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Visão do Peão

Visão do Peão

Regresso a Itália

Shevchenko treina o Génova

09
Nov21

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Foi em Itália que Shevchenko, goleador ucraniano, viveu os melhores dias da sua carreira e é aquele campeonato que agora chega, como treinador. Sheva prepara-se para comandar o Génova, que ocupa um modesto 17.º posto na tabela apesar de ter um plantel com bons e experientes valores como Sirigu, Criscito, Badelj, Sturaro, Caicedo, Pandev ou Destro. Shevchenko chegou a Milão em 1999 depois de brilhar intensamente no Dínamo de Kiev de Valeriy Lobanovskyi, tendo feito 296 jogos, 10 assistências e sobretudo, 172 golos, incluindo aquele que deu uma Liga dos Campeões ante da Juventus, em Old Trafford, em 2003. Foram os melhores anos da sua carreira que incluiu uma passagem de moderado sucesso pelo Chelsea (22 golos em duas épocas), um regresso ao Milan (2 golos) e um regresso a Kiev (30 golos em três épocas). Como treinador, esteve na sua seleção entre 2016 e 2021, mostrando qualidade e estando presente no Euro 2020, levando o seu país até aos quartos, algo nunca antes conseguido.

Para onde vai a Roma?

Nova derrota

08
Nov21

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Para onde caminha a Roma de Mourinho? Sem nada vencer há anos, os adeptos da Roma, gigante adormecido anseiam por dias melhores e viram na chegada de José Mourinho, uma solução instantânea para o insucesso. Nada feito. Mesmo com bons e caros reforços, a Roma ocupa um modesto sexto lugar na luta interna e passou duas vergonhas com o modesto Bodo.

No Calcio, 12 jogos com 6 vitórias, 1 empate e 5 derrotas, a última ontem, na casa flutuante do promovido Veneza. A Roma viu-se a perder e ainda conseguiu virar antes de se ver derrotada por 3-2. É verdade que Nápoles, Milan, Inter, Juventus, Atalanta ou Lázio são projetos mais consolidados e que é preciso tempo, mas quando se tem Mourinho, quer-se rapidez.

Na Liga Conferência, a Roma é segunda do seu grupo, atrás do Bodo. O modestíssimo clube norueguês empatou a dois no Olímpico depois de ter esmagado a Roma por 6-1, no momento mais baixo da Roma este ano. Mourinho está longe de estar acabado, mas também o está de ser o melhor do mundo com um toque de Midas que tudo transforma em glória. A Roma deste ano não subirá muito na tabela e não o poderá fazer com este plantel. Assim que os adeptos perceberem isso, Mourinho poderá estar a caminho de mais uma rescisão milionária.

Mourinho líder

13
Set21

Design sem nome (1) (10).pngRoma parece ter rejuvenescido José Mourinho. O português, que ontem venceu o Sassuolo por 2-1, no seu milésimo jogo como treinador, parece ter regressado ao seu melhor, tendo recriado a corrida que fez nos tempos de Porto para festejar o golo de Costinha em Old Trafford, mas desta vez para festejar o golo da Roma, nos descontos. Ao fim de três jogos, a Roma tem três vitórias sendo a equipa que mais marca, 9 golos, em igualdade com Inter e Lázio e a segunda que menos sofre, 2 golos. Tudo isto, sem grandes mudanças no plantel. Chegaram Patrício, Viña, Abraham ou Shomurodov e saíram históricos como Dzeko ou Florenzi. Mourinho promete.

O fim do Chievo

Histórica desaparece

23
Ago21

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Fundado em 1929, o histórico Chievo Verona, deixou de existir este fim-de-semana, como culminar de uma grave crise económica. O Chievo, até agora grande rival do Hellas, na cidade de Verona, só subiu à primeira divisão italiana, há vinte anos, tendo caído em 2006 para regressar no ano seguinte e ficar na divisão mais alta até 2019. Na época passada, pelos vistos, a última do clube, o Chievo terminou em oitavo posto na Série B. O médio Emanuele Giaccherini, antigo internacional italiano que passou por Juventus ou Nápoles.

Sergio Pellessier, antigo goleador do clube e provavelmente o seu melhor jogador de sempre, foi dos mais ativos a tentar encontrar solução para o Chievo, mas não teve sucesso. Formado no Torino, Pellessier, jogaria pelo clube entre 2002 e 2019, marcando 138 golos em mais de 500 aparições. Da história do Chievo primodivisionário fazem ainda parte italianos como Corradi, Giunti, Zauri, Legrottaglie. Baronio, Perrotta ou Fiore , para além de estrangeiros como Luciano, Bierhoff, Makinwa, Obinna ou Birsa.

Vencedor de uma Série B em 2008; da Série C1, em 1994; da Série C2 em 1989 e da Série D, em 1988, o Chievo teve os seus melhores anos a meio dos anos 2000. Em 2005-2006, terminou a liga italiana no quarto posto, sendo apenas superado por Inter, Roma e Milan e superando equipas como Parma, Fiorentina ou Lázio (a Juventus obteve o último lugar, na secretaria). Nesse ano, brilhavam, para além de Pellessier, Lanna, Zanchetta ou Amauri. No ano seguinte, o Chievo ainda tentou entrar na Liga dos Campeões, mas caiu aos pés dos búlgaros do Levski e começaria mal uma época que acabaria ainda pior.

Resta saber se o Chievo, como a Fiorentina ou o Parma, regressa à vida, com novo nome ou se este, é mesmo o fim do clube.