Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Visão do Peão

Visão do Peão

Fernando Centenário

Melhor selecionador de sempre

Francisco Chaveiro Reis
09
Jun22

Fernando Santos cumpre logo o seu 100.º jogo no banco da seleção. Sendo o homem com mais jogos pela equipa nacional e o único que conseguiu títulos na seleção sénior, a conclusão só pode ser que o engenheiro é o nosso melhor treinador de sempre, por muito que eu, como muitos, nem sempre (quase) nunca goste da forma como a equipa joga.

Santos, já com larga experiência em Portugal (Estoril, Estrela da Amadora, Porto, Benfica e Sporting) e Grécia (AEK, Panathinaikos e seleção), rendeu Paulo Bento na qualificação para o Euro 2016. Começou a perder na estreia, num particular contra a França (irónico) mas venceria a Dinamarca no primeiro jogo oficial e apurar-se-ia para o Euro. No início, Santos avisou que Portugal só regressaria depois da final. E tinha razão. Numa estratégica semelhante à grega de 2004, Portugal lá chegou à final. Empatou três vezes na fase de grupos e passou em terceiro. Nos oitavos, 1-0 à Croácia, no prolongamento; nos quartos, empate com a Polónia e vitória nos penaltis. Nas meias, a única vitória dentro dos noventa minutos, num 2-0 ao País de Gales. Na final, golo histórico de Eder e a primeira vitória de uma seleção sénior numa grande competição.

Seguiu-se uma participação fraca no Mundial da Rússia, com a queda nos oitavos, ante do Uruguai, depois do terceiro lugar na Taça das Confederações de 2017. A glória chegaria no ano seguinte com a conquista da primeira Liga das Nações de sempre. Guedes fez de Eder e Portugal venceu os Países Baixos.

Em 2021, nova má participação numa grande prova, com a eliminação nos oitavos, ante da Bélgica. Antes e depois sucederam-se más exibições e apuramento para o Mundial só se deu no play-off. Ainda assim, o balanço do reinado de Fernando Santos é amplamente positivo.

Portugal empata Espanha

Horta marca na Liga das Nações

Francisco Chaveiro Reis
03
Jun22

Visão de Peão.png

No arranque do Grupo 2 da Liga das Nações A, Portugal e Espanha empataram em Sevilha, na casa do Bétis. Num jogo em que Ronaldo começou no banco e Rafael Leão e André Silva foram titulares foi outro avançado, Morata, a marcar primeiro. O empate viria do banco, mas não através de Ronaldo. Ricardo Horta seria o herói da noite, ao empatar uma das melhores equipas da Europa. A Chéquia (parece que a mudança de nome dos países está na moda) lidera o grupo, após ter vencido a Suíça por 2-1, com golos (anedóticos) de Kuchta e Sow (na própria baliza) contra um (anedótico) de Okafor. Portugal recebe a Suíça, no domingo e a Chéquia, na quinta-feira. Dia 12, há jogo na Suíça.

Grupo H

Uruguai, Coreia e Gana

Francisco Chaveiro Reis
05
Abr22

Visão de Peão (7).png

Uruguai, Gana e Coreia do Sul são os adversários de Portugal no Mundial 2022. O Uruguai das estrelas Cavani, Suarez, Godín, Valverde ou de De Arrascaeta e dos “portugueses” Darwin, Ugarte e Coates será, à partida, o adversário mais difícil e equipa que eliminou Portugal nos oitavos do último Mundial. No apuramento, o Uruguai apenas foi superado por Argentina e Brasil. Depois da saída de Oscar Tabarez, Diego Alonso, antigo avançado de Valência, Atlético Madrid ou Peñarol, é o timoneiro.

Já a Coreia do Sul, orientada por Paulo Bento, antigo selecionador, que orientou Portugal no Mundial 2014. A Coreia conta com uma estrela mundial, Son Heung-min (Tottenham) e um conjunto de jogadores muito interessantes como Hwang Ui-jo (Bordéus), Hwang Hee-chan (Wolverhampton) ou Lee Kang-in (Mallorca). É provável que Bento consiga guiar a sua equipa ao terceiro lugar do grupo.  Por fim, o Gana, que acaba de eliminar a Nigéria. Parece-me que a equipa onde atua Mumin (Vitória) é favorita a ficar no último posto do grupo. Partey (Arsenal) será a maior estrela.

Para Portugal, o Mundial começa a 24 de novembro, contra o Gana. A 28, segue-se o Uruguai e a 2 de dezembro, há jogo com a Coreia do Sul.

Com a atitude certa

Portugal recebe amanhã a Macedónia

Francisco Chaveiro Reis
28
Mar22

Visão de Peão (6).png

Receber a Macedónia do Norte não é apenas uma formalidade. É preciso jogar com garra e concentração para vencer uma equipa que, sendo limitada, tem as suas armas. A Macedónia eliminou a Itália e já tinha vencido a Alemanha. Ninguém aqui quer que as conquistas macedónias continuem, mas ninguém pode achar que são favas contadas.

A Macedónia do Norte entra amanhã em campo sem nada a perder. Se tudo correr de feição, alcança um feito histórico. Se não, fica na história por ter derrubado a campeã da Europa. O esquema habitual é um 4-2-3-1 com Dimitrievski (Rayo Vallecano) na baliza. Ristovski (Dinamo Zagreb) que passou três anos no Sporting é habitual titular na direita e, na esquerda, mora Alioski (Al Ahli Jeddah), que passou quatro bons anos no Leeds. No centro, devem jogar Musliu (Ingolstadt 04) e Velkovski (Rijeka). No meio, campo, o experiente Ademi (Dinamo Zagreb) lidera as operações defensivas, ao lado de Nikolov (Sheriff). No, Bardhi, dez de grande qualidade; Milan Ristovski (Spartak Trnava); Churlinov (Shalke 04) e Trajkowski (Al-Fayha).

Já Portugal, pode ter algumas alterações. Acredito que Patrício possa fechar a fase de apuramento, mesmo que, provavelmente, a aposta em Costa tenha seguimento num futuro próximo. Cancelo, cumprido o castigo, deve regressar ao onze e acredito na chamada de Mendes à titularidade. Apesar da exibição com falhas, não creio que Santos aposte em Inácio e Djaló, mantendo a dupla Fonte-Danilo. No meio, acredito na entrada de William para o lugar de Moutinho e na manutenção de Bernardo e Bruno. O ataque é de Otávio, Ronaldo e Jota mesmo que acredite que Leão, por exemplo, possa ter mais minutos, caso o jogo corra de feição. Com a atitude certa, estaremos no Mundial.