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Visão do Peão

Visão do Peão

Klopp deixa Liverpool

Surpresa na Premier League

Francisco Chaveiro Reis
26
Jan24

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Jurgen Klopp acaba de chocar o mundo do futebol ao anunciar que vai deixar o Liverpool já no fim desta época. O alemão diz-se a ficar “sem energia”, apesar de ressalvar que “adora tudo no clube”. Klopp chegou a Liverpool em 2015, tendo vencido uma Liga dos Campeões, uma Supertaça da UEFA, um Mundial de Clubes, uma Premier League, uma FA Cup, uma Taça da Liga e uma Supertaça de Inglaterra. Com a ajuda de homens como Mané, Salah, Firmino, Jota, Henderson ou Virgil, juntou o bom futebol aos títulos e tornou-se numa figura marcante na história do clube.

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Klopp, médio de talento limitado, passou a carreira quase toda a jogar pelo Mainz (325 jogos e 52 golos) tendo treinado a equipa durante 5 anos. O grande salto na carreira deu-se quando foi contratado pelo Borussia Dortmund, onde ficou mais 7 anos. Em Dortmund, venceu duas Bundesligas, uma Taça e duas Supertaças. Por lá, ajudou a desenvolver o talento de homens como Lewandowski, Kagawa, Aubameyang, Gotze, Sahin ou Subotic. Em 2013 chegou à final da Liga dos Campeões perdendo-a para o rival Bayern de Munique.

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Começará agora a procura por um substituto. Um nome que parece óbvio é o de Xabi Alonso. O espanhol jogou no clube entre 2004 e 2009, sendo uma das estrelas da equipa que venceu a Liga dos Campeões em 2005. Mas, sobretudo, está a construir uma bela carreira de treinador. Hoje comanda o Bayer Leverkusen, líder da Bundesliga e uma equipa com um modelo de jogo atrativo e eficaz. O Liverpool terá certamente outros nomes em conta. Pela questão emocional, Steven Gerrard, que fez um trabalho interessante no Rangers, pode ser hipótese; treinadores em destaque na Premier League em clubes de menor dimensão como Roberto De Zerbi ou treinadores experimentados como José Mourinho, que treinou Chelsa, United e Tottenham.

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Quanto a Klopp, tendo ganho quase tudo e com vontade de descansar, acredito que tire um ano sabático, podendo depois tornar-se selecionador de Alemanha, Inglaterra ou de um país menos óbvio, como o Brasil.

Do City para o United

Berrada é o novo CEO

Francisco Chaveiro Reis
22
Jan24

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Será este o ponto de viragem do Manchester United? Esperando o regresso a dias de glória, o United foi “roubar” ao City Omar Berrada, braço direito de Txiki Begiristain e antigo Diretor Comercial e Diretor de Operações.Berrada será o novo CEO do United, trazendo um lastro de grande sucesso.

Filho de marroquinos, nasceu em Paris e cresceu nos EUA, mudando-se para Barcelona aos 18 anos, após desistir da universidade. Apaixonado pelo Barça começou pelo departamento de marketing, subiu até ser diretor de Patrocínio e fez amizade com Guardiola e Begiristain. Em 2011, foi o primeiro do trio a chegar a Manchester, aceitando a aliciante proposta de um City com um projeto muito ambicioso. Já com os amigos de Barcelona no clube, tornou-se no principal responsável por transferências, garantindo que craques, de Laporte a Haaland, jogassem pelo City.  O seu talento foi também reconhecido pela NFL, tendo recusado várias equipas.

Junta-se agora ao United, com o novo dono, Jim Ratcliffe (tem 25% do clube), e com um projeto que passa por vários desafios, a começar pela modernização de Old Trafford e pela construção de uma equipa vencedora. Ratcliffe não terá o orçamento ilimitado do City mas é certo que está disposto a investir e a mostrar muito mais ambição do que os anteriores donos.

Newcastle dá 0-8

Em Sheffield

Francisco Chaveiro Reis
25
Set23

Visão do Peão.pngO Newcastle United foi ao terreno do Sheffield United vencer por 0-8, com 8 jogadores diferentes a marcarem os golos - Longstaff, Burn, Botman, Wilson, Gordon, Almirón, Guimarães e Isak. Este resultado iguala o melhor de sempre do Newcastle na Premier League, curiosamente contra o Wednesday, a outra grande equipa de Sheffield. A maior vitória, no entanto, remonta a 1946, com um 13-0 ao Newport County. 

A queda do Arsenal

Quase campeão

Francisco Chaveiro Reis
21
Mai23

O desastre anunciava-se e ontem aconteceu. O Arsenal perdeu mesmo o título inglês para o Manchester City e ontem até antecipou a festa dos rivais ao ser derrotado na casa do Nottingham Forest, que assim, praticamente, garantiu a permanência na Premier League. Líder até há poucas semanas, o Arsenal, que em janeiro até se reforçou com Jorginho, experiente médio com muitos títulos na carreira, não aguentou a pressão e cedeu perante um City demolidor. Foi-se a melhor oportunidade dos Gunners vencerem o campeonato desde há muitos anos.

Mikel Arteta não conseguiu superar o seu mestre, Pep, mas continua a lançar as fundações para uma grande equipa que, possivelmente, até vai dominar o futebol inglês no pós-Guardiola. Para já, o melhor resultado possível será ficar a 2 pontos do City. A época começou com 5 vitórias consecutivas, interrompidas por uma derrota na casa do Manchester United. Seguiram-se mais 4 triunfos, incluindo as vitórias contra Tottenham e Liverpool. Depois de um empate em Southampton, mais 5 vitórias consecutivas e um nulo em Newcastle. Já em 2023, vitórias contra United e Tottenham.

O fim de janeiro trouxe uma derrota em casa, por 1-3, com o City. O Arsenal pareceu não abanar e somou 7 triunfos consecutivos na Premier League, mesmo tendo sido eliminado pelo Sporting pelo meio. Depois, algo se quebrou. Foram 4 jogos negros, algo que o City soube aproveitar. Primeiro, três empates: 2-2 contra Liverpool e West Ham e 3-3 com o Southampton. Em Liverpool esteve a vencer por 0-2 e sofreu o 2-2 final quase aos 90´; na casa do West Ham, aos 10´ já vencia por 0-2, mas acabou por ceder o empate. Em casa, contra o Southampton, o Arsenal foi surpreendido e só aos 90´, empatou. Depois, o desastre maior, 4-1 em casa do City. O Arsenal ainda conseguiu vencer Chelsea e Newcastle, mas teria uma fase final terrível com derrotas ontem e na semana passada, em casa, com o Brighton, por claros 0-3.

A falta de mentalidade vencedora terá sido decisiva, sobretudo tendo como rival uma equipa que raramente falha, como o City. A lesão de Gabrel Jesus e a falta de um goleador também terá sido decisiva, mas o caso será com certeza mais complexo. As bases estão lá e o Arsenal estará na luta mesmo que não se creia que, como este ano, Chelsea e Liverpool fiquem à margem da luta.

7-0

Liverpool humilha United

Francisco Chaveiro Reis
06
Mar23

Foi o resultado mais relevante deste fim-de-semana. O Liverpool, que nem está a fazer uma grande época, antes pelo contrário, esmagou o Manchester United, em crescendo, até aqui, por 7-0. Gakpo, Darwin e Salah bisaram e Firmino fechou a contagem de um jogo que escandalizou o mundo. Ainda assim, o Liverpool continua a sete pontos do United, ocupando o quinto lugar.

Um Arsenal melhorado

Líder da PL

Francisco Chaveiro Reis
03
Out22

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A época está longe de acabar e ainda muito pode acontecer, mas, poucos acreditavam que o Arsenal fosse líder da Premier League a 3 de outubro de 2022, volvidas 8 jornadas, nas quais venceu 7 vezes e perdeu, uma. O Arsenal reforçou-se, é certo, mas diria que apenas Gabriel Jesus é uma melhoria obvia em relação aos que lá estavam, apesar de Fábio Vieira ou Marquinhos terem grande potencial e Zinchenko acrescentar muita experiência.

A base do sucesso parece passar pela paciência e confiança. Ao vermos a série da Amazon sobre a época passada dos Gunners, descobrimos que apesar dos maus resultados, continuou a haver plena confiança da administração em Mikel Arteta e nos seus processos. O mesmo é válido para os mais jovens, que o continuam a ser mesmo quando são contratados por muitos milhões, como Ramsdale e White. O Arsenal do ano passado, foi quinto classificado a dois pontos do quarto, o que nem é mau, tendo em conta um mau início de época. Em 38 jogos na Premier League, venceu 22 vezes, empatou 3 e perdeu 13. Este ano, até pelas crises de Liverpool e Chelsea, tudo aponta para que tudo acabe melhor.

Só soluções. Só problemas.

City e United

Francisco Chaveiro Reis
03
Out22

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O Manchester City voltou a mostrar ao Manchester United quem manda na cidade, e na liga, e venceu os rivais por claros 6-3. E, não fosse o City ter tirado o pé do acelerador e os números poderiam ter sido bastante mais desequilibrados. Entre os 8 e os 44 minutos, Foden e Haaland bisaram e levaram o jogo para intervalo com um claro 4-0. Antony reduziu, mas a dupla de jovens do City voltou a marcar. Martial saiu do banco para bisar e fazer o 6-3 final.

Do lado do City, só há soluções. Guardiola tem um plantel de sonho, como já tinha no ano passado, sendo que lhe juntou Haaland. O gigante norueguês leva 16 golos em apenas 11 jogos pelo City, sendo o melhor marcador da Premier League com 14 golos (o dobro de Kane, segundo na tabela), em 8 jornadas. Ainda assim, quem lidera é o Arsenal, numa enorme surpresa, mas essa é conversa para outro post.

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Do lado do United, só há problemas. Desde logo, Ronaldo. Com longa carreira com o estatuto de um dos melhores de sempre, o número 7 parece ter feito “birra” na pré-temporada, tendo intenção de se mudar para um clube com mais ambições. À falta (alegadamente) de interessados de topo, CR7 voltou a Manchester, mas tem tido pouco rendimento e ficou ontem no banco. Pleo que se tem visto, não merecerá ser titular, mas poderia assumir um papel semelhante ao de Ibrahimovic no Milan do ano passado, sendo um líder da equipa, antes desta entrar em campo. Não acredito que Ronaldo esteja acabado, mas parece estar em negação por estar numa fase diferente da carreira. De resto, o quadro é semelhante ao dos últimos anos. O United investe muito em alguns jogadores sem que tenha grande retorno com eles, mesmo tratando-se de homens que deram provas em contextos semelhantes, como Varane ou Sancho e vai triturando treinadores em busca de uma qualquer fórmula mágica. 

O problema maior parece ser a falta de uma estratégia. Não é de crer que o United volte ao topo após um verão com um novo treinador e novos jogadores, por muito que estes possam ser bons. O United precisa de duas coisas: uma revolução e tempo. A revolução é difícil, porque implicaria a saída de quase todo o plantel e a óbvia substituição. Vários jogadores parecem não ter motivação, outros, simplesmente, não têm qualidade, mas, todos, ganham principescamente, o que dificulta colocações e rescisões. O processo terá que ser gradual e isso leva-nos à questão tempo, coisa que falta sempre nos grandes clubes quando não estão a ganhar. Nada nos diz que o United de hoje não seja amanhã como o Arsenal mas que não se vê grande luz ao fundo do túnel, não se vê…

United vence à terceira

2-1 ao Liverpool

Francisco Chaveiro Reis
23
Ago22

 

Com Ronaldo no banco quase todo o jogo (só entrou aos 86´), o Manchester United deu finalmente sinal de vida e bateu o Liverpool por 2-1. Não que o Liverpool tenha começado bem a época, mas não está em crise há anos como os de Old Trafford. Ontem, já com Casemiro nas bancadas, foi Jadon Sancho a inaugurar o marcador, após grande trabalho individual. Pouco passava do quarto de hora. O 2-0 surgiria já com Martial em campo. Numa jogada supersónica, o francês isolou Rashaford que não perdoou, à saída de Alisson. Numa jogada confusa, Salah ainda reduziu, mas o United venceu pela primeira vez, após duas derrotas.

Campeões na Europa

City, Inglaterra

Francisco Chaveiro Reis
22
Mai22

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O Manchester City é bicampeão inglês após vencer, como se esperava, o Aston Villa.  Surpresa, foi a forma como a tarde decorreu. Os de Liverpool tinham fé que os seus – Gerrard e Coutinho – ajudassem a que um pequeno milagre acontecesse e, quase que a sua fé teve razão de ser. O City algo nervoso, não conseguiu concretizar as oportunidades que teve e ao intervalo, perdia por 0-1, graças ao golo do polaco, Cash. O desespero chegou a Manchester, quando Coutinho fez o 0-2. Faltavam apenas 21 minutos para os 90. Seria determinante a entrada de Gundagan, para o lugar de Bernardo. O alemão faria o 1-2, de cabeça, aos 76. Aos 78, golaço de Rodri. Aos 81, Gundogan encostou para o golo e para o título. O City deu a volta ao jogo em 5 minutos e tornou-se campeão. Gundogan é o novo Agueroooooooo. Épico.

O City acaba a época com 29 vitórias, 6 empates e 3 derrotas, tendo marcado 99 (!!!) golos e sofrido apenas 26. Termina com mais 1 pontos do que o Liverpool, mais 5 golos e tantos golos sofridos como a equipa de Klopp, num campeonato decidido à última e onde qualquer uma das equipas merecia a felicidade final. Sem uma referência – terá Haaland daqui a semanas – o City não tem ninguém no top de goleadores, tendo sido Son (Tottenham) e Salah (Liverpool), os melhores, com 23 golos cada um, seguidos de Ronaldo (18).

O City chegou ao seu oitavo campeonato, quatro com Pep Guardiola.