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Visão do Peão

Conte out

Regressa a Itália?

Francisco Chaveiro Reis
27
Mar23

 

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Antonio Conte já não é treinador do Tottenham. O italiano tinha vindo a subir de tom as críticas à equipa e à falta de cultura vencedora do clube. No ano passado, Conte, que tinha sido campeão pelo Chelsea, levou os Spurs à Liga dos Campeões. Este ano, o Tottenham está em posição de acesso à Champions. Nos últimos dez jogos da época, o treinador será Cristian Stellini, até aqui adjunto, que contará com a ajuda do antigo médio e já adjunto, Ryan Mason. Não admira que Conte escolha regressar a Itália, onde a “sua” Juventus está a fazer má época e precisa de nova direção. Já o Tottenham terá Julian Nageslmann debaixo de olho.

7-0

Liverpool humilha United

Francisco Chaveiro Reis
06
Mar23

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Foi o resultado mais relevante deste fim-de-semana. O Liverpool, que nem está a fazer uma grande época, antes pelo contrário, esmagou o Manchester United, em crescendo, até aqui, por 7-0. Gakpo, Darwin e Salah bisaram e Firmino fechou a contagem de um jogo que escandalizou o mundo. Ainda assim, o Liverpool continua a sete pontos do United, ocupando o quinto lugar.

Um Arsenal melhorado

Líder da PL

Francisco Chaveiro Reis
03
Out22

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A época está longe de acabar e ainda muito pode acontecer, mas, poucos acreditavam que o Arsenal fosse líder da Premier League a 3 de outubro de 2022, volvidas 8 jornadas, nas quais venceu 7 vezes e perdeu, uma. O Arsenal reforçou-se, é certo, mas diria que apenas Gabriel Jesus é uma melhoria obvia em relação aos que lá estavam, apesar de Fábio Vieira ou Marquinhos terem grande potencial e Zinchenko acrescentar muita experiência.

A base do sucesso parece passar pela paciência e confiança. Ao vermos a série da Amazon sobre a época passada dos Gunners, descobrimos que apesar dos maus resultados, continuou a haver plena confiança da administração em Mikel Arteta e nos seus processos. O mesmo é válido para os mais jovens, que o continuam a ser mesmo quando são contratados por muitos milhões, como Ramsdale e White. O Arsenal do ano passado, foi quinto classificado a dois pontos do quarto, o que nem é mau, tendo em conta um mau início de época. Em 38 jogos na Premier League, venceu 22 vezes, empatou 3 e perdeu 13. Este ano, até pelas crises de Liverpool e Chelsea, tudo aponta para que tudo acabe melhor.

Só soluções. Só problemas.

City e United

Francisco Chaveiro Reis
03
Out22

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O Manchester City voltou a mostrar ao Manchester United quem manda na cidade, e na liga, e venceu os rivais por claros 6-3. E, não fosse o City ter tirado o pé do acelerador e os números poderiam ter sido bastante mais desequilibrados. Entre os 8 e os 44 minutos, Foden e Haaland bisaram e levaram o jogo para intervalo com um claro 4-0. Antony reduziu, mas a dupla de jovens do City voltou a marcar. Martial saiu do banco para bisar e fazer o 6-3 final.

Do lado do City, só há soluções. Guardiola tem um plantel de sonho, como já tinha no ano passado, sendo que lhe juntou Haaland. O gigante norueguês leva 16 golos em apenas 11 jogos pelo City, sendo o melhor marcador da Premier League com 14 golos (o dobro de Kane, segundo na tabela), em 8 jornadas. Ainda assim, quem lidera é o Arsenal, numa enorme surpresa, mas essa é conversa para outro post.

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Do lado do United, só há problemas. Desde logo, Ronaldo. Com longa carreira com o estatuto de um dos melhores de sempre, o número 7 parece ter feito “birra” na pré-temporada, tendo intenção de se mudar para um clube com mais ambições. À falta (alegadamente) de interessados de topo, CR7 voltou a Manchester, mas tem tido pouco rendimento e ficou ontem no banco. Pleo que se tem visto, não merecerá ser titular, mas poderia assumir um papel semelhante ao de Ibrahimovic no Milan do ano passado, sendo um líder da equipa, antes desta entrar em campo. Não acredito que Ronaldo esteja acabado, mas parece estar em negação por estar numa fase diferente da carreira. De resto, o quadro é semelhante ao dos últimos anos. O United investe muito em alguns jogadores sem que tenha grande retorno com eles, mesmo tratando-se de homens que deram provas em contextos semelhantes, como Varane ou Sancho e vai triturando treinadores em busca de uma qualquer fórmula mágica. 

O problema maior parece ser a falta de uma estratégia. Não é de crer que o United volte ao topo após um verão com um novo treinador e novos jogadores, por muito que estes possam ser bons. O United precisa de duas coisas: uma revolução e tempo. A revolução é difícil, porque implicaria a saída de quase todo o plantel e a óbvia substituição. Vários jogadores parecem não ter motivação, outros, simplesmente, não têm qualidade, mas, todos, ganham principescamente, o que dificulta colocações e rescisões. O processo terá que ser gradual e isso leva-nos à questão tempo, coisa que falta sempre nos grandes clubes quando não estão a ganhar. Nada nos diz que o United de hoje não seja amanhã como o Arsenal mas que não se vê grande luz ao fundo do túnel, não se vê…

United vence à terceira

2-1 ao Liverpool

Francisco Chaveiro Reis
23
Ago22

 

Com Ronaldo no banco quase todo o jogo (só entrou aos 86´), o Manchester United deu finalmente sinal de vida e bateu o Liverpool por 2-1. Não que o Liverpool tenha começado bem a época, mas não está em crise há anos como os de Old Trafford. Ontem, já com Casemiro nas bancadas, foi Jadon Sancho a inaugurar o marcador, após grande trabalho individual. Pouco passava do quarto de hora. O 2-0 surgiria já com Martial em campo. Numa jogada supersónica, o francês isolou Rashaford que não perdoou, à saída de Alisson. Numa jogada confusa, Salah ainda reduziu, mas o United venceu pela primeira vez, após duas derrotas.

Campeões na Europa

City, Inglaterra

Francisco Chaveiro Reis
22
Mai22

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O Manchester City é bicampeão inglês após vencer, como se esperava, o Aston Villa.  Surpresa, foi a forma como a tarde decorreu. Os de Liverpool tinham fé que os seus – Gerrard e Coutinho – ajudassem a que um pequeno milagre acontecesse e, quase que a sua fé teve razão de ser. O City algo nervoso, não conseguiu concretizar as oportunidades que teve e ao intervalo, perdia por 0-1, graças ao golo do polaco, Cash. O desespero chegou a Manchester, quando Coutinho fez o 0-2. Faltavam apenas 21 minutos para os 90. Seria determinante a entrada de Gundagan, para o lugar de Bernardo. O alemão faria o 1-2, de cabeça, aos 76. Aos 78, golaço de Rodri. Aos 81, Gundogan encostou para o golo e para o título. O City deu a volta ao jogo em 5 minutos e tornou-se campeão. Gundogan é o novo Agueroooooooo. Épico.

O City acaba a época com 29 vitórias, 6 empates e 3 derrotas, tendo marcado 99 (!!!) golos e sofrido apenas 26. Termina com mais 1 pontos do que o Liverpool, mais 5 golos e tantos golos sofridos como a equipa de Klopp, num campeonato decidido à última e onde qualquer uma das equipas merecia a felicidade final. Sem uma referência – terá Haaland daqui a semanas – o City não tem ninguém no top de goleadores, tendo sido Son (Tottenham) e Salah (Liverpool), os melhores, com 23 golos cada um, seguidos de Ronaldo (18).

O City chegou ao seu oitavo campeonato, quatro com Pep Guardiola.

De Bruyne marca 4

City mais perto do título

Francisco Chaveiro Reis
12
Mai22

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O médio internacional belga Dedoncker ainda assustou o City, ao empatar a partida a convite de Pedro Neto, mas a noite seria de outro médio internacional belga: De Bruyne. O 17 do City marcou quatro vezes no Molineux e colocou o City mais perto da conquista da Premier League. De Bruyne marcou aos 7 minutos, vendo o colega de seleção empatar. Depois, aos 16, 24 e 60 completou o seu poker. Sterling meteu-se no show do médio, a 6 minutos do fim. O City tem mais três pontos do que o Liverpool, a duas jornadas do fim.

United Ten Hag

O que vem aí

Francisco Chaveiro Reis
21
Abr22

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Alex Ferguson deixou o comando técnico do Manchester United em 2013. Saiu com um currículo invejável: 13 Premier League, 5 FA Cups, 4 Taças da Liga, 10 Supertaças de Inglaterra, 2 Ligas dos Campeões, 2 Supertaças Europeias, 1 Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes. Fergunson fez sempre o balanço entre jovens formados no clube, como Gary e Phil Neville, Beckham, Scholes, Butt ou Giggs e contratações mais ou menos sonantes, que resultaram em cheio, como Schmeichel, Vidic, Ferdinand, Stam, Keane, Van Nistelrooy, Yorke ou Cole. Quando o escocês deixou o clube, pensava-se que teria no compatriota David Moyes, um sucessor à altura. Mas Moyes foi apenas o primeiro de uma lista de falhanços no banco do United, que foram transformando o plantel num amontado de jogadores demasiado caros para o rendimento apresentado.

Desde a saída de Ferguson, o United venceu apenas uma Liga Europa (Mourinho); uma FA Cup (Van Gaal), uma Taça da Liga (Mourinho) e uma Supertaça (Mourinho). Ao mesmo tempo, City, Chelsea e Liverpool dispararam com conquistas internas e externas. Até o Arsenal, desde 2013, conseguiu 8 títulos, 4 FA Cups e 4 Supertaças. Até o Leicester, conseguiu uma Premier League.

Moyes orientou o United em 51 jogos e alcançou 27 vitórias. Seguiu-se Ryan Giggs, lenda dentro de campo que fez a transição para Van Gaal. O holandês quis construir uma equipa de futuro, gastando rios de dinheiro em jogadores como Martial, Depay, Zaha, Di Maria, Herrera, Blind ou Rojo, mas nenhum se deu particularmente bem. Seguiu-se Mourinho, que acabou por vencer três títulos antes de ser despedido, por jogar mau futebol. Contratações sonantes como Lukaku, Ibrahimovic ou Pogba também não devolveram a glória ao United. Seguiu-se a aposta em Solskajer, com ligação a Ferguson, já que foi a sua arma secreta goleadora, quase toda a sua carreira, mas os muitos milhões – Fred, Maguire ou Bissaka – voltaram a servir de pouco. Nos últimos anos, a contratação de Bruno Fernandes, com impacto positivo imediato terá sido daquelas (poucas) que teriam recebido o OK de Sir Alex.

Sem ter um projeto definido e um modelo de jogo próprio, o United tem gasto demasiado milhões em jogadores que não rendem e tem vindo a perder a sua cultura de vitória. É fácil olhar para o plantel de hoje e ver que Lindeloff, Bailly, Jones, McTominay, Matic ou Telles não teriam lugar nas equipas que correm pelo título inglês. Mas, também seria difícil que as estrelas desses clubes brilhassem em Manchester, com esta confusão.

Ralf Rangnick é o atual técnico, desde sempre pensado como a prazo. O seu papel será, a partir do verão, o de ser diretor desportivo, ou seja, pensar a estrutura e programar melhor o plantel. Erik ten Hag, holandês de 52 anos, parece se o senhor que se segue. Já mostrou no Ajax europeu que sabe o que faz e que pode fazer muito com pouco, mesmo que o pouco seja a fabulosa escola do clube. Com 5 anos no maior clube holandês e experiência na equipa B do Bayern, pode ser uma boa opção e o seu futebol bonito e de ataque, pode devolver o orgulho aos adeptos do United.

Mas qualquer treinador precisará de algum tempo e de uma revolução no plantel. Cavani, Pogba, Lingard, Mata ou Matic estão em fim de contrato e devem mesmo sair. Não admira que haja abertura para negociar suplentes como Henderson, Jones ou Bailly. Não será comportável fazer uma remodelação tão profunda como necessário, mas cerca de dez caras novas devem chegar a Manchester.

A acreditar que o treinador mantem o 4-3-3 que utiliza no Ajax, pensemos num possível plantel. É de crer que De Gea, um dos melhores do mundo e já com história no clube, se mantenha e seja uma das pedras basilares do novo projeto. Aos 30 anos, tem muitos pela frente e mesmo que pense em regressar a casa, Real, Atlético e Barcelona estão muito bem servidos. Heaton deve manter-se e o United terá que contratar um segundo guarda-redes para o lugar de Henderson, que tem mercado. Aqui, não deve gastar muito. Butland (Palace) seria uma boa opção.

No centro da defesa, Varane parece ser o único acima da média e sua experiência no Real e França e deve receber um novo companheiro. É possível que se mantenha Lindeloff e mais um, talvez um dos jovens emprestados, Tuanzebe ou Mengi e que homens como Jones e Bailly saiam à melhor oferta. Maguire, altamente criticado, pode sair, mesmo que o United nunca venha a receber sequer metade do que por ele pagou. Aqui, não me admiraria que Tem Hag gostasse de contar com De Ligt, jovem, mas com experiência e sem estar no seu melhor na Juventus. Opções mais em conta seriam NDicka (Frankfurt), Konsa (Aston Villa) ou Tomori (Milan).

Nas alas, Bissaka e Shaw têm qualidade e podem dar muito à equipa. Laird, emprestado e Telles, num quadro de poupança podem render e salvar fundos para outras posições. Uma delas, seria a de 6, onde Rice seria uma grande mais valia mas seria uma contratação economicamente estratosférica. O mesmo seria o caso de Jude Bellingham que, mais jovem seria ainda mais caro. Mas o United já mostrou que quando quer, dinheiro arranja-se. É natural que Hag possa trazer alguém do Ajax e pensando numa dupla de médios, salta desde logo o nome de Ryan Gravenberch, de 19 anos, que pode ser 6 ou 8 e tem capacidade técnica e física para jogar na Premier League. Neste quadro, Fred e McTominay assumem-se como opções B. Para atacar, Fernandes é candidato a ter um papel ainda de maior destaque como médio de ataque. Na lógica do nem tudo se muda numa janela e na poupança para outros alvos, o seu suplente deve ser um jovem das escolas, como Hannibal.

Para o ataque, espera-se um avançado e dois extremos. Para as laterais, há Sancho, virtuoso e Rashford, que parece ter por onde explodir. Pelo menos mais um, chegará. Pensando no atual clube, Antony seria opção a ter em conta. Recuperar o Dembelé de Barcelona ou apostar numa das estrelas ascendentes da Premier como Bowen seriam boas soluções. E, depois, há jovens para potenciar, como Shoretire ou Elanga. No ataque, a dúvida maior é a continuidade de Ronaldo. O português caminha para o fim da carreira e poderá não ter vontade de experimentar mais um treinador e ter uma época em branco. Irregular, entre jogos pouco conseguidos e hat-tricks, pode também não agradar ao treinador. A meu ver, não continua e para o seu lugar e de Cavani, devem chegar dois homens. Um mais móvel, que até pode ser extremo, se necessário. Para este perfil, o meu escolhido seria Richarlison. Está habituado à liga e mostra qualidade e compromisso. Dentro do universo de primeira, não é uma opção demasiado cara. Depois, sobretudo se sair Ronaldo, fará falta uma estrela goleadora. Kane, estrela do Tottenham e de Inglaterra, seria uma fantástica opção, capaz de levar o United a outro nível. Partindo do princípio de que Haaland só se muda para Madrid ou para o City, poucos, além de Kane seriam boas opções. Talvez Lautaro, fosse a segunda melhor opção.

Assim, teríamos um plantel mais ou menos assim: De Gea, Heaton e Butland; Varane, De Ligt, Lindeloff e Tuanzebe; Bissaka, Laird, Shaw e Telles; Rice, Fred, McTominay, Gravenberch, Hannibal e Fernandes; Rashford, Sancho, Shoretire, Elanga e Antony; Richarlison e Kane.

Curiosamente, o Transfermarkt apontava ontem um 11 muito diferente daquele que eu sugiro: De Gea, Timber, Akanji, Rudiger e Shaw; Nkunku, Laimer e Fernandes; Sancho, Ronaldo e Darwin. 

Premier domina Champions

Vitórias de City e Liverpool

Francisco Chaveiro Reis
06
Abr22

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Inglaterra foi a grande vencedora do primeiro dia de quartos da Liga dos Campeões. Em Manchester, o Atlético bem defendeu, jogando com onze jogadores atrás da linha da bola, mas Kevin De Bruyne acabaria por estragar a tática de Diego Simeone, a vinte minutos do fim. Em Lisboa, vitória do Liverpool por 1-3. O Benfica deu boa conta de si, mas seria o Liverpool a marcar os dois primeiros da noite, por Konaté e Mané. Odyessas foi evitando o terceiro até que Darwin reduziu. Quase em cima do apito final, Diaz fez o resultado final. Hoje há um Chelsea-Real Madrid e um Villarreal-Bayern.