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Visão do Peão

Visão do Peão

Campeões na Europa

Celtic, Escócia

Francisco Chaveiro Reis
13
Mai22

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O Celtic de Glasgow é o novo campeão escocês, sucedendo ao rival, Rangers. O Celtic, onde se destacou o português Jota esta época, chegou ao 51.º campeonato da sua história, menos 4 do que o Rangers. A uma jornada do fim, o Celtic tem 28 vitórias, 6 empates e 3 derrotas. É o melhor ataque e a melhor defesa. Curiosamente, o seu máximo goleador tem apenas 11 golos e é apenas o terceiro melhor marcador da liga. Giorgos Giakoumakis, que marcou 29 vezes pelo Venlo, da Holanda, no passado, leva 15 na época e 11 no campeonato. Liel Abada e Kyogo Furuhashi marcaram 10 cada um; Jota, 9 e Maeda e Rogic, 6 cada um.

Jota brilha

6 golos e 6 assistências

Francisco Chaveiro Reis
12
Nov21

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Depois de Diogo brilhar intensamente aos serviços de Wolves e Liverpool, é chegada a vez de outro Jota brilhar na Grã-Bretanha. João Filipe, médio ofensivo que brilhou nas camadas jovens de Benfica e Portugal, está finalmente a ter destaque enquanto sénior. Jota, emprestado pelo Benfica ao Celtic, leva 14 jogos, 6 golos e 6 assistências. Nada mau e o Celtic já fala em ficar com ele, antes que seja tarde. No ano passado, Jota fez apenas 18 jogos e 2 golos pelo Valhadolid. Antes, fizera 34 aparições pelo Benfica, marcando 2 golos e fazendo 2 assistências.

Caixinha despedido

Francisco Chaveiro Reis
26
Out17

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Pedro Caixinha já não é o treinador do Glasgow Rangers. No segundo ano após o regresso à primeira divisão, era esperança da direção, que o Rangers lutasse com o Celtic pelo título da fraca liga escocesa. O histórico Glasgow Rangers leva 54 vitórias no campeonato e o Celtic, mesmo sendo campeão consecutivamente desde 2011, leva “apenas” 48. Com um orçamento pequeno, Caixinha rodeou-se de portugueses. Uns mais conhecidos, como o campeão da Europa Bruno Alves (ex-Fenerbahce) ou Candeias (Alanyaspor) e outros, menos como Fábio Cardoso (Vitória de Setúbal) e Dálcio (Benfica B). Contratou ainda o mexicano Peña, que tinha estado na rota de Sporting e Arsenal mas nunca tinha vindo para a Europa. Com um plantel fraco, arrisco-me a dizer que havia pouco a fazer, sendo que o nível das outras equipas, também não é alto. Para além de Bruno Alves, apenas o croata Niko Kranjcar ou o escocês Kenny Miller tiveram carreiras de relevo. Na liga, o Rangers leva 5 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, estando no quarto posto a 5 pontos do segundo e 8 do Celtic. O maior desaire de Caixinha foi mesmo a precoce eliminação da Liga Europa aos pés de uma modesta equipa luxemburguesa. Caixinha, após percurso interessante no México pouco ganhou com a mudança e o Rangers também não tirou dividendos da aposta. A verdade é que já não é tempo de vacas gordas e no Ibrox já não atuam homens como Barry Ferguson, Brian Laudrup, Paul Gasgoine ou Ally McCoist e este será, provavelmente, o problema maior.

Um Rangers português

Francisco Chaveiro Reis
09
Jun17

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O Glasgow Rangers vai para a sua segunda época na primeira divisão escocesa após uma descida aos infernos (declarou falência em 2012). Longe da glória de outrora, onde contava com estrelas como Brian Laudrup, Kanchelskis ou Psro, só para citar alguns, o clube, vencedor de 54 (!!!) edições da liga escocesa e de uma Taças das Taças, para além muitos outros títulos internos, o Rangers é agora orientado por Pedro Caixinha e está forte no mercado e tem contratado vários jogadores portugueses. Caixinha vai contar com uma dupla de centrais portugueses. Bruno Alves, com longa carreira, dividida por clubes como FCP, Zenit, Fenerbahce ou Cagliari será o patrão da defesa, ao seu lado deve jogar Fábio Cardoso, ex-Vitória de Setúbal. O jovem de 23 anos foi formado nas escolas do Benfica. Para o meio campo ofensivo já estão garantidos Candeias, extremo experiente que conta com passagens por Nacional, Benfica, Metz, Nuremberga, Granada ou Alanyaspor e Dálcio, jovem que pode ser extremo ou dez, que jogou por Belenenses e Benfica B. Carlos Peña, associado ao Sporting e Arsenal há cerca de quatro anos, também é reforço.

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Será este o nascimento de mais uma equipa portuguesa no estrangeiro? Recordo que não seria caso virgem. Em 1996, o Salamanca, treinado por João Alves contava com Pauleta, César Brito, Agostinho, Taira, Miguel Serôdio, Nuno Afonso e Paulo Torres, além de jogadores com fortes ligações a Portugal como Ivkovic, Giovanella ou Catanha. Em 2005, o mesmo aconteceu em Moscovo, no Dínamo, sem treinador português. Nessa altura, o clube moscovita tinha Danny, Costinha, Luís Loureiro, Maniche, Frechaut, Jorge Ribeiro e Nuno Espírito Santo. O plantel contava ainda com Cícero, Derlei, Enakharire ou Thiago Silva, proveniente do FCP B. 

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A nível internacional também não faltam exemplos de clubes que contrataram um batalhão de jogadores da mesma nacionalidade. O Shaktar ainda o faz, com brasileiros, contando com Taison, Marlos, Dentinho, Bernard, Alan Patrick, Fred, Ismaily ou Márcio Azevedo. Muitos outros, como Luiz Adriano, Willian, Douglas Costa, Ilsinho, Nem, Fernando ou Alex Teixeira. O Barcelona de Van Gaal contou com Kluivert, Zenden, Overmars, irmãos De Boer, Bogarde, Reizeger ou Hesp e o Arsenal de Wenger abriu o mercado francês e contou na sua primeira época com Anelka, Garde ou Vieira e hoje conta com Giroud, Coquelin ou Koscielny. Pelo meio teve ainda Henry, Wiltord, Grimandi, Petit, Pires ou Gallas.