Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Visão do Peão

Visão do Peão

Constelação no banco

Os homens de Mancini

13
Jul21

Design sem nome (7).png

Olhar para o banco italiano, era olhar para uma verdadeira constelação de estrelas. E não falo apenas de Belotti, Bernadeschi ou Locatelli. Mas, sim, da equipa técnica. O treinador principal Roberto Mancini, contou com o apoio dos amigos dos tempos da Sampdória,  Gianluca Vialli, Attilio Lombardo e Alberigo Evani. E, ainda lá andava De Rossi.

Mancini, hoje com 56 anos, foi um prolifico goleador italiano dos anos 90. Começou em Bolonha, mas foi em Génova, com a camisola da Samp que mais brilhou, fazendo dupla com Vialli. Depois de 15 anos, mudaria de clube, passando três bons anos na Lázio, nova rica, antes de se reformar no Leicester, sem golos. Logo de seguida, sentou-se no banco da Fiorentina, passando por Lázio e Inter antes do convite para ser o treinador do Manchester City. Passaria pelo Galatasary, Inter (de novo) e Zenit antes de assumir e revolucionar o futebol da seleção, não tendo problemas em chamar nomes menos óbvios, não pondo de parte, mitos como Bonucci e Chiellini. Evani, de 58 anos, foi um médio conhecido, sobretudo, pelas 12 épocas no Milan, contracenando com alguns dos maiores génios da bola dos anos 80 e 90. Passaria depois quatro épocas na Sampdória onde encontrou Mancini. Passaria depois por Reggiana e Carrarese. Lombardo, de 55 anos, é o outro adjunto de Mancini, com o qual jogou seis épocas em Génova. Lombardo, tal como o contemporâneo Ravanelli, era conhecido pelo penteado e passou ainda por Juventus, Lázio (reencontrou Mancini) e Crystal Palace, antes de regressar à Sampdória. Já De Rossi, o delfim (mais ou menos vinte anos a menos), coadjuvou Mancini após 18 anos na Roma e 1 no Boca Juniors. Campeão do Mundo em 2006, acrescenta uma mística mais recente.

Por fim, Vialli, coordenador técnico da seleção e eterno companheiro de Mancini. É verdade que foi campeão europeu pela Juve, numa equipa de sonho e que se deu bem no Chelsea, mas a dupla que fez com Mancini, é lendária e ficou conhecida como “os gémeos do golo”. Juntos, foram campeões (1991), ganharam três Taças de Itália (1985, 1988 e 1989), conseguiram uma Supertaça (1991), conquistaram a Taça dos Vencedores das Taças (1990), chegaram ainda a uma final da Taça dos Campeões Europeus perdida frente ao Barcelona em 1992. Em Wembley, onde se despediram como dupla e onde agora venceram o Euro.

O meu 11 do Euro

De Gigi a CR7

12
Jul21

Design sem nome (4).png

Donnarumma (Itália) tem que ser a escolha, depois de protagonizar duas decisões nos penaltys e de já ter sido eleito o melhor jogador da prova. Destaque, ainda, para Schmeichel (Dinamarca) e Sommer (Suíça).

Para a defesa, escolho a defesa a 3 que tanto se usa agora. Walker, ora lateral, ora central pela direita, foi sempre um poço de força e segurança e merece o primeiro lugar. Depois, os dois italianos, Bonucci e Chiellini, mesmo que alguém tenha defendido que deviam ganhar a Bola de Ouro em conjunto, não os posso nomear como um só. Assim, fica de fora, com grande pena minha, Kjaer (Dinamarca), exemplo dentro e fora do campo.

Na linha do meio, dois alas e dois médios centro. No centro, começo por Pedri (Espanha). O jovem de 18 anos é o futuro de Espanha e começou a mostrar toda a sua qualidade em eventos de seleções A. Para o seu lado, escolho Rice (Inglaterra), sempre silencioso e quase invisível, foi um dos pulmões ingleses e um dos melhores da final de ontem. Aqui, nota para vários nomes de qualidade, que se destacaram na prova: Mount e Phillips (Inglaterra) ou Barella e Jorginho (Itália). Nas alas, a esquerda tem que ser de Shaw (Inglaterra), que até marcou na final, mas Spinazzola (Itália), morde-lhe os calcanhares. Pela esquerda, destacaram-se, ainda, Maehle (Dinamarca) e Gosens (Alemanha). Pela direita, um homem que eu achava que até deveria ter ficado em Itália, em vez de Calabria: Di Lorenzo. Na verdade, mostrou-se um dos melhores da equipa e merece aqui o seu lugar.

No ataque, escolhas atípicas. Sterling (Inglaterra) será a mais óbvia. É verdade que esteve em destaque como mergulhador, mas, em várias fases, foi decisivo, oferecendo e marcando três golos. Depois, Schick e Ronaldo, goleadores da prova. Schick (República Checa) marcou 5 golos, entre eles, aquele que será um dos golos do ano, num chapéu fabuloso à Escócia. E, Ronaldo, que também fez uma assistência e jogou menos, minutos, fez os mesmos 5 golos e foi o melhor marcador do Euro 2020. No ataque, claro, não faltam homens interessantes, mas, que a meu ver, não chegam ao 11 final. Chiesa (Itália) será o mais injustiçado. Outros, como Dolberg e Damsgaard (Dinamarca), Kane (Inglaterra) ou Ferrán (Espanha) bem que podem reclamar comigo mas gostos, são gostos…

 

PS: O 11 da UEFA, acabou por ser: Donnarumma, Walker, Maguire, Bonucci e Spinazzola; Hojbjberg, Jorginho e Pedri; Chiesa, Lukaku e Sterling.

Itália Saka o Euro

Itália é campeã

12
Jul21

Design sem nome (2).png

Donnarumma, mal visto para os lados de Milanello, é o novo herói nacional italiano, após mais uma grande exibição e a conquista da distinção de melhor jogador do Euro 2020. Ah, e defendeu o penalty de Saka, dando à Itália o título europeu, que lhe escapava desde 1968.  O jogo até começou mal para a Itália, com Shaw a aproveitar um pouco usual buraco italiano para fazer o 1-0, logo aos 2 minutos. O jogo até continuou mal para a Itália com um mau preenchimento das alas e um domínio aparentemente tranquilo dos ingleses. Mas, aos poucos, na segunda parte, a equipa italiana, que até ficou sem Chiesa, lesionado, foi dando provas de vida e Bonucci, um dos melhores do torneio e melhor do jogo de ontem, fez o 1-1 que duraria até ao fim dos 120 longos minutos. Com cerca de 65 mil espetadores, a grande maioria, ingleses, avançou-se para os penaltys. Berardi. Golo. Kane. Golo. Belotti. Defesa de Pickford. Maguire. Golo ao ângulo. Bonucci. Segundo golo da noite. Rashford, entrado de propósito para isto. Bola ao poste. Bernadeschi. Goloooo. Sancho, na mesma situação de Rashford. Donnarummaaaaaaa. Jorginho. Especialista. Vai marcar. Poste. Sako. Defende! A Itália sucede a Portugal.

Is coming Home. Or Rome.

Finalistas decididos

08
Jul21

Design sem nome.png

Itália-Inglaterra é o jogo da final do Euro 2020, a ser disputado em Wembley, no domingo, às 20h00, ante de cerca de 60 mil espetadores. A Inglaterra deixou para trás a sensação Dinamarca, dominada pelos ingleses, sobretudo na vertente física, mas que só caiu com uma grande penalidade bastante questionável. E foi a Dinamarca a marcar primeiro, de livre direto superiormente marcado por Damsgaard. Nove minutos depois, uma jogada individual de Sterling acabou com Kjaer a desviar para a sua baliza e para o 1 a 1, que só se desfez no prolongamento. Mais uma vertiginosa jogada de Sterling acabou com o extremo da casa no chão. Não me pareceu falta, mas foi assinalada. À segunda, Kane fez o golo que faz da Inglaterra, pela primeira vez na sua história, finalista de um Euro. Se a Inglaterra foi melhor, fica a sensação de que não ganhou da forma mais limpa, como seria desejável, num duro golpe para a Dinamarca que suplantou a falta de Eriksen e duas derrotas inicias para fazer um grande Euro.

Finalista

Bella Italia continua em Londres

07
Jul21

Propaganda de Moda Capa para Facebook (3) (18).png

A Itália de Mancini (e de uma equipa técnica galática que inclui Vialli, Lombardo, Evani ou De Rossi) bateu a Espanha nas grandes penalidades e está na final do Euro 2020. Chiesa, com um grande golo, adiantou os italianos mas o mal-amado Morata empatou a cerca de dez minutos do fim. Numa partida em que os italianos foram acusando o cansaço, tudo se decidiu na marca dos onze metros com Morata a voltar ao papel de vilão e Jorginho a confirmar o bilhete para a final, vinte anos depois.