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Visão do Peão

Visão do Peão

Portugal no Euro

França, 1984

Francisco Chaveiro Reis
28
Mai21

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Portugal só se estrearia num Euro, em 1984, em França e logo, para chegar às meias finais. A equipa, orientada por Fernando Cabrita contou com Chalana, Fernando Gomes, Jordão ou Sousa, em grande forma, num plantel no qual, todos os jogadores atuavam na liga portuguesa. A aventura começou em Estrasburgo, com um nulo diante da poderosa Alemanha de Schumacher, Allofs, Voller ou Rummenigge. Três dias depois, em Marselha, novo empate, com a também poderosa Espanha de Arconada, Camacho, Santillana ou Gordillo. Desta vez, o empate teve golos, com Sousa (FCP) a marcar primeiro e Santanilla (Real Madrid) a empatar. A vitória só chegaria na terceira jornada da fase de grupos, em Nantes, com um 1-0 à Roménia, com um golo de Nené (Benfica) a dez minutos do fim. Seguiram-se logo as meias-finais, com uma derrota no tempo extra com a França. Domergue (2) e Platini marcaram para a equipa que venceria o torneio e Jordão, bisou para Portugal.

Portugal convocou: Bento (Benfica), Martins (Setúbal) e Damas (Portimonense); Veloso, Álvaro e Bastos Lopes (Benfica), Eurico, Lima Pereira, Eduardo Luís e João Pinto (FCP); Vermelhinho, Frasco, Sousa e Pacheco (FCP), Diamantino e Carlos Manuel (Benfica); Nené e Chalana (Benfica), Jordão (Sporting) e Gomes (FCP).

Portugal no Euro

Inglaterra, 1996

Francisco Chaveiro Reis
25
Mai21

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Depois de muitos anos sem grande expressão em termos de seleções seniores, Portugal viajou para Inglaterra com um plantel interessante e com vários jogadores no topo da Europa: Fernando Couto (Parma), Paulo Sousa (Juventus), Rui Costa (Florentina), Figo (Barcelona) ou Cadete (Celtic). Na fase de grupos, excelente participação com um empate e duas vitórias. Na estreia, em Sheffield, 1 a 1 ante da Dinamarca, campeão em título. Marcou primeiro Brian Laudrup (Rangers), depois, Sá Pinto (Sporting), empatou e o resultado não mais mexeu. Para além dos manos Laudrup e de Schmeichel, os nórdicos tinham uma equipa de qualidade, com outros que viriam a fazer boas carreiras, como Helveg. Seguiu-se a Turquia de Fatim Terim (treinaria depois Rui Costa em Florença e Milão) e do avançado Hakan Sukur. Em Nottingham, Couto fez o único golo da partida e Portugal ia para o jogo com a Croácia, com mais confiança. No mesmo estádio da partida anterior, Portugal goleou a jovem nação que, dois anos depois, faria furor no Mundial de França. 3-0, com golos de Figo, João V. Pinto e Domingos. Na Croácia, já estavam os grandes craques: Suker, Boban, Asimovic, Prosinečki ou Jarni.

O percurso português terminou no primeiro jogo a eliminar. Karel Poborsky, que passaria depois pelo Benfica, com escala no Manchester United, fez o único golo do confronto com a República Checa, que seria finalista vencida desta edição. Portugal despediu-se sem grande glória, mas, à escala de então, bastante positiva.

Os convocados de António Oliveira foram: Baía (FCP), Alfredo (Boavista) e Correia (Braga); Hélder e Dimas (Benfica), Madeira (Belenenses), Couto (Parma) e Secretário (FCP); Barbosa e Oceano (Sporting), Figo (Barcelona), Paulinho (FCP), Costa (Fiorentina), Sousa (Juventus), Paneira (Vitória) e Tavares (Boavista); Sá Pinto (Sporting), João V. Pinto (Benfica), Domingos (FCP), Cadete (Celtic), Folha (FCP) e Porfírio (Leiria).