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Visão do Peão

Visão do Peão

PSG procura casa

Adeus, Parc des Princes

Francisco Chaveiro Reis
08
Fev24

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Depois de oito anos de negociações, o PSG vai deixar o Parque dos Príncipes, o seu icónico estádio. A mudança ocorre justamente porque o seu estádio não é seu, mas sim da Câmara Municipal de Paris. A confirmar-se a decisão, o PSG deve avançar para a construção de um novo estádio, moderno e maior, como a sua dimensão de hoje pede.

O Parc des Princes foi inaugurado em 1987 e servia sobretudo como velódromo, ou seja, pista para corridas de bicicletas. Em 1905, foi palco do primeiro jogo de sempre da seleção francesa (1-0 à Suíça). Em 1932 deu-se a primeira ampliação, passando o recinto a suportar 45 mil pessoas. Seis anos depois, o estádio recebeu jogos do Mundial de 1938 e em 1956 jogou-se lá a primeira final da Liga dos Campeões (Real Madrid 4 Stade de Reims 3).

A terceira versão do estádio nasceu em 1972. Recebeu mais duas finais da Liga dos Campeões (um Bayern de Munique 2 - 0 Leeds United, em 1975 e um Liverpool 1 - 0 Real Madrid, em 1981) e em 1984, foi lá que se jogou a final do Euro 1984, vencido pela França de Platini. Recebeu seis jogos do Mundial de 1998 em rugby, recebeu o Mundial de 2007.

O PSG, nascido em agosto de 1970, começou a usar o estádio regularmente a partir de 1978, apesar de já lá ter jogado antes, como equipa da casa. Até 1998 partilhou o Parc com as equipas nacionais de futebol e rugby além de ter dividido a casa com Paris FC e Racing Club de Paris. Resta saber o que será do estádio, tão emblemático como o San Siro ou Camp Nou e quanto tempo demorará para que o clube tenha nova casa. 

Mbappé de saída?

Insatisfeito

Francisco Chaveiro Reis
12
Out22

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Poucos meses depois de renovar e de fazer juras de amor eterno ao PSG, Mbappé estará com vontade de deixar Paris já na reabertura de mercado. Mbappé não gostará do seu posicionamento na equipa, com o novo treinador, mas sobretudo, estará insatisfeito com a direção e com eventuais promessas não cumpridas. Caso a saída seja um cenário em cima da mesa, é de crer que o Real Madrid se volte a interessar pelo francês, mesmo depois da “desfeita” do último verão.

Paris não é uma festa

Mau ambiente e mudanças à vista

Francisco Chaveiro Reis
24
Mar22

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O PSG parece estar a ferro e fogo. Quando, em agosto, o PSG foi a Barcelona buscar Leo Messi, um dos melhores jogadores de sempre, logo se imaginou um trio de sonho, com Neymar e Mbappé, rumo à final da Liga dos Campeões. A caminhar para o fim da época, o PSG está fora da Champions, Messi está muitos furos abaixo do esperado, Neymar continua a desiludir, a equipa é assobiada, Pochettino estará na porta de saída e Hakimi, chegado no verão, não se dará bem com a “fação” sul americana e quererá também mudar de ares. O PSG será campeão, mas na próxima época, muito mudará.

Dinheiro não faltará, com certeza, mas, o PSG precisa de nova liderança. Leonardo, antiga glória do clube, dentro de campo, deve estar de saída e já se fala num novo diretor desportivo: Michael Edwards, do Liverpool. Também no banco, haverá mudanças. Pochettino é visto como boa opção para o Manchester United e Zinedine Zidane é visto como boa opção após uma lista extensa de títulos em Madrid e boa relação com grandes craques mundiais como os que teria em Paris, é visto como boa solução.

Mas as grandes mudanças devem mesmo operar-se no plantel. Mbappé deve cumprir o sonnho de jogar pelo Real Madrid já a partir deste verão e outros, como Icardi, Di María, Draxler, Gana ou Kurzawa devem deixar Paris. Messi e Neymar terão a porta aberta, mas é difícil que encontrem poisos com os mesmos ordenados de sonho e, pelo menos, no caso do argentino, haverá vontade de mostrar mais.

Pensemos então num possível plantel do PSG para a próxima época, tomando o 4-3-3 habitual de Zidane como ponto de partida. Para a baliza, acredito que se mantenham Donnarumma, em grande no último Euro e Navas, que Zidane conhece de Madrid. Letellier pode manter-se como terceira opção. Na defesa, Hakimi, com passado madrilista deve manter-se, apesar das notícias atuais. Dagba deve ser a sua sombra. Na esquerda, fica Bernat e Mendes, emprestado pelo Sporting, deve continuar após ter dado boa conta de si. No centro, Marquinhos, Ramos (a precisar de mostrar que ainda está em condições de ser um grande central) e Kimpembe são para continuar. Acredito que a primeira grande contratação será a de um defesa central de qualidade inequívoca, como Koulibaly (Nápoles) ou Rudiger (Chelsea).

No meio, acredito que se mantenham Verrati, Paredes, Danilo e Herrera, tal como o jovem Simons. É bem possível que Gana e Wijnaldum mudem de ares. Zidane já terá pedido Casemiro e Valverde, ambos do Real, mas creio que também aqui será necessária a chegada de um ou dois craques, a começar por Pogba, em fim de contrato com o United, um jogador que Zizou muito aprecia.

No ataque, muitas dúvidas e reformulação. Acredito que Messi e Neymar acabarão por ficar e que Mbappé, Di Maria, Draxler e Icardi saiam. Assim, além da integração de Sarabia, em grande no Sporting, aposto na chegada de um avançado móvel e dois mais fixos. E, para fazer esquecer Mabppé, só Haaland, que tem City e Barcelona muito interessados nos seus serviços. As outras boas opções seriam Lukaku (Chelsea) ou Lautaro (Inter). Uma opção mais barata ou a custo zero, como Lacazette (Lyon) ou Dembelé (Barcelona) também seria bem-vinda. Mas, estando nós a falar do PSG, não é de excluir uma loucura, como tentar chegar a Salah ou Mané (PSG)

Portugueses em Paris

Nuno Mendes depois de Fernando Cruz

Francisco Chaveiro Reis
08
Set21

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Em breve, Nuno Mendes chegará a Paris para se juntar a Messi, Mbappé ou Neymar no PSG mas, não será o primeiro português a jogar com aquela camisola. Aliás, quando chegar, encontrará Danilo Pereira, a entrar no seu segundo ano no Parc des Princes.

Fundado em 1970, o PSG teria em Fernando Cruz, Humberto Coelho e João Alves os primeiros portugueses. Logo na primeira equipa de sempre, estava o defesa-esquerdo Fernando Cruz, ex-Benfica, que aos 30 anos ajudou a equipa a subir de divisão. Depois de altos e baixos, outro defesa vindo do Benfica, Humberto Coelho, chegaria em 1975 para 42 jogos e 7 golos, antes de passar pelos EUA e regressar ao Benfica. João Alves, também ele oriundo da Luz, também ficaria um ano em Paris (1979-1980), fazendo 19 jogos.

Em 1983-1984, foi a vez de Abreu jogar pelo PSG. Manuel Abreu, luso-francês que fez quase toda a carreira em França, jogaria três vezes nessa época. Seria preciso esperar por 1996 para que novo português vestisse de azul. Daniel Kenedy fez 39 jogos pelo PSG, entre passagens por Benfica e Porto e privou com homens como Raí, Leonardo, Lama ou Loko. Em 1998-1999, seria a vez de Hélder Batista trocar o Boavista pelo PSG para fazer apenas 7 jogos e deixar poucas saudades. Privou com Okocha, Simone, Worns ou Goma. Agostinho (2000-2001), extremo vindo do Málaga, fez 10 jogos em Paris e marcou 1 golo. No mesmo ano, estava lá Hugo Leal, já com experiência no Benfica e Atlético. Jogou três épocas em Paris, fazendo 77 jogos e marcou 3 golos, deixando a sua marca e jogando ao lado de Ronaldinho, Arteta ou Pochettino. De 2002 a 2005, por lá andou Filipe Teixeira, com um empréstimo à União de Leiria, pelo meio.

De 2003 a 2008, reinou Pedro Pauleta. Com experiência em Espanha e no Bordéus, Pauleta tornou-se no goleador do clube tornando-se no melhor marcador da história do clube, com 109 golos e um dos jogadores favoritos dos adeptos. Na era galáctica do PSG, o recorde caiu com Cavani (200 golos), Ibrahimovic (156) e Mbappé (136). Em 2004-2005, Hélder Cristovão, em fim de carreira, fez 20 jogos em Paris e marcou 1 golo.

Após a saída de Pauleta, em 2008, o português seguinte foi Gonçalo Guedes, chegado em janeiro de 2018. Ficou-se pelos 8 jogos, antes de rumar a Valência. Segue-se Nuno Mendes.

No banco, também esteve um português. Artur Jorge orientou o clube entre 1991 e 1994, tendo conquistado uma Liga Francesa em 1994 e uma Taça de França, em 1993. Artur Jorge voltaria a comandar o clube em 1998/99, porém sem grande sucesso. Curiosamente, Artur Jorge não contratou nenhum português, mas teve jogadores de luxo: Bats, Geraldão, Ricardo Gomes, Valdo, Le Guen, Valdo ou Ginola.

PSG ainda mais forte

Hakimi e Ramos são reforços

Francisco Chaveiro Reis
09
Jul21

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Depois da desilusão da época passada, o PSG está a fazer de tudo para regressar ao topo do futebol francês e fazer mais um ataque ao título mais desejado: a Liga dos Campeões. Depois de Wijnaldum, chegaram esta semana, Hakimi e Sergio Ramos. Depois da final do Euro 2020, Donnarumma também se deve juntar ao plantel e, cresce, o rumor de que também Pogba está na mira. Mbappé, por seu lado, pode ser uma baixa de vulto, já que continua a ser ligado ao Real Madrid. Se tal acontecer, chegará, sem dúvida, um grande craque como Ronaldo, Lewandowski ou Griezmann.

Pochettino pode agora optar pelo seu modelo mais tradicional, o 4-3-3 com: Donnarumma, Hakimi, Ramos, Marquinhos e Bernat; Verrati, Wijnaldum e Pogba; Di Maria, Mbappé e Neymar ou por um 3-4-3 bem mais ofensivo com: Donnarumma, Kimpembe, Ramos e Marquinhos; Hakimi, Verrati, Pogba e Bernat; Di Maria, Mbappé e Neymar. Promete.

Bayern vence a sexta

Francisco Chaveiro Reis
24
Ago20

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O Bayern venceu a Liga dos Campeões, após ter batido o PSG, no Estádio da Luz, por 0-1. Kingsley Coman, extremo francês das escolas do PSG, acabaria por ser o “carrasco” da equipa que o formou, somando mais um título para o seu fabuloso currículo: aso 24 anos, tem 20 títulos, com destaque para 9 campeonatos seguidos por PSG, Juventus e Bayern.

O Bayern, comandado pelos pulmões Goretzka e Thiago, dominou a partida, ante de um um PSG medroso, com Neymar e Mbappé a nunca serem capazes de desiqulibrar. Coman faria o 0-1, de cabeça, aos 59 minutos, após bola picada por Kimmich. Sem experiência em finais, o PSG quebrou e não mais voltou a estar em jogo, algo para que o seu treinador, Tuchel, muito contribuiu. A perder, o alemão não lançou o velocista Sarabia, nem o goleador Icardi, optando por opções como Choupo-Motig. Quanto a Neymar, contratado por mais de 200 milhões, para momentos como este, falhou, perdendo-se em fintas sem sentido e em quezílias. O PSG contratou um craque, não o líder que precisava. Nota para o brilhante trabalho de Hansi Flick. 

Di Maria oferece final ao PSG

Francisco Chaveiro Reis
19
Ago20

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No ano em que comemora 50 anos, o PSG carimbou a primeira ida à final da Liga dos Campeões. Mesmo tendo Neymar e Mbappé, foi o argentino Di Maria a ser a estrela da noite, num estádio onde já brilhou muito. Marquinhos, de cabeça, após canto de Di Maria e o próprio extremo, fizeram o 2-0 ao intervalo, numa primeira parte marcada pelo desacerto de Neymar e pela postura comedida do Leipzig. Bernat sentenciaria o jogo, fazendo  3-0 final e mesmo com Icardi no banco e com Neymar a voltar a falhar dois golos, o controlo do jogo nunca escapou aos parisienses. Venha o Bayern ou o Lyon.

Não querem ser campeões

Francisco Chaveiro Reis
15
Abr19

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Juventus e PSG parecem não querer ser campeões. A Juve perdeu 2-1 com a SPAL e o PSG, foi goleado por 5-1 em Lille. Ambas as equipas adiam por uma semana, pelo menos, as celebrações. Os casos são diversos. A Juventus joga amanhã para a Liga dos Campeões, poupou a equipa e acabou por não vencer. Kean, figura da Juve quando Ronaldo não joga, até marcou primeiro mas Bonifazi e Floccari deram a volta. Não é de por de parte a possibilidade de uma festa poder desconcentrar os jogadores antes da receção ao Ajax. Sábado, na receção à Fiorentina, poderá ser tempo de festejar. Será o oitavo título consecutivo, sem que tenha tido grande réplica o que leva a pensar se este é de facto um dos campeonatos mais competitivos da Europa. Bem diferente é a situação do PSG que parece ter entrado numa fase de desconcentração. A expulsão de Bernat não explica como é que uma equipa recheada de estrelas, que só precisava de um ponto, se tenha deixado golear. Será o sétimo título desde 2012 e após a hegemonia do Lyon, mostra que o futebol francês também não é assim tão competitivo. A festa deverá ser feita no sábado, altura em que os comandados de Tuchel recebem o Mónaco, que venderá cara a sua derrota. 

Mais de mil milhões

Francisco Chaveiro Reis
11
Abr19

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O período de Nasser Al-Khelaifi à frente do PSG tem sido de sucesso. Desde 2011, altura em que o empresário oriundo do Catar, comprou o clube, o PSG venceu cinco campeonatos de França (até então tinha vencido apenas dois); quatro Taças de França; cinco Taças da Liga e seis Supertaças de França. De facto, dos 38 títulos conquistados pelo PSG na sua história, iniciada em 1970, 20 foram conquistados neste período de ouro e vem a caminho mais um campeonato francês. Se olháramos para a lista de melhores marcadores da história do clube, 3 dos 10 melhores, incluindo os dois melhores, foram contratados por Al-Khelaifi. Cavani e Ibrahimovic destronaram Pauleta. Di María é nono da lista.

 

Claro que todo este sucesso tem um preço. E um preço bem elevado. Mais de mil milhões de euros. Estes anos têm sido de gastos extremos como está bom de ver com os resgastes de Neymar ao Barcelona por 222 milhões e de Mbappé ao Mónaco por cerca de 180 milhões. Mas há um lado negativo de tudo isto. O primeiro pouco importa ao PSG. A liga francesa tornou-se bastante mais aborrecida. Só há competitividade do segundo lugar para baixo. Mas para ser justo, o Lyon teve oito anos seguidos de domínio total, sem que tivesse um dono bilionário. O segundo é o que mais afeta o clube. O domínio interno tornou-se normal mas a conquista da Liga dos Campeões não chegou ainda, nem esteve sequer, perto. Chegou duas vezes aos oitavos (como este ano) e quatro aos quartos. O terceiro é o custo literal que os planteis têm tido. Se o valor de Cavani, Mbappé, Marquinhos ou Thiago Silva é evidente. Outros, têm sido flops e nada baratos. O próprio Neymar, sendo a estrela da companhia quando joga, tem dado sempre a ideia de querer regressar a Espanha o quanto antes e parece pouco comprometido a fazer muitos jogos seguidos pelo clube ou sequer em jogar fora de Paris.

 

Mas do que aqui quero falar são dos jogadores que foram contratados por valores elevados e pouco renderam pelo PSG. Se virmos a lista dos 29 jogadores contratados por Al-Khelaifi, podemos dizer, com mais ou menos certeza que, Neymar (222 milhões), Mbappé (180), Cavani (64), Di Maria (63), Thiago Silva (42), Marquinhos (31), Lavezzi (26), Ibrahimovic (20), Verrati (12) ou Matuidi (7,5) foram boas adições. Mas a lista está repleta de flops. Uns, menos acentuados como Lucas (45), Pastore (42) ou Kurzawa (24), outros, que poucas utilidades tiveram para o clube como David Luiz (50), Draxler (36), Guedes (30), Digne (15), Gameiro (11), Menez (9), Trapp (9), Sissoko (8) ou Stambouli (6).

 

Van der Wiel, Jese Rodriguez, Krychowiak, Lo Celso e Aurier foram outros nomes que pouco acrescentaram ao PSG. Ainda assim, alguma coisa está a resultar. Poderia era resultar na mesma, com menos investimento.