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Visão do Peão

Visão do Peão

Waddle

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
17
Ago23

Visão do Peão (13).pngDono de um penteado emblemático, o inglês Chris Waddle marcou uma geração, marcando golos por grandes clubes ingleses e pelo Marselha. Hoje com 62 anos, o médio ofensivo/extremo inglês começou a carreira no Newcastle, onde esteve entre 1980 e 1985. Aos 20 anos, fez apenas 17 jogos, marcando 3 vezes, tendo-se imposto depois nas quatro épocas seguintes. Em 1984, chegou finalmente à primeira divisão, fazendo 16 golos em 42 partidas, ao lado de Beardsley e de um jovem Gasgoine. Saiu para Tottenham, 195 jogos e 55 golos depois.

Passou os quatro anos seguintes a jogar em Londres. Na estreia, com Hoddle e Ardiles, fez 14 golos. Na segunda, fez 11 golos, chegou à final da FA Cup e ficou em terceiro no campeonato. Na terceira época, ficou-se pelos 3 golos e em 1988-1989 voltou à boa forma, com 14 golos e com a companhia de Gasgoine. Era hora de rumar a França, para três anos em Marselha. No primeiro ano, fez 14 golos, num trio atacante com Papin e Francescoli, foi campeão e chegou às meias-finais da Liga dos Campeões, sendo eliminado pelo Benfica. No segundo, fez 8 golos, voltou a ser campeão e foi às finais, perdidas, da Liga dos Campeões (para o Estrela Vermelha de Savicevic e Prosinecki) e da Taça de França (para o Mónaco de Weah e Rui Barros). No último ano, 7 golos e novo campeonato francês. Eram os dias de Amoros, Angloma, Mozer, Di Meco, Pelé ou Deschamps.

Aos 32, com os melhores anos atrás de si, regressou a Inglaterra para mais de 150 jogos e 16 golos pelo Sheffield Wednesday. No primeiro ano, chegou às finais da Taça e da Taça da Liga, perdendo-as para o Arsenal de Wright e Merson. Jogou ainda por Falkirk, Bradford, Sunderland, Burnley, Torquay United e Worksop Town, acabando a carreira depois dos 40 anos.

Por Inglaterra, fez 6 golos em 62 partidas tendo estado nos Mundiais de 1986 e 1990 e no Euro 1988.

Gascoine

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
15
Jul23

Visão do Peão (10).pngGazza é um dos muitos casos de grandes jogadores que poderiam e deveriam ter sido melhores do que foro. No caso de Paul Gascoine, antigo internacional inglês, parece ter sido o álcool a meter-se no seu caminho, tal como as lesões, e a desvia-lo de uma carreira ainda melhor. O percurso do médio ofensivo, hoje com 55 anos, começou em Newcastle. Depois de 2 jogos em 1984-1985, assumiu-se como titular na época seguinte, aos 19 anos, jogando atrás de Beardsley. Esteve em 35 partidas e fez 9 golos. No ano seguinte, fez mais 5 golos e na sua última época de preto e branco, marcou por 11 vezes. Nada venceu e mudou-se para Londres.

Em 1988 entrou no onze do Tottenham e por lá ficou até 1992. Fez 112 jogos e marcou 33 vezes. Fenwick, Waddle e Lineker foram alguns dos seus companheiros. Venceu a FA Cup em 1991, tendo-se lesionado na final e ficado afastado dos relvados durante uma época inteira. O regresso foi no Calcio, vestindo a camisola da Lázio. Aos 26 anos assumiu-se como titular dividindo o onze com Riedle, Signori, Winter, Fuser ou Favalli. Fez 26 jogos e marcou por 4 vezes. Com problemas físicos, acabou por ter duas épocas fracas e regressou ao Reino Unido, para estrelar os Glasgow Rangers.

Em Glasgow teve grandes momentos. Como figura central, a jogar atrás de Durie e Laudrup, fez 19 golos, foi campeão, venceu a Taça e ainda jogou na Liga dos Campeões. No segundo ano, 16 golos e nova dobradinha. Ainda marcou mais 17 vezes, mas não conquistou mais títulos. Teve algum sucesso no Middlesbrough e no Everton e antes de se retirar ainda jogou por Burnley, Gansu Tianma (China) e Boston.

Por Inglaterra, fez 10 golos em 57 partidas. Esteve no Mundial de 1990 e no Euro de 1996, no qual marcou um grande golo, na estreia, contra a Escócia.

Eidur

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
04
Abr23

Eidur Gudjohnsen é, provavelmente, o melhor jogador da história da Islândia. Filho de Arnor, também avançado, que jogou no Anderlecht e no Bordéus, Eidur nasceu na Islândia em 1978. Começou no Valur, pelo PSV e regressou ao seu país para jogar pelo KR. Aos 20 anos, chegou a Inglaterra para passar dois anos no Bolton onde encontrou Mark Fish e outros nórdicos, como Jussi Jaaskelainen, Claus Jensen ou Bo Hansen além dos compatriotas Birkir Kristinsson, Guoni Bergsson e Arnar Gunnlaugsson. Fez 5 golos na estreia e na segunda época, deslumbrou, fazendo 21 golos, sobretudo na segunda divisão e chegou às meias finais das taças internas.

De 2000 a 2006 jogou pelo Chelsea. Foram 261 jogos e 78 golos, ajudando a vencer dois campeonatos, duas supertaças e uma taça da liga. Na estreia, sentava-se no banco ao lado de Tore Andre Flo, deixando a titularidade para Zola e Jimmy. Fez 13 golos e venceu a supertaça, jogando quase 20 minutos em Wembley, ante do Manchester United. No segundo ano juntou-se ao 11 titular, marcando 23 vezes, mas nada vencendo. Desceu depois para os 10 golos, voltando a não vencer nada tal como na seguinte, na qual marcou mais 13. Já com Mourinho, 16 golos e a conquista da Premier League e Taça da Liga, com Drogba, Lampard, Terry e companhia. No seu último ano em Londres, voltou a vencer campeonato e supertaça, mas ficou-se pelos 3 golos. Curiosamente, não se mudou para uma equipa mais pequena para ter mais destaque. Mudou-se para o Barcelona de Pep Guardiola.

Passou três anos no Camp Nou, jogando bastante – 72 jogos – e marcou 10 vezes, tendo Messi, Eto´o ou Henry como concorrentes. Na primeira época ainda se cruzou com Ronaldinho, fazendo 12 golos e vencendo a supertaça espanhola. Na terceira teve a sua melhor época vencendo campeonato, taça e Liga dos Campeões. Regressou a Inglaterra para ter pouco sucesso no Tottenham, Stoke e Fulham, após ter tida também fraca passagem pelo Mónaco. Não voltou a ter o mesmo destaque, tendo altos e baixos tendo alguns bons momentos no AEK, Cercle Brugge, Club Brugge. Regressou ao Bolton, passou pelos chineses do Cangzhou Mighty Lions e terminou a carreira nos noruegueses do Molde.

Marcou 26 golos em 88 jogos pela Islândia. Ainda foi a tempo de fazer parte do plantel que esteve no Euro 2016, chegando aos quartos de final.

Freddy Rincón

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
23
Mar23

Freddy Rincón, médio colombiano falecido em abril de 2022, foi um herói de culto, que conquistou o Brasil, foi figura da sua seleção e chegou ao Real Madrid. De 1986 a 1993, a sua carreira fez-se na sua Colômbia natal. Começou no Atlético Buenaventura onde fez 18 golos em 77 jogos; passou pelo Santa Fé, onde fez 20 golos em 82 jogos e venceu uma taça colombiana. Transferiu-se em 1990 para o América de Cali onde fez 54 golos em 177 jogos e venceu dois campeonatos. Em 1993 deixou a Colômbia, mas manteve-se na América do Sul. No Palmeiras começou a conquistar o Brasil, fazendo 12 golos em 28 partidas, ajudando a vencer campeonato nacional e campeonato paulista, ao lado de Roberto Carlos, Zinho, César Sampaio, Rivaldo ou Edmundo. Chegaria à Europa após o Mundial de 1994, juntando-se ao Nápoles.

Fez boa época no Calcio, com 28 jogos e 7 golos ao lado de Cannavaro, André Cruz, Buso, Agostino ou Carbone. Foi o suficiente para, aos 29 anos chegar ao Real Madrid. Conviveu com Zamorano, Milla ou Michael Laudrup e ainda fez 21 jogos mas nada venceu e acabou por sair. Não vingou, mas faz parte de uma minoria que sonha jogar num dos gigantes mundiais e acaba por faze-lo. Regressou ao Palmeiras para mais 7 golos em 17 jogos e em 1997, mudou-se para o Corinthians onde, provavelmente, teve os seus melhores anos.

Pelo Timão, 151 jogos e 37 golos. Venceu dois campeonatos brasileiros e um paulista e em 2000, foi campeão do mundo de clubes. Em pleno Maracanã, ante do Vasco de Romário e Edmundo, o Corinthians, que além de Rincón contava com Edilson, Luizão, Ricardinho, Vampeta ou Dida, venceu nas grandes penalidades. Na fase de grupos, o Corinthians deixou o Real Madrid em segundo. Rincón passou ainda por Santos e Cruzeiro antes de se reformar ao serviço do Corinthians.

Pela sua seleção, 84 jogos e 17 golos, tendo ficado em terceiro lugar nas Copas América de 1993 e 1995. Esteve nos Mundiais de 1990, 1994 e 1998.

Pancev

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
13
Mar23

Darko Pancev, hoje com 57 anos, destacou-se na Macedónia e principalmente ao serviço dos sérvios do Estrela Vermelha. Foi campeão europeu e ainda passou por Inter de Milão, Leipzig ou Sion. Pancev, nascido em Skopje, hoje Macedónia do Norte, começou a jogar no Vardar local, fazendo 96 golos em 156 partidas. Mas, foi quando se juntou ao Estrela Vermelha, de Belgrado, em 1988, aos 23 anos, que a sua carreira deu um salto. No primeiro ano, encontrou Savicevic, Prosinecki ou Stojkovic e fez 20 golos em 22 jogos. Na segunda época, fez 27 golos e venceu a liga jugoslava, bem como a taça. Em 1990-1991 marcou 40 golos, voltou a vencer a liga e foi campeão europeu. O Estrela passou o Grasshoppers (marcou 1 na eliminatória); Glasgow Rangers (marcou dois); Dinamo de Dredesn (marcou uma vez) e Bayern (marcou mais um). Na final, vitória ante do Marselha. Pancev jogou todo o tempo, contra Amoros, Boli, Mozer, Pelé, Waddle ou Papin. A vitoria viria nas grandes penalidade e Pancev marcaria o 5-4 final. Ficou mais um ano em Belgrado, fazendo mais 32 golos. Venceu mais uma liga e uma taça. Já com Prosinecki no Real Madrid, o Estrela perdeu a supertaça europeia para o Manchester United mas venceu a Taça Intercontinental, com um 3-0 ao Colo-Cola na final, com um golo de Pancev.

Aos 27 anos juntou-se ao Inter para fazer dupla com o uruguaio Sosa. Jogou pouco e marcou pouco em Milão. Após 6 golos na estreia, fez apenas 4 na sua segunda época em Milão. Já não estava lá quando o Inter venceu a Taça UEFA, mas ganhou a medalha na mesma. Esteve emprestado ao VfB Leipzig, regressou ao Inter e voltou à Alemanha para jogar pelo Fortuna Düsseldorf. Sem glória desde que saiu da Jugoslávia, que, entretanto, deixou de existir, Pancev acabou a carreira aos 31 anos, com um golo apenas pelos suíços do Sion.

Foi internacional 33 vezes e marcou 18 golos. Primeiro, jogaria pela Jugoslávia, que defendeu no Euro de sub-21 de 1984 e no Mundial de 1990, no qual marcou 2 golos. Jogaria depois 6 vezes pela Macedónia.

Hossam Hassan

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
06
Mar23

Antes de Mido e principalmente de Salah, a grande figura do futebol egípcio era Hossam Hassan, antigo avançado, hoje com 56 anos. Começou a dar nas vistas no Al-Ahly onde passou grande parte da carreira. Nos primeiros cinco anos, 41 golos e a conquista de quatro campeonatos, duas taças, uma liga dos campeões da CAF e três supertaças de África. Os seus números e exibições impressionaram e a Europa era o passo lógico. Pelos gregos do PAOK, marcou apenas 6 vezes e seguiu para a Suíça onde fez 7 golos pelo Neuchatel Xamax. Em 1992 estava de volta ao Al-Ahly para mais 194 jogos e 96 golos. Ajudou a conquistar mais sete campeonatos, duas taças, uma supertaça africana, uma liga dos campeões árabes e três supertaças árabes.

Seguiu-se breve passagem pelo Al-Ain, dos EAU antes de se juntar ao Zamalek para mais golos e títulos. Os seus 57 golos ajudaram o clube a vencer três campeonatos, uma taça, duas supertaças, uma liga dos campeões da CAF, uma supertaça da CAF e uma liga dos campeões árabes. Continuou no seu país jogando por Al Marsy, Tersana e Ittihad Alexandria. Reformou-se aos 41 anos.

Pelo Egito, ainda mais glórias. Fez 176 e marcou 70 vezes. Esteve nas CAN de 1986, 1988, 1990, 1992, 1998, 2000, 2002 e 2006, vencendo a prova por três vezes. Em 1986, venceu a prova no Egito, ainda como figura secundária. Doze anos depois, voltou a vencer, desta vez como titular, figura central e melhor marcador da prova em igualdade com McCarthy. Na final, vitórias nas grandes penalidades, contra a África do Sul. Em 2006, voltou a vencer, marcando um golo na prova. Esteve ainda no Mundial de 1990 e na Taça das Confederações de 1999.

Grafite

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
01
Mar23

Visão do Peão (5).pngGoleador e campeão pelo Wolfsburgo, Grafite é, ainda hoje, um herói da Bundesliga. O brasileiro, nascido Edinaldo Batista Libânio há 43 anos, começou a jogar no seu país, passando com sucesso relativo por Matonense, Ferroviária, Santa Cruz e Grémio. Passou pela Coreia do Sul e regressou mais goleador. Em 2003, 12 golos pelo Goiás e transferiu-se para o São Paulo onde se destacou como goleador, fazendo dupla com Luís Fabiano e marcando 17 vezes. Venceu a Taça dos Libertadores em 2005, fazendo parte de uma equipa que contava com Aloísio Chalupa, Amoroso, Tardelli, Luizão, Lugano, Cicinho ou Ceni.

Entrou na Europa pela curiosa porta do Le Mans. Em França, teve estreia apagada com apenas 3 golos. Na segunda temporada, 15 golos. Ainda marcou mais 2 antes de reforçar o Wolfsburgo, em 2007. Com Benaglio, Josué e já com Dzeko, fez 12 golos e o clube ficou em quinto na Bundesliga. 2008-2009 seria a sua época. Fazendo dupla de sonho com Dzeko, fez 35 golos e o clube foi campeão pela primeira e única vez. No ano seguinte, estreou-se na Liga dos Campeões e marcou 19 golos na temporada. Na estreia na Champions, fez três golos ao CSKA. Ficaria mais um ano na Alemanha, fazendo mais 10 golos.

 

Aos 33 anos chegou ao Al Ahli, dos Emirados Árabes Unidos. Fez 63 golos e venceu vários trofeus locais. Seguiria para o Catar, jogando pelo Al-Sadd antes de regressar ao Brasil, para jogar por Santa Cruz, Atlético Paranaense e, novamente Santa Cruz onde se retirou, aos 38 anos.

Pelo Brasil, 4 jogos e 1 golo. No fim de abril de 2005, estreu-se, marcando à Guatemala. Era o jogo de despedida do mito Romário, que inaugurou o marcador. Foi Grafite que o rendeu aos 17 minutos, partilhando o campo com Robinho, Ricardinho, Carlos Alberto, Leo ou Marcos. Quase cinco anos depois, esteve em Londres numa vitória por 0-2 frente à Irlanda e três meses depois, jogou meia hora na vitória por 3-0 ante do Zimbabué. Ganhou a chamada para o Mundial de 2010, jogando cinco minutos no nulo com Portugal.

Túlio Maravilha

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
28
Fev23

Visão do Peão (6).png

Não brilhou na Europa, mas Túlio, conhecido como Maravilha, foi um dos melhores goleadores brasileiros dos anos 90. Hoje com 53 anos, Túlio começou a dar nas vistas no Goiás. Marcou 94 vezes entre 1988 e 1992 e venceu quatro campeonatos goianos. Mudou-se para a Suíça onde não se deu mal, marcando 19 vezes pelo Sion, ao lado de Assis, que passou pelo Sporting mas é mais conhecido por ser irmão de Ronaldinho.

Ainda assim não ficou na Europa. Regressou ao Brasil e teve os seus melhores anos, com a camisola do Botafogo. Fez 52 golos em dois jogos e venceu vários trofeus: campeonato brasileiro, torneio Rio-São Paulo, Taça Cidade Maravilhosa, Copa Rio-Brasília, Torneio Internacional Triangular Eduardo Paes, Copa Nippon Ham, Torneio Presidente da Rússia e Troféu Teresa Herrera. Seguiu-se o Corinthians e um campeonato Paulista. Regressaria ao Botafogo em 1998 antes de passagens curtas por vários clubes: Fluminense, Cruzeiro, Vila Nova, São Caetano, novo regresso ao Botafogo, novamente Vila Nova e Santo André.

Regressou à Europa para vencer a Taça da Hungria com o Újpest e logo retornou ao Brasil para marcar por Brasiliense, Atlético Goianense e EC Tupy. Passou pelos bolivianos do Jorge Wilstermann e continuou o seu périplo brasileiro: Anapolina, Volta Redonda, Juventude e Fast Clube. Foi à Arábia Saudita (Al-Shabab) e regressou aos 37 anos, jogando por Canadense, Itauçu, Vila Nova, Itumbiara, Goiânia, Botafogo-DF, Potyguar Seridoense, Umuarama-GO, Mimosense, Bonsucesso, CSE, Tanabi, Vilavelhense, Araxá e Aparecida. Terminou a carreira em 2015, com 45 anos, mas ainda regressaria para jogar por Atlético Carioca, Taboão da Serra e Sport Capibaxa.

Foi chamado a jogar a Copa América de 1995. Túlio marcou 3 golos, incluindo um na final, mas o Brasil perdeu nas grandes penalidades para o Uruguai. Ao todo, marcou 10 vezes em 14 internacionalizações. Estreou-se em outubro de 1990 num empate contra o Chile. À quarta internacionalização, fez o primeiro golo, num 5-0 à Eslováquia, jogando com Bebeto, Juninho Paulista ou Dunga. Em 1995, marcou duas vezes à Polónia (que respondeu pelo sportinguista Juskowiak) na vitória por 2-1. O seu último jogo pelo Escrete teve também um bis, à Colômbia, numa vitória por 3-1, em dezembro de 1995.

Jonk

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
27
Fev23

Visão do Peão (7).pngMédio centro com tendências defensivas, Wim Jonk, hoje com 56 anos, teve uma bela carreira. Tudo começou no Volendam, onde passou duas épocas e deu nas vistas, no fim dos anos 80. Primeiro, venceu a segunda divisão holandesa, depois, fez uma boa época na primeira. Jonk seguiria depois para o Ajax para cinco sólidos anos. Em Amsterdão, com Menzo, Frank De Boer, Winter, van ’t Schip e Bergkamp, nada venceu, mas fez 20 jogos. No ano seguinte, 17 participações e um campeonato, com a ajuda de Blind, Roy ou Vink. No terceiro ano, 19 partidas. As suas duas épocas seguintes seriam melhores, sendo titular e fazendo 38 jogos por ano. Em 1991-1992, fez 8 golos e venceu a Taça UEFA. Na final a duas mãos, marcou no 2-2 em Torino. Em Amsterdão, o Ajax, 0-0, valendo os golos fora. Jonk jogou os 180 minutos da final. No último ano pelo Ajax, com Van Der Sar, Silooy, Davids ou Overmars, venceu uma Taça da Holanda.

No verão de 1993, foi para Milão com Bergkamp. O Calcio era o centro do futebol mundial e o Inter procura títulos. Por lá encontrou Zenga, Bergomi, Orlando ou Sosa. O campeonato foi modesto, mas na Europa, o Inter brilhou e Jonk venceu a sua segunda Taça UEFA. Mais uma vez, jogou os 180 minutos da final e, mais uma vez, marcou. Desta vez, fez o 1-0 final na segunda mão, em Milão, ante do Casino Salzburgo. Nesse ano, fez 11 golos mas, na segunda época, o Inter desiludiu e Jonk marcou apenas 2 golos. Os holandeses deixaram Milão na época seguinte. Bergkamp, dois anos mais novo, foi fazer história para o Arsenal. Jonk retornou à Holanda.

Aos 29 anos, Jonk mudou-se para o meio campo do PSV onde encontrou Vink, antigo companheiro no Ajax, além de Cocu e Zenden. Foi vice-campeão e venceu a Taça. No ano seguinte, venceu o campeonato e a supertaça, ao lado de Nilis, Degryse, Vampeta ou Stam. Venceria mais uma supertaça antes de experimentar a Premier League. No Sheffield Wednesday agarrou a titularidade mas o clube fez uma época fraca. Já com De Bilde, seu antigo colega no PSV, a época seguinte seria ainda pior, com a descida de divisão. Jonk fez ainda uma época na segunda divisão inglesa e retirou-se.

Pela Holanda, 11 golos em 49 partidas. Foi chamado para o Euro 1992, onde não jogou. No Mundial de 1994, fez 2 golos em 5 aparições em 1998, na França, esteve em 6 jogos.

Moriero

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
25
Fev23

Visão do Peão (8).png

Extremo rápido, de cabelo aos caracóis, Francesco Moriero foi figura secundária no Calcio dos anos 90 e 2000, o que não o impediu de ter momentos interessantes. Hoje com 53 anos e como selecionador das Maldivas, Moriero nasceu em Lecce e foi no clube local que jogou os primeiros seis anos da carreira, fazendo 13 golos em 156 partidas. Em 1992 juntou-se ao interessante Cagliari, onde encontrou Oliveira e Francescoli. Na época seguinte, já com a ajuda de Dely Valdes, o Cagliari deixou para trás Dínamo de Bucareste, Trabzonspor e Juventus, caindo nas meias finais da Taça UEFA, com o Inter, que seria o vencedor da prova.

Moriero, aos 26 anos, seguiu para a Roma. Em 1994-1995, jogou com Fonseca, Balbo, Giannini e Aldair, fazendo 32 jogos. No ano seguinte, já com Totti como titular, fez mais 34 partidas. Na última época no Olímpico, jogou 22 vezes, sendo essencialmente suplente. Nada venceu em Roma, mas deixou 8 golos marcados. Seguiu-se o Inter de Milão onde venceu o único título da carreira. Em 1998-1999, esteve em 44 jogos e marcou 5 vezes. Com Ronaldo, Djorkaeff, Winter, Simeone ou West, foi vice-campeão italiano e venceu a célebre Taça UEFA, em que Ronaldo dinamitou a Lázio. Ficou mais dois anos em Milão, mas não voltou a ter uma época como essa. Terminou a carreira em Nápoles, com a segunda época a ser já na Série B. Jogou com Edmundo, Pecchia, Vidigal, Jankulovski ou Quiroga.

Por Itália, 8 jogos e 2 golos, tendo estado no Mundial de 1998.

Branca

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
23
Fev23

Visão do Peão (9).png

Hoje com 58 anos, Marco Branca é dirigente no seu Inter. Atrás de si, tem uma carreira interessante como goleador na Série A. Depois de acabar a formação no Cagliari, foi por aquele clube que se estreou como futebolista sénior a meio dos anos 80. Fez 4 golos em mais de 50 jogos e passou para a Udinese onde fez 2 em 18 jogos. Pela Sampdória, 9 jogos e 1 golos e nova mudança.

Em Udine, ficou dois anos e marcou por 13 vezes. Destacou-se sobretudo na segunda época, ao lado de Balbo e fazendo 9 golos. Em boa hora regressou a Génova para mais uma época de azul, na qual ajudou a conquistar a Série A ainda que como suplente da dupla “Gémeos do Golo”, Mancini e Vialli. Participou em 34 jogos e marcou por 8 vezes. No ano seguinte, estava na Fiorentina, onde fez mais 5 golos antes de regressar a Udine para mais dois anos e mostrar-se mais goleador: 8 e 13 golos entre 1992 e 1994. Na primeira época, voltou a fazer dupla com Balbo.

Em 1994-1995, vestiu de amarelo, conquistando uma Taça UEFA pelo Parma. Num plantel com Zola e Asprilla, fez 12 golos. Seguiu-se a Roma onde fez apenas 2 golos e onde reencontrou Balbo e conheceu Totti, Fonseca ou Delvecchio. Seguiu-se, enfim, o Inter. Em 1995-1996, teve a melhor época da sua carreira. Com a camisola 27, fez 27 golos e marcou por 17 vezes. Eram os dias de Benito Carbone, Ganz, Ince, Festa e…Roberto Carlos. Já com 32 anos e com as chegadas de Kanu, Djorkaeff ou Zamorano, ficou-se pelos 6 golos na época seguinte. Teria ainda sucesso na sua incursão pelo futebol inglês, fazendo 9 golos pelo Middlesbrough, ajudando na subida. Passaria ainda pelo Luzern, da Suíça, antes de encerrar a carreira no Monza, com 7 golos.

Pela sua seleção, sempre tapado por outros grandes avançados, não foi internacional. O seu momento de glória, vestindo a camisola azul foram os Jogos Olímpicos de Atlanta, onde marcou 4 golos em 3 partidas, apesar de Itália ter ficado em ultimo do seu grupo. Na derrota por 3-2 com o Gana, bisou. Bisaria também na vitória por 2-1 ante da Coreia do Sul. Com efeito, Branca marcou todos os golos italianos no torneio, onde jogou no mesmo onze que Pagliuca, Nesta, Cannavaro, Crippa ou Tommasi.