Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Visão do Peão

Visão do Peão

Morreu Manuel Fernandes

Eterno capitão do Sporting

Francisco Chaveiro Reis
28
Jun24

Cópia de Design sem nome.png

Foi jogador, treinador, dirigente e será para sempre uma lenda do clube. Morreu Manuel Fernandes, com apenas 73 anos. Natural de Sarilhos Pequenos, Moita, Fernandes começou a jogar no Barreiro, pela CUF, destacando-se já como goleador. De 1975 a 1987 defendeu as cores do Sporting, muitas vezes como capitão. Marcou 265 golos em 435 jogos pelo Sporting, sendo lembrando, em grande parte, por aquele glorioso fim de tarde em que marcou 4 vezes ao rival Benfica. Venceu dois campeonatos, duas taças e uma supertaça o que apesar de tudo é pouco para a sua enorme qualidade. Acabou a carreira no Vitória FC, de Setúbal.

Como treinador, venceu uma supertaça pelo clube do coração, mas passou por vários clubes como Vitória FC, Estrela da Amadora, União de Leiria, Santa Clara, Campomaiorense ou Penafiel. Foi campeão da segunda liga e da II divisão B. Foi depois coordenador de scouting do Sporting. Mesmo quando não tinha cargo, foi figura importante e próxima do clube, pelo estatuto, mas também, pelo que contam, pela forma generosa com que tratava todos. Não há quem diga que além de grande jogador, foi grande homem.

Pela seleção, numa altura em havia menos jogos e que Portugal estava longe de ser presença assídua nas grandes provas, 7 golos em 30 jogos.

O Sporting fez-lhe várias homenagens em vida, dando-lhe uma porta no estádio ou fazendo uma camisola em sua homenagem. Já na altura da doença, intensificaram-se as honrarias, com uma bonita homenagem no estádio e já com a taça de campeão na mão, o presidente e o atual goleador visitaram o antigo camisola 9.

Morreu Schnellinger

Aos 85 anos

Francisco Chaveiro Reis
21
Mai24

 

Cópia de Design sem nome (29).png

Morreu o antigo defesa Karl-Heinz Schnellinger. Alemão, esteve em quatros Mundiais e morreu em Milão, terra do Milan, clube que mais anos representou. Depois de mais de 160 jogos e um campeonato pelo Colónia, mudou-se para Itália onde fez quase toda a carreira. Começou pelo Mantova, passando depois pela Roma, onde venceu a Taça de Itália. Jogaria 280 vezes pelo Milan, ajudando a vencer um campeonato, três taças, uma liga dos campeões, duas supertaças europeias e uma taça intercontinental. Cesare Maldini, Rivera, Trapattoni ou Amarildo foram algumas das estrelas com as quais jogou. Reformou-se em 1975 após passar pelo Tennis Berlin.

Partiu Pietra

Aos 70 anos

Francisco Chaveiro Reis
08
Mar24

Cópia de Design sem nome (4).pngAos 70 anos, partiu Minervino Pietra, glória do Benfica. Defesa, nascido em Lisboa, começou a carreiros nos Belenenses, onde esteve entre 1970 e 1976. Mudou-se para a Luz em 1976 onde jogou até acabar a carreira, 11 anos depois. Ajudou a vencer quatro campeonatos nacionais, cinco taças de Portugal e duas supertaças. Privou com homens como Bento, Humberto Coelho, Shéu, Toni, Carlos Manuel ou Nené. Jogou 27 vezes por Portugal. Como treinador foi essencialmente adjunto, tendo feito parte da equipa técnica de Jorge Jesus, na Luz.

Morreu Alexandre Baptista

Aos 83 anos

Francisco Chaveiro Reis
05
Mar24

Cópia de Design sem nome.png

Morreu, aos 83 anos, Alexandre Baptista, antigo defesa do Sporting e da seleção nacional. Nascido no Barreiro, Baptista fez toda a carreira no Sporting, entre 1960 e 1971. Pelo meio, ajudou a vencer dois campeonatos e uma taça. Fez, igualmente, parte da equipa leonina que venceu a Taça das Taças, em 1963. Representou Portugal 11 vezes, 5 das quais no Mundial de 1966, onde foi titular na campanha dos Magriços.

Morreu Artur Jorge

Líder do FCP campeão europeu

Francisco Chaveiro Reis
22
Fev24

Cópia de Design sem nome (3).png

 

Aos 78 anos, morreu Artur Jorge, ponta-de-lança do Benfica e FCP e campeão europeu pelos portistas. Nascido no Porto, foi no FCP que se estreou como sénior, tendo pouco depois rumado a Coimbra, para 4 anos com muitos golos (94), pela Académica. Seguiram-se 6 anos no Benfica e mais de 100 golos. Passou ainda pelos Belenenses e teve uma experiência nos EUA. Jogou 16 vezes por Portugal marcando uma vez, ao Chipre.

Destacou-se ainda mais como treinador. Começou como adjunto de Pedroto em Guimarães e, um ano depois, estava a treinar o Portimonense. Em 1984 regressou às Antas. Na primeira época, foi campeão e venceu a Supertaça. Contava com Gomes, Futre, Frasco, Vermelhinho e Jaime Magalhães, entre outros. No ano seguinte, já com Madjer, voltou a ser campeão. A glória maior viria em 1986-1987. Venceu a supertaça portuguesa e, no fim da época, venceu a Liga dos Campeões, na mítica final de Viena, ante do Bayern, claro favorito. O calcanhar de Madjer e Juary coroaram a noite.

Seguiu-se a primeira aventura francesa. Juntou-se ao Matra Racing, de Paris, que contava com Enzo Francescoli, Pierre Littbarski ou Luis Fernandez. Duas épocas depois, regressou ao FCP, para mais 3 épocas, vencendo mais um campeonato, taça e supertaça, apanhando Kostadinov, Domingos, Jorge Couto, Fernando Couto ou Vítor Baía. Foi selecionador nacional, brevemente

Regressou a Paris para orientar o PSG. De 1991 a 1994 a sua casa foi o Parc Des Princes. Em 1992-1993, venceu a Taça de França, num 3-0 ao Nantes de Makelele, Pedros ou Loko. Foi, ainda vice-campeão francês, ficando a 4 pontos do Marselha. Na Europa, chegou às meias-finais da Taça UEFA, caindo aos pés da Juventus, vencedora final. Na época seguinte, foi campeão. Lama, Roche, Ricardo Gomes, Raí, Valdo, Le Guen, Ginola e Weah eram algumas das estrelas ao seu dispor. Foi às “meias” da Taça das Taças, perdendo para o Arsenal, que venceu a prova.

Regressou a Portugal para treinar o Benfica, sem grande sucesso. Comandou a Suíça no Euro 1996; voltou a ser selecionador nacional e passou também sem deixar marca por Tenerife e Vitesse. Regressou ao PSG para mais um ano e mais um título, a supertaça, com uma equipa bem menos interessante do que a da sua primeira passagem. Venceu a liga saudita muito antes de estar na moda, salvou a Académica da descida e treinou os Camarões. Morreu um grande jogador e um grande treinador.

Morreu Brehme

Campeão mundial em 1990

Francisco Chaveiro Reis
20
Fev24

Cópia de Design sem nome (7).png

Aos 63 anos, morreu Andreas Brehme, herói alemão no Mundial de 1990. Foi dele o único golo da final, ante da Argentina de Diego Armando Maradona, no Estádio Olímpico de Roma.

Andreas Brehme nasceu em Hamburgo e começou a jogar num clube local, o HSV Barmbek-Uhlenhorst. Seguiu-se o 1. FC Saarbrücken e, depois, o Kaiserslautern, clube que representou durante mais tempo, num total de 10 épocas. Após as 5 primeiras épocas no clube, mudou-se para Munique, onde passou 2 épocas e venceu os primeiros títulos: Bundesliga e Supertaça. Como muitos alemães da época, mudou-se para o Calcio, para 4 épocas no Inter, onde venceu uma Taça UEFA, uma Série A e uma Supertaça. Ainda passou um ano em Sagaroça antes de cumprir mais 5 anos no Kaiserslautern onde venceu uma Bundesliga, uma Taça e ainda uma 2. Bundesliga.

Pela Alemanha, o lateral esquerdo marcou 8 golos em 86 jogos, tendo jogado ainda nas camadas jovens pela Alemanha Ocidental. Esteve nos Mundiais de 1986, 1990 e 1994; nos Europeus de 1984, 1988 e 1992 e, ainda, nos Jogos Olímpicos de 1984.

Fehér partiu há 20 anos

Aos 24 anos

Francisco Chaveiro Reis
25
Jan24

Cópia de Design sem nome (3).png

Passam hoje vinte longos anos sob a partida de Miki Fehér. O avançado caiu em campo, no estádio do Vitória SC, num jogo onde a vitória benfiquista foi o que menos interessou. Com apenas 24 anos, a sua vida terminou abruptamente, cortando uma vida e também uma carreira. Miklós chegou a Portugal em 1998 para reforçar o FC Porto. Na época de estreia, com 19 anos e com Jardel pela frente, fez apenas 9 jogos, marcando 1 golos e fazendo 2 assistências. Foi campeão e venceu a supertaça. No ano seguinte, mais 9 jogos e 1 golo e mais 4 jogos e 1 golo pela equipa B. Venceu mais uma supertaça e uma taça. Foi emprestado ao Salgueiros, a meio da época, fazendo 7 golos. No ano seguinte, novo empréstimo, desta vez ao Sporting de Braga. Com 14 golos e 1 assistência fez a sua melhor época em Portugal. Faria mais um ano no Porto, jogando apenas pela equipa B, fazendo 7 jogos e 2 golos. Em 2002, juntou-se ao Benfica, totalizando 37 jogos, 8 golos e 1 assistência. Pela Hungria, 6 golos em 25 jogos. Que descanse em paz.

Morreu Franz Beckenbauer

Francisco Chaveiro Reis
08
Jan24

Cópia de Design sem nome (3).png

Ainda o mundo chorava Zagallo e logo a morte levou outra lenda. Aos 78 anos, morreu Der Kaiser, Franz Beckenbauer. Exemplo do defesa central moderno que saia a jogar e marcava golos, Beckenbauer ficou ligado para sempre ao Bayern de Munique onde jogou 13 anos.

Nasceu em Munique, poucos meses depois do fim da II Guerra Mundial tendo-se estreado nos anos 60 pela equipa pela qual viria a marcar 76 vezes em quase 600 jogos. É o quinto jogador com mais jogos pelo Bayern no qual foi central na conquista de quatro campeonatos, quatro taças, três Ligas dos Campeões, uma supertaça europeia e uma taça intercontinental. Jogou ainda duas vezes pelos NY Cosmos, com uma passagem pelo Hamburgo pelo meio, onde foi campeão alemão.

Entre 1965 e 1977 jogou mais de 100 vezes pela Alemanha Ocidental, marcando 14 golos e sobretudo, vencendo um Euro e um Mundial. Em 1972, na Bélgica, foi titular e uma das figuras do título europeu, decidido num 3-0 à União Soviética com Gerd Muller, claro, a ser figura goleadora. Maier, Hoeness, Breitner ou Heynckes eram outras das grandes figuras da seleção. Dois anos depois, o título mundial. Na sua Munique, Beckenbauer venceu a final ante da Holanda de Johan Cruyff por 1-2 e venceu o Mundial.

Como treinador teve também grande sucesso. Desde logo, levou a Alemanha à vitória do Mundial de 1990, em Itália. Orientando Klinsmann, Voller, Matthäus ou Brehme, o Kaiser levou a Alemanha a vencer a Argentina na final por 1-0. Pelo Bayern, venceu a Bundesliga de 1994 e a Taça UEFA dois anos depois. Foi ainda campeão francês pelo Marselha, em 1991.

Foi presidente do Bayern por 15 anos.

Partiu Zagallo

Figura em 4 Mundiais do Brasil

Francisco Chaveiro Reis
07
Jan24

Cópia de Design sem nome (5).png

Mário Zagallo, o “Velho Lobo”, morreu aos 92 anos, mas deixa para trás uma história de grande sucesso, sobretudo pela seleção brasileira e fica nos livros como uma das principais figuras da história do futebol. Zagallo, nascido em Maceió em 1932, começou a jogar pelo América em 1948, passando depois por Flamengo e Botafogo. Era médio ofensivo ou extremo e apesar de toda a sua qualidade, destacou-se mais pelo Brasil.

Numa altura em que havia menos jogos internacionais, fez 36 jogos e marcou 5 golos. Bastou para ser bicampeão do Mundo. No Suécia 58, com Pelé, Garrincha, Vavá e muitos outros foi campeão pela primeira vez. Na final, num 5-2 aos anfitriões, Zagallo marcou o então 4-1 e assistiu Pelé para o 5-2 final. Em 1962, no Chile, marcou logo na estreia, no 2-0 ao México. Na final, 3-1 à Checoslováquia, num torneio marcado pela lesão de Pelé, mas com Garrincha, Vavá ou Amarildo, além de Zagallo, em grande forma. Zagallo foi sempre titular e figura central.

Como treinador, voltou a ser campeão mundial. No México 70´, treinou Pelé e levou o Brasil, também com Tostão, Jairzinho, Gerson, Clodoaldo, Rivellino ou Carlos Alberto e esteve diretamente envolvido no terceiro título mundial do Escrete. O quarto, em 1994, nos EUA, também teria a sua ajuda, uma vez que era Coordenador Técnico quando o Brasil de Carlos Alberto Parreira conquistou o Tetra. Em 1997, de volta ao banco, venceria uma Copa América e uma Taça das Confederações já com Romário, Ronaldo ou Roberto Carlos. No ano seguinte levou o Brasil à final do Mundial 1998, mas desta vez, perdeu. Treinou, quase sempre com sucesso, clubes como Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco da Gama, Bangu ou Portuguesa e no final dos anos 70 treinou o Al Hilal, da Arábia Saudita. Além de do Brasil, treinou Koweit, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Morreu um dos Grandes.