clube de Pimenta Machado, líder polémico entre 1980 e 2004. Nos treinadores, destacaram-se José Maria Pedroto, Marinho Peres, Paulo Autuori, Manuel José, João Alves, Quinito, Manuel Cajuda, Rui Vitóriane Pedro Martins. Também em jogadores, o Vitória acabou por lançar inúmeros craques para carreiras de maior nível como Raphinha que está no Barcelona, após passagens por Sporting, Rennes e Leeds ou Tapsoba, que está no Leverkusen. Vestiram a camisola branca muitos outros como Dimas, Meira, Geromel, Quim Berto, Pedro Barbosa, Paneira, Capucho, Zahovic, Ziad ou Cascavel.

André André, Estupinan, Nuno Assis, Edgar Silva e Paolo Hurtado são os melhores goleadores da história do clube com 37, 28, 28, 26 e 25 golos, respetivamente. Os guarda-redes Douglas (235) e Nilson (223) são os homens com mais jogos pelo clube, seguidos de Flávio Meireles (204); Moreno, atual treinador, que fez 203 partidas e Nuno Assis, com 198 jogos.

No que toca a competições europeias, o Vitória chegou uma vez ao play-off da Liga dos Campeões; esteve 15 vezes na Taça UEFA/Liga Europa, tendo chegado aos quartos de final em 1986-1987; uma vez na Taça das Taças e duas na Taça das Cidades com Feiras.

PS: Entretantom foi eleito o 11 do Centenário: Neno, Ricardo Pereira, Geromel, Tapsoba e Dimas; Mendes, Paneira, Barbosa e N´Dinga; Raphinha e Cascavel.

 

Mau arranque europeu

Francisco Chaveiro Reis
20
Set19

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Correu mal a jornada europeia. Em cinco tentativas, três derrotas e duas vitórias. O Benfica foi o primeiro a entrar em campo, na Liga dos Campeões, sendo vergado pelo Leipzig e por um bis de Timo Werner, internacional alemão. Seferovic ainda reduziu, mas de nada serviu. Ontem, duas derrotas nos jogos das 17h55. O Sporting deu luta, mas saiu da Holanda com uma derrota por 3-2 e o Vitória SC, que tão boas indicações deu nos jogos de acesso, perdeu por 2-0 na Bélgica, ante do Standard Liége, comandado por Michael Preud´homme. Um autogolo de Florent e um golo do capitão Mpoku, fizeram o resultado. Positivos, só os últimos jogos. O FCP dominou o Young Boys e o 2-1 (bis de Soares) soube a pouco. A muito, soube a vitória do Braga (Ricardo Horta a terminar jogada de Galeno) no terreno do Wolverhampton.

A Liga Europa

Francisco Chaveiro Reis
30
Ago19

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O Sporting está no Grupo D da Liga Europa onde defrontará o PSV, eliminado na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões e ainda Rosenborg e LASK Linz, eliminados no play-off de acesso à mesma competição. Na teoria, um Sporting em forma tem tudo para passar o grupo em primeiro.

Os vice-campeões holandeses, que contam com o antigo sportinguista Bruma e com antigo benfiquista, Mitroglou, são o adversário de maior peso no grupo. Treinado por Mark van Bommel, conta com vários internacionais holandeses – Zoet, Dumfries, Rosario, Afellay ou Bergwijn e ainda com jogadores interessantes como Gaston Pereiro ou Erick Gutierrez. Já o Rosenborg, histórico norueguês, que nos anos 90 parecia ter presença cativa na Liga dos Campões, já não é uma equipa que meta medo, mesmo tendo nas suas fileiras o bad boy dinamarquês Bendtner (um par de vezes apontado ao Sporting). Será, a par dos austríacos do LASK Linz, as duas equipas mais fracas do grupo, em teoria. O LASK, treinado pelo antigo internacional francês Ismael (Crystal Palace, Bayern de Munique e Estrasburgo, entre outros…), bateu-se até à última (contra Club Brugge) no apuramento para a Champions e apesar de não ter cartel, pode ser uma surpresa. Não há nomes reconhecíveis no plantel, mas…

 

FC Porto

Com larga experiência de Champions League, o FCP é, claro, favorito a ficar à frente de Glasgow Rangers, Young Boys e Feyennord. Os Rangers, orientado pelo mito do Liverpool, Steven Gerrard, não parecem ter arcaboiço para a Liga Europa, mesmo tendo jogadores interessantes como o avançado Morelos ou o extremo Ojo. Defoe, veterano inglês, é a estrela de uma companhia já sem portugueses. Candeias mudou-se para a Turquia. O Young Boys deverá ser um osso mais duro de roer. Os suíços, liderados pelo antigo avançado do PSG, Hoarau, contam com o ex-Benfica, Sulejmani e com Janko, dos quadros do FCP. Tal como o Sporting, será da Holanda que viram os problemas maiores para o FCP. O histórico Feyennord conta com homens da qualidade de Fer, Toornstra, Narsingh, Berghuis ou Jorgensen para seguir em frente.

 

 

 

 

Braga

Missão bem mais difícil têm as equipas minhotas. O Braga livrou-se com classe de Spartak e Brondby e tem agora que se livrar, no grupo K, de Besiktas, Wolves e Slovan. O Wolves, de Nuno, conta com uma armada portuguesa – Jota, Neto, Neves, Moutinho, Vinagre, Roderick e Patrício – para atacar os adversários e o primeiro lugar. O Besiktas completa o trio de equipas que podem seguir em frente. Já sem Quaresma, mas com Rebocho, os turcos contam com o ex-vimaranense Boyd e com craques como Yilmaz, Lens, Ljajic ou Vida. Os eslovacos são candidatos ao último lugar. Rabiu Ibrahim, antiga futura estrela nigeriana, que passou pelo Sporting é a figura.

 

Guimarães

Missão ainda mais dura tem o Vitória que tem pela frente Arsenal, Frankfurt e Liége. O Arsenal, gigante holandês dispensa apresentações e o seu ataque – Pepe, Lacazette e Aubameyang – promete fazer miséria tal como Dost, Rebic ou Paciência deverão dar muitas dores de cabeça, defendendo a camisola do Frankfurt. O Standard de Orlando Sá deve disputar com o Vitória, o terceiro lugar do grupo.

Martins deixa Guimarães

Francisco Chaveiro Reis
19
Fev18

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Pedro Martins já não é treinador do Vitória de Guimarães. O português de 47 anos não resistiu à humilhante derrota, em casa, por 0-5, com o rival Braga. O Guimarães está num modesto nono lugar na liga, foi eliminado da Liga Europa e da Taça da Liga na fase de grupos e da Taça de Portugal, nos oitavos. A época contrasta com aquilo que foi alcançado no ano passado, com a presença no Jamor e o quarto posto, acima do Braga, financeiramente mais robusto. Com um estádio moderno e quase sempre muito bem composto, o Guimarães é, em termos de militância o quarto clube português e os seus adeptos são do mais apaixonado que existe em Portugal. Percebe-se que Júlio Mendes não poderia ter feito outra coisa que não deixar de contar com Martins mas se olharamos com seriedade para o caso, vemos que o Guimarães de há um ano contava com Josué Sá e Bruno Gaspar na defesa e sobretudo com Soares (meio ano), Hernâni e Marega no ataque. A verdade é que os que vieram para reforçar não tem a mesma qualidade. Veja-se o caso de Junior Tallo, que tem uma carreira com passagens por bons clubes mas com pouquissímpos golos (1 no Amiens, 1 no Lille, 4 no Bastia, por exemplo). Tallo tem sido o 9 titular e leva apenas 2 golos. Martins tem uma boa carreira pela frente. Quem se segue no Vitória? 

Minhotos na UEFA

Francisco Chaveiro Reis
25
Ago17

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Braga (Grupo C) e Guimarães (Grupo I) já conhecem os seus grupos na Liga Europa. O Braga, apurado com grande dificuldade ante de uma modestíssima equipa islandesa de nome impronunciável não tem tarefa fácil. O Hoffenheim, eliminado no play-off de acesso à Liga dos Campeões, pelo Liverpool é o inimigo número. O clube tem crescido muito e ficado sempre nos lugares cimeiros da Bundesliga, nos últimos anos. Conta com Kramaric, Uth, Gnabry, Wagner ou Demirbay e é favorito a passar à fase seguinte, em primeiro. Seguem-se os turcos do Basaksehir, clube fundado em 1990 e que no ano passado quase conseguiu ser campeão. A equipa fez a vida negra ao Sevilha no play-off e por pouco não seguiu para a Champions. Conta com Mossoró, ex-Braga e com estrelas internacionais como Adebayor e Clichy. Manuel da Costa também por lá anda. Por fim, o Ludogorets. O campeão búlgaro também será osso duro de roer. Já não tem Cafú (transferido para o Bordeús mas várias vezes associado ao Sporting) mas tem Keseru (já passou também por Braga). 

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Já o Guimarães mede forças com Marselha, Konyaspor e Red Bull Salzburgo. O Marselha, campeão europeu há mais de vinte anos, conta com Rolando e com estrelas como Thauvin, Germain e Luiz Gustavo e aposta forte na prova, uma vez que internamente, o PSG é rei e senhor. O Vitória, tal como o seu rival minhoto, também vai à Turquia. O Konyapor, bem classificado na época passada, é uma equipa com garra mas sem estrelas. O nome maior será Ezequiel, que despontou no Anderlecht. Por fim, o clube da Red Bull na Áustria. Não tem a mesma qualidade do que a filial de Leipzig mas pode dar dores de cabeça. O patrão da defesa, Paulo Miranda, será o nome mais mediático.