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Visão do Peão

Visão do Peão

Campeões na Europa

City, Inglaterra

Francisco Chaveiro Reis
22
Mai22

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O Manchester City é bicampeão inglês após vencer, como se esperava, o Aston Villa.  Surpresa, foi a forma como a tarde decorreu. Os de Liverpool tinham fé que os seus – Gerrard e Coutinho – ajudassem a que um pequeno milagre acontecesse e, quase que a sua fé teve razão de ser. O City algo nervoso, não conseguiu concretizar as oportunidades que teve e ao intervalo, perdia por 0-1, graças ao golo do polaco, Cash. O desespero chegou a Manchester, quando Coutinho fez o 0-2. Faltavam apenas 21 minutos para os 90. Seria determinante a entrada de Gundagan, para o lugar de Bernardo. O alemão faria o 1-2, de cabeça, aos 76. Aos 78, golaço de Rodri. Aos 81, Gundogan encostou para o golo e para o título. O City deu a volta ao jogo em 5 minutos e tornou-se campeão. Gundogan é o novo Agueroooooooo. Épico.

O City acaba a época com 29 vitórias, 6 empates e 3 derrotas, tendo marcado 99 (!!!) golos e sofrido apenas 26. Termina com mais 1 pontos do que o Liverpool, mais 5 golos e tantos golos sofridos como a equipa de Klopp, num campeonato decidido à última e onde qualquer uma das equipas merecia a felicidade final. Sem uma referência – terá Haaland daqui a semanas – o City não tem ninguém no top de goleadores, tendo sido Son (Tottenham) e Salah (Liverpool), os melhores, com 23 golos cada um, seguidos de Ronaldo (18).

O City chegou ao seu oitavo campeonato, quatro com Pep Guardiola.

De Bruyne marca 4

City mais perto do título

Francisco Chaveiro Reis
12
Mai22

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O médio internacional belga Dedoncker ainda assustou o City, ao empatar a partida a convite de Pedro Neto, mas a noite seria de outro médio internacional belga: De Bruyne. O 17 do City marcou quatro vezes no Molineux e colocou o City mais perto da conquista da Premier League. De Bruyne marcou aos 7 minutos, vendo o colega de seleção empatar. Depois, aos 16, 24 e 60 completou o seu poker. Sterling meteu-se no show do médio, a 6 minutos do fim. O City tem mais três pontos do que o Liverpool, a duas jornadas do fim.

United Ten Hag

O que vem aí

Francisco Chaveiro Reis
21
Abr22

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Alex Ferguson deixou o comando técnico do Manchester United em 2013. Saiu com um currículo invejável: 13 Premier League, 5 FA Cups, 4 Taças da Liga, 10 Supertaças de Inglaterra, 2 Ligas dos Campeões, 2 Supertaças Europeias, 1 Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes. Fergunson fez sempre o balanço entre jovens formados no clube, como Gary e Phil Neville, Beckham, Scholes, Butt ou Giggs e contratações mais ou menos sonantes, que resultaram em cheio, como Schmeichel, Vidic, Ferdinand, Stam, Keane, Van Nistelrooy, Yorke ou Cole. Quando o escocês deixou o clube, pensava-se que teria no compatriota David Moyes, um sucessor à altura. Mas Moyes foi apenas o primeiro de uma lista de falhanços no banco do United, que foram transformando o plantel num amontado de jogadores demasiado caros para o rendimento apresentado.

Desde a saída de Ferguson, o United venceu apenas uma Liga Europa (Mourinho); uma FA Cup (Van Gaal), uma Taça da Liga (Mourinho) e uma Supertaça (Mourinho). Ao mesmo tempo, City, Chelsea e Liverpool dispararam com conquistas internas e externas. Até o Arsenal, desde 2013, conseguiu 8 títulos, 4 FA Cups e 4 Supertaças. Até o Leicester, conseguiu uma Premier League.

Moyes orientou o United em 51 jogos e alcançou 27 vitórias. Seguiu-se Ryan Giggs, lenda dentro de campo que fez a transição para Van Gaal. O holandês quis construir uma equipa de futuro, gastando rios de dinheiro em jogadores como Martial, Depay, Zaha, Di Maria, Herrera, Blind ou Rojo, mas nenhum se deu particularmente bem. Seguiu-se Mourinho, que acabou por vencer três títulos antes de ser despedido, por jogar mau futebol. Contratações sonantes como Lukaku, Ibrahimovic ou Pogba também não devolveram a glória ao United. Seguiu-se a aposta em Solskajer, com ligação a Ferguson, já que foi a sua arma secreta goleadora, quase toda a sua carreira, mas os muitos milhões – Fred, Maguire ou Bissaka – voltaram a servir de pouco. Nos últimos anos, a contratação de Bruno Fernandes, com impacto positivo imediato terá sido daquelas (poucas) que teriam recebido o OK de Sir Alex.

Sem ter um projeto definido e um modelo de jogo próprio, o United tem gasto demasiado milhões em jogadores que não rendem e tem vindo a perder a sua cultura de vitória. É fácil olhar para o plantel de hoje e ver que Lindeloff, Bailly, Jones, McTominay, Matic ou Telles não teriam lugar nas equipas que correm pelo título inglês. Mas, também seria difícil que as estrelas desses clubes brilhassem em Manchester, com esta confusão.

Ralf Rangnick é o atual técnico, desde sempre pensado como a prazo. O seu papel será, a partir do verão, o de ser diretor desportivo, ou seja, pensar a estrutura e programar melhor o plantel. Erik ten Hag, holandês de 52 anos, parece se o senhor que se segue. Já mostrou no Ajax europeu que sabe o que faz e que pode fazer muito com pouco, mesmo que o pouco seja a fabulosa escola do clube. Com 5 anos no maior clube holandês e experiência na equipa B do Bayern, pode ser uma boa opção e o seu futebol bonito e de ataque, pode devolver o orgulho aos adeptos do United.

Mas qualquer treinador precisará de algum tempo e de uma revolução no plantel. Cavani, Pogba, Lingard, Mata ou Matic estão em fim de contrato e devem mesmo sair. Não admira que haja abertura para negociar suplentes como Henderson, Jones ou Bailly. Não será comportável fazer uma remodelação tão profunda como necessário, mas cerca de dez caras novas devem chegar a Manchester.

A acreditar que o treinador mantem o 4-3-3 que utiliza no Ajax, pensemos num possível plantel. É de crer que De Gea, um dos melhores do mundo e já com história no clube, se mantenha e seja uma das pedras basilares do novo projeto. Aos 30 anos, tem muitos pela frente e mesmo que pense em regressar a casa, Real, Atlético e Barcelona estão muito bem servidos. Heaton deve manter-se e o United terá que contratar um segundo guarda-redes para o lugar de Henderson, que tem mercado. Aqui, não deve gastar muito. Butland (Palace) seria uma boa opção.

No centro da defesa, Varane parece ser o único acima da média e sua experiência no Real e França e deve receber um novo companheiro. É possível que se mantenha Lindeloff e mais um, talvez um dos jovens emprestados, Tuanzebe ou Mengi e que homens como Jones e Bailly saiam à melhor oferta. Maguire, altamente criticado, pode sair, mesmo que o United nunca venha a receber sequer metade do que por ele pagou. Aqui, não me admiraria que Tem Hag gostasse de contar com De Ligt, jovem, mas com experiência e sem estar no seu melhor na Juventus. Opções mais em conta seriam NDicka (Frankfurt), Konsa (Aston Villa) ou Tomori (Milan).

Nas alas, Bissaka e Shaw têm qualidade e podem dar muito à equipa. Laird, emprestado e Telles, num quadro de poupança podem render e salvar fundos para outras posições. Uma delas, seria a de 6, onde Rice seria uma grande mais valia mas seria uma contratação economicamente estratosférica. O mesmo seria o caso de Jude Bellingham que, mais jovem seria ainda mais caro. Mas o United já mostrou que quando quer, dinheiro arranja-se. É natural que Hag possa trazer alguém do Ajax e pensando numa dupla de médios, salta desde logo o nome de Ryan Gravenberch, de 19 anos, que pode ser 6 ou 8 e tem capacidade técnica e física para jogar na Premier League. Neste quadro, Fred e McTominay assumem-se como opções B. Para atacar, Fernandes é candidato a ter um papel ainda de maior destaque como médio de ataque. Na lógica do nem tudo se muda numa janela e na poupança para outros alvos, o seu suplente deve ser um jovem das escolas, como Hannibal.

Para o ataque, espera-se um avançado e dois extremos. Para as laterais, há Sancho, virtuoso e Rashford, que parece ter por onde explodir. Pelo menos mais um, chegará. Pensando no atual clube, Antony seria opção a ter em conta. Recuperar o Dembelé de Barcelona ou apostar numa das estrelas ascendentes da Premier como Bowen seriam boas soluções. E, depois, há jovens para potenciar, como Shoretire ou Elanga. No ataque, a dúvida maior é a continuidade de Ronaldo. O português caminha para o fim da carreira e poderá não ter vontade de experimentar mais um treinador e ter uma época em branco. Irregular, entre jogos pouco conseguidos e hat-tricks, pode também não agradar ao treinador. A meu ver, não continua e para o seu lugar e de Cavani, devem chegar dois homens. Um mais móvel, que até pode ser extremo, se necessário. Para este perfil, o meu escolhido seria Richarlison. Está habituado à liga e mostra qualidade e compromisso. Dentro do universo de primeira, não é uma opção demasiado cara. Depois, sobretudo se sair Ronaldo, fará falta uma estrela goleadora. Kane, estrela do Tottenham e de Inglaterra, seria uma fantástica opção, capaz de levar o United a outro nível. Partindo do princípio de que Haaland só se muda para Madrid ou para o City, poucos, além de Kane seriam boas opções. Talvez Lautaro, fosse a segunda melhor opção.

Assim, teríamos um plantel mais ou menos assim: De Gea, Heaton e Butland; Varane, De Ligt, Lindeloff e Tuanzebe; Bissaka, Laird, Shaw e Telles; Rice, Fred, McTominay, Gravenberch, Hannibal e Fernandes; Rashford, Sancho, Shoretire, Elanga e Antony; Richarlison e Kane.

Curiosamente, o Transfermarkt apontava ontem um 11 muito diferente daquele que eu sugiro: De Gea, Timber, Akanji, Rudiger e Shaw; Nkunku, Laimer e Fernandes; Sancho, Ronaldo e Darwin. 

Premier domina Champions

Vitórias de City e Liverpool

Francisco Chaveiro Reis
06
Abr22

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Inglaterra foi a grande vencedora do primeiro dia de quartos da Liga dos Campeões. Em Manchester, o Atlético bem defendeu, jogando com onze jogadores atrás da linha da bola, mas Kevin De Bruyne acabaria por estragar a tática de Diego Simeone, a vinte minutos do fim. Em Lisboa, vitória do Liverpool por 1-3. O Benfica deu boa conta de si, mas seria o Liverpool a marcar os dois primeiros da noite, por Konaté e Mané. Odyessas foi evitando o terceiro até que Darwin reduziu. Quase em cima do apito final, Diaz fez o resultado final. Hoje há um Chelsea-Real Madrid e um Villarreal-Bayern.

Regressos à Premier

Mercado de transferências

Francisco Chaveiro Reis
07
Jan22

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Ao sétimo dia de janeiro, o mercado mexeu em Inglaterra. Coutinho e Trippier regressam à melhor liga do mundo, deixando Espanha, onde mora a segunda melhor. Phillipe Coutinho, que conta com uma carreira atribulada regressa a Inglaterra depois de passagens por Barcelona, Munique e novamente Barcelona. Seduzido por Gerrard, seu colega de Liverpool nos melhores momentos da sua carreira, tentará relançar-se e sonhar com uma presença no Mundial. Já Kieran Tripper muda-se para o Newcastle, ano e meio após se ter mudado para o Atlético, sendo a primeira grande contratação do novo rico. Trippier, internacional inglês, de 31 anos, começou no Manchester City, tendo passado por Barnsley e Burnley antes de chegar a Londres.

Esperam-se mais novidades para breve, a começar pelo próprio Newcastle que terá mais de 200 milhões para gastar nesta janela. Botman (Lille), Digne (Everton), Ramsey (Juventus) ou Vlahovic (Fiorentina) são outros nomes falados, mostrando uma tendência de contratar bons jogadores em entrar em grandes loucuras. Com a ida de Mané e Salah à CAN, é natural que chegue pelo menos um jogador ao Liverpool. Diaz (Porto) e Bowen (West Ham) são falados. NO Chelsea, fala-se em Digne para render o lesionado Chilwell e no United, esperam-se reforços para mitigar a má época, com Dembelé (Barcelona) à cabeça.