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Visão do Peão

Visão do Peão

Campeões na Europa

Milan, Itália

Francisco Chaveiro Reis
22
Mai22

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O Milan só precisava de um ponto no campo do Sassuolo mas Rafael Leão tinha uma ideia diferente. O avançado português tratou de inventar três golos, oferecendo dois a Giroud e um a Kessie, ajudando o Milan a ser campeão, 11 anos depois. O Milan chegou ao seu 19.º campeonato italiano, conquistando 26 vitórias, 8 empates e 6 derrotas, sofrendo apenas 31 golos (tantos como o Nápoles) e marcando apenas 69 vezes (menos do que Inter, Nápoles e Lázio). Além de Leão, destacaram-se na campanha, Tomori, Theo, Tonali ou Kessie.

O fim de uma era

Chiellini vai deixar a Juve

Francisco Chaveiro Reis
12
Mai22

 

É o fim de uma era. Giorgio Chiellini vai deixar a Juventus, que representava desde 2005. Após 17 anos em Turim, o central de 37 anos, que também já anunciou a renuncia à seleção italiana, vai deixar o Calcio e deve reformar-se na MLS.

Chiellini, natural de Pisa, fez a formação no Livorno e fez parte da equipa A do clube desde os 16 anos. Depois de uma excelente época 2003-2004, fazendo 42 jogos na Série B, aos 19 anos, chamou a atenção da Fiorentina e também na série A, pegou de estaca. Não tardou a mudar-se para um clube maior. No verão de 2005, chegou a Turim. Se o balanço é positivo, também é verdade que Chiellini apanhou a Juve numa altura em que foi apanhada num escândalo, perdeu títulos na secretaria e acabou na segunda divisão. Chiellini acompanhou a queda. No segundo ano na Juventus, foi campeão da segunda divisão ao lado de estrelas como Buffon, Tudor, Zebina, Camoranesi, Nedved, Del Piero, Zalayeta ou Trezeguet. E em 2007, regressou à Série A, já com reforços de peso: Jorge Andrade, Tiago ou Iaquinta.

Em 2011-2012, a Juventus já era de novo a equipa de topo da Série A e iniciou a fabulosa proeza de conquistar nove ligas consecutivas. Chiellini foi sempre o patrão da defesa (em parceria com Bonucci e/ou Barzagli) e conviveu com alguns dos maiores craques do mundo. Venceu ainda cinco taças e quatro supertaças. Sairá como o terceiro jogador da história da Juve com mais jogos. E, ainda venceu um Euro pela sua seleção.

Milan resiste

Leão e Tonali em grande

Francisco Chaveiro Reis
09
Mai22

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Num jogo em que o Milan precisava de vencer para regressar ao primeiro lugar, foi o vizinho Hellas Verona, a jogar em casa, a marcar primeiro, pelo capitão (Veloso estava no banco) Faraoni. Nada que assustasse o Milan. Rafael Leão, em grande, foi de arrancada em arrancada até à vitória final. Primeiro, galopou (qual Weah) pela esquerda, até colocar a bola no coração da área. Tonali, mais uma vez, foi o herói improvável. O médio com tendências defensivas já marcara um golo importantíssimo diante da Lázio e, depois de empatar, no recomeço faria o 1-2, novamente após jogada incrível de Leão. O Milan estava por cima e viu ainda Florenzi fazer o 1-3 final. O Milan tem mais dois pontos do que o campeão e rival Inter, a duas jornadas do fim.

Carlo Supertstar

Mais um título

Francisco Chaveiro Reis
03
Mai22

 

 

Carlo Ancelotti não terá a star quality de Pep Guardiola, Jurgen Klopp ou José Mourinho, mas na hora de se olhar para o percurso e conquistas, Carlo mete inveja a quase todos os treinadores do mundo.

Carlo Michelangelo Ancelotti, hoje com 62 anos, começou a carreira no futebol como jogador. De topo. Começou com três épocas em Parma, fazendo 55 jogos e marcando 13 golos, sendo treinado pelo grande Cesare Maldini. O médio passaria depois para Roma, jogando oito épocas pela AS. Como se fosse o destino, foi treinado lá por outro mito do Milan:  Nils Liedholm. Jogaria ao lado de Bruno Conti e Falcão e ajudaria a equipa a vencer um campeonato e quatro taças. Em 1987 chegou a Milão para se impor como figura central ao lado de craques como Van Basten, Gullit, Donadoni ou Baresi. Jogaria também com Paolo Maldini, filho do seu treinador no Parma e seria também ele, treinador de Paolo. Pelo Milan, venceu duas Ligas dos Campeões, com Arrigo Sacchi e, ainda, dois campeonatos, uma supertaça italiana, duas supertaças europeias e duas taças intercontinentais. Reformou-se aos 33 anos, em 1992, tendo jogado 26 vezes por Itália e participado nos Mundiais de 1986 e 1990 e no Euro 1988.

Como treinador, foi adjunto da seleção italiana e estreou-se na Reggiana mas foi a partir de 1996 que mais brilhou, ao serviço do Parma. Na estreia, conseguiu um belo segundo lugar na liga italiana, com equipa que incluía Zola, Chiesa, Crespo, Brolin, Dino Baggio, Cannavaro, Sensini, Thuram ou um jovem Buffon. Na segunda época, acabou por ficar em sexto, mas ganhou uma promoção. Na época seguinte estava na Juventus. Em 1999-2000, venceu, pela Juve, o primeiro título como treinador: a Taça Intertoto. Eram os dias de Van der Sar, Iuliano, Pessotto, Ferrara, Conte, Zidane, Davids, Del Piero e Inzaghi. Na época seguinte, seria segundo na liga e ingressaria depois no Milan, provavelmente o seu cargo de sonho.

Passou oito épocas no San Siro, criando equipas fabulosas, a jogar num 4-1-2-1-2 com um meio em campo em diamante com Pirlo, Gattuso, Seedord e Rui Costa. Orientou ainda outros craques como Dida, Cafu, Maldini, Costacurta, Serginho, Kaká, Inzaghi ou Shevchenko. Venceu duas Ligas dos Campeões; uma liga; uma taça, uma supertaça; duas supertaças da Europa e um mundial de clubes. Tendo ganho tudo em Itália, o passo natural seguinte foi a Premier League. Pelo Chelsea, venceu um campeonato, uma taça e uma supertaça. Não conseguiu o êxito europeu, mas deixou boa imagem em duas épocas.

Seguiram-se o PSG, em dois anos onde venceu “apenas” uma liga. O passo seguinte foi o maior. Chegou ao Real Madrid onde venceu a Liga dos Campeões (a décima do clube); uma supertaça europeia, um mundial de clubes e uma taça espanhola. O campeonato só o venceu esta semana, numa segunda passagem pelo Bernabéu. A supertaça espanhola venceu-a também esta época. Depois da primeira estadia em Madrid, fez o pleno. Foi para a única liga que lhe faltava no top-5 europeu. Pelo Bayern, venceu um campeonato e duas supertaças.

Seguiram-se ano e meio em Nápoles onde não conseguiu ser campeão e ano e meio no Everton, onde não conseguiu nada. Na hora de render Zidane, seu jogador na Juve, o Real escolheu-o. Parece ter voltado a acertar.

Don Carlo pode muito bem vencer mais uma Liga dos Campeões e, depois, acredito que queria treinar a sua seleção antes de se reformar. Com glória. Muita.

Milan aguenta-se

Inter também vence

Francisco Chaveiro Reis
01
Mai22

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A luta continua. O Milan esperou até aos últimos dez minutos para ver Rafael Leão marcar o golo da vitória sobre a Fiorentina. Assim, os rossoneri garantem a vantagem de dois pontos, a duas jornadas do fim. Pouco depois, o Inter venceu em Udine por 1-2. Perisic e Lautaro marcaram para o Inter e Pussetto reduziu. Numa liga tida como defensiva, nota para dois jogos com 7 golos cada um: Nápoles 6 Sassuolo 1 e Spezia 3 Lázio 4.