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Visão do Peão

Visão do Peão

Craques da bola, 45

Francisco Chaveiro Reis
08
Mai20

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Vinnie Jones, galês, de 55 anos é um conhecido ator, especializado em fazer de duro, em filmes de ação como Snatch, X-Men: The Last Stand (X-Men - O Confronto Final) (2006) ou The Musketeers (The Challenge). Mas Jones, antes de começar a sua segunda carreira, em 1998, foi um comhecido futebolista. Com centenas de jogos (441) na Premier League e na sua mãe, a Division One, Jones foi um dos grandes bad boys do futebol inglês, até antes de Roy Keane.

O “trinco” nascido em Inglaterra, começou a carreira no modesto Wealdstone FC tendo chegado ao Wimbledon em 1986. Na League One, fez 22 jogos e conviveu com Wise (seria depois histórico do Chelsea) ou John Fashanu, interessante goleador. Em 1989, muda-se para o Leeds de Gordon Strachan, Gary Speed ou David Batty eram seus colegas. Passou ainda pelo Sheffield United antes de chegar ao Chelsea em 1990, a equipa de maior nomeada que representou. Por lá, andavam Le Saux, Wise e o goleador irlandês Cascarino.

Tornou ao Wimbledon em 1992 para cinco anos, que terão sido os seus melhores. Em 1993-1994, chegou ao 6.º lugar da Premier League em 1996-1997, o 8.º e a presença nas “meias” da FA Cup e da Taça da Liga.
Nesses tempos, partilhou o campo com os jamaicanos Gayle, Euell e Earle; com o nigeriano, Ekoku ou com o criativo norueguês, Øyvind Leonhardsen. Acabaria a carreira com ano e meio no QPR. Pelo País de Gales, 9 jogos apenas, tendo convido com Ryan Giggs.

Craques da bola, 44

Francisco Chaveiro Reis
06
Mai20

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Robbie Fowler, nascido há 45 anos em Liverpool, até foi adepto do Everton, durante a infância mas tonar-se-ia num dos melhores marcadores da história do Liverpool FC (só há cinco mais goleadores do que ele), vizinho mais graduado.

Fruto das escolas do maior clube da cidade, Fowler estreou-se em 1993-1994 na primeira equipa, com apenas 19 anos. Não se deu nada mal. 18 golos em 34 jogos. Pelo balneário andavam Rush, Barnes ou Grobbelaar e jovens como McManaman, Redknapp ou James. De 1994 a 1997, três épocas de sonho: 31, 36 e 31 golos. Ainda assim foi sempre superado por “monstros” como Shearer.

Em 1994-1995, venceu o seu primeiro título. Uma Taça da Liga que venceria novamente em 2001. O início dos anos 2000 engordaram o palmarés de Fowler: uma FA Cup, uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia. Mas em 2000-2001, com Owen e Heskey na equipa marcou “apenas” 17 golos. Com apenas 4 golos em meia época, mudou-se em janeiro de 2002 para o Leeds, então, equipa de topo com um elenco que contava com Viduka ou Kewell. Não se deu mal, marcando 12 golos em seis meses, mas só ficaria outros seis, marcando apenas mais dois.

Seguiu-se o Manchester City, onde fez 91 partidas e marcou 27 golos. Longe de ser o gigante que é hoje, o City tinha, ainda assim, os interessantes Wanchope, Anelka, Berkovic ou Reyna, para além de se reencontrar com McManaman. Aos 31 anos, regressou ao seu clube de sempre. Fez por lá, mais época e meia, marcando 12 golos, arrumando os números totais da sua passagem pelo Liverpool com: 369 jogos e 183 golos.

Ainda andou por Cardiff City, Blackburn Rovers (único clube pelo qual não marcou) e pelas ligas australiana e tailandesa. Por Inglaterra, 26 jogos e 7 golos, tendo sido chamado aos Euro 1996 e 2000 e ao Mundial de 2002. Fowler é o oitavo melhor marcador de sempre da Premier League, superando Owen, Sheringham, Les Ferdinand, Yorke ou Wright.

Craques da bola - 43

Francisco Chaveiro Reis
30
Abr20

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Andi Herzog, excecional 10 austríaco, até chegou ao Bayern de Munique mas, por lá, ficaria mais conhecido por ser empurrado por Kahn do que por jogar bem. Seria no Werder Bremen que venceria títulos e se destacaria como um dos melhores médios do futebol alemão dos anos 90.

Herzog, hoje com 51 anos, estreou-se no Rapid, da sua cidade natal de Viena. Entre 1986 e 1992 (com um empréstimo pelo meio, ao First Vienna), marcou 33 golos em 129 jogos e venceu dois campeonatos. Mas a sua carreira só ganhou verdadeiro balanço quando chegou à Bundesliga no verão de 1992 para jogar pelo Werder Bremen do mítico Otto Rehhagel.

Ao lado de Votava, Eilts, Allofs, Rufer, Bode e Hobsch (chegou a meio da época, vindo do outro lado do muro), foi campeão logo no primeiro ano. Assumiu-se como titular e, aos 24 anos, marcou 10 golos em 38 partidas. NO segundo ano, já com a companhia de Mario Basler, marcou os mesmos 10 golos, mas o Bremen “só” ficou em segundo, vencendo “apenas” a Supertaça da Alemanha. Ao terceiro ano, mais 6 golos e duas taças: Taça da Alemanha e mais uma Supertaça. Com 113 jogos, 26 golos e quatro títulos, seguiu Otto para Munique.

No Olímpico, já se sabe, não vingou. Apenas dois golos e a possibilidade de estar no plantel que venceu a Taça UEFA (ao Bordéus de Dugarry, Zidane e Lizarazu). Olli Kahn deu-lhe um abanão e sem apoio de ninguém (bem, tornar-se-ia adjunto do então companheiro Klinsmann na seleção dos EUA) regressou a Bremen. No primeiro ano, conquistou a Taça da Alemanha, em…Munique, diante do…Bayern. Ficaria cinco anos e meio. Ao todo, 265 jogos e 58 golos.

A caminhar para o fim da carreira, regressaria, ainda, ao Rapid e passaria pelos Los Angeles Galaxy. Pela seleção, com pouca expressão, faria 103 jogos e 27 golos, jogando nos Mundiais de 1990 e 1998. Atualmente, é o selecionador de Israel.

Craques da bola, 42

Francisco Chaveiro Reis
10
Mar20

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Brilhou pela Bulgária, foi um dos melhores jogadores do Sporting nos anos 90 e tornou-se numa lenda no Estugarda. Krassimir Balakov, aos 53 anos, é treinador, mas sem o brilho que tinha com a bola nos pés.

De 1982 a 1990, jogou pelo modesto Eter Veliko Tarnovo, marcando 35 golos em 142 partidas. Em 1991, Sousa Cintra, trá-lo para Alvalade. É um búlgaro desconhecido, de 25 anos, mas desde logo começa a dar nas vistas numa equipa que contava com grandes craques: Fernando Gomes, Douglas ou Oceano. Por lá, andavam jovens do melhor que havia, como Cadete, Figo ou Peixe. Na primeira impressão, 8 golos em 22 tentativas. Com grandes golos e a camisa dez nas costas, ficaria até 1995, sendo essencial na conquista da Taça de Portugal de 1995, onde o herói da tarde foi o compatriota Iordanov, com dois golos. Esquerdino, conquistou Alvalade à conta de 43 golos em 138 jogos. Deixou saudades.

Seguiram-se oito épocas no Estugarda. Por lá, até teve a boa companhia de Élber e Bobic mas nunca teve títulos que não uma Taça da Alemanha e duas Taças Intertoto. Pouco, para a sua classe. O maior momento na Alemanha terá sido em 1997, quando venceu a Taça, em pleno Estádio Olímpico de Berlim, ante do Energie Cottbus. Joachim Low, hoje selecionar da Alemanha, era o seu treinador. Com 37 jogos e 4 golos, despediu-se dos relvados, com 37 anos. Fez 236 jogos na Bundesliga e marcou 54 vezes. Em 2005-2006, ainda fez um jogo pelo Plauen, numa experiência sem seguimento.

Seguiu-se uma pálida carreira como treinador, com passagens por Estugarda (adjunto), Grasshopers, St. Gallen, Chernomorets, Hajduk Split, Kaiserslautern, Litex e seleção búlgara.

Na seleção, fez parte de uma geração de ouro que ficou em quarto posto no Mundial de 1994. Fez 7 jogos nos EUA, ao lado de Stoichkov, Kostadinov ou Letchkov, para além do colega sportinguista Iordanov. Fez 92 jogos e marcou 16 golos pela Bulgária.

Craques da bola, 41

Francisco Chaveiro Reis
08
Mar20

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Aos 51 anos, Oliver Bierhoff é diretor desportivo da seleção alemã. Para trás, deixou uma carreira plena de golos e títulos, por vários clubes e pela equipa nacional, à qual “deu” o Euro 1996.

Oliver estrou-se como sénior no seu país natal onde marcou apenas 10 golos, entre 1986 e 1990, ao serviço de Bayer Uerdingen, Hamburgo e Borussia Mönchengladbach. Não mais voltaria e seria no estrangeiro, principalmente em Itália que o seu génio goleador se revelaria. Começou a dar nas vistas na Áustria, com 23 golos em 32 jogos pelo Austria Salzburgo e transferiu-se para o Ascoli.

Depois de 2 golos na época de estreia, na segunda, marcou 20. Seguiram-se mais 17 e mais 9, antes de subir um pouco na hierarquia do Calcio e juntar-se à Udinese, aos 28 anos. Marcou 17 golos e foi chamado à seleção. Já campeão da Europa, teve que passar mais duas épocas em Udine, marcando mais 44 golos. Só em 1998, chegou ao Milan, o maior clube que representou.

Aterrou em San Siro já com a experiência dos 30 anos e com a concorrência de Weah e Ganz, marcou 22 golos e foi campeão. Seria o seu único título por um clube e o segundo e último da sua carreira. Ficou mais duas épocas em Milão, marcando mais 23 golos e convivendo com craques como Maldini, Costacurta, Albertini, Boban ou Leonardo.

Ainda passou um ano (4 golos) no Mónaco, treinado por Deschamps e ao lado de Simone, Nonda, Giuly, Răducioiu ou Jugovic mas regressou a Itália, para acabar a carreira no Chievo, com 7 golos e com o clube de Verona a ficar na sétima posição.

Pela sua seleção, 70 jogos (só começou a ser chamado em 1996) e 37 golos. O mais famoso foi no prolongamento da final do Euro 1996, em Wembley, o golo da vitória contra a República Checa. Este ainda no Euro 2000 e nos Mundiais de 1998 e 2002.

Craques da bola, 40

Francisco Chaveiro Reis
07
Mar20

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Nwankwo Kanu, hoje com 42 anos, é um dos jogadores que mais apreciei quando estava a crescer. Alto e aparentemente desengonçado, o nigeriano não aparentava ser uma máquina goleadora, cheia de técnica. Kanu deu nas vistas no Mundial de sub-17 no Japão, que a sua seleção venceu. Kanu, ao lado de Babayaro e Babangida, marcou 5 golos em 6 jogos (ainda assim ficou atrás do compatriota Wilson Oruma, com 6) e saltou para o Ajax. Em 1993-1994, estreou-se na equipa principal, marcando 2 golos em 6 aparições. Na época seguinte, jogou mais e esteve na equipa que venceu a Liga dos Campeões, com uma multidão de estrelas: Kluivert, Litmanen, irmãos De Boer, Blind, Van der Sar e muito mais.

 

Com três campeonatos holandês no palmarés, Kanu ganhou uma transferência para Itália. Antes de chegar a Milão, fez 6 jogos pela sua seleção, marcando 3 golos e sagrando-se campeão olímpico. No entanto, só jogaria pelo Inter um ano depois. Um problema no coração, obrigou a uma operação e a um período de convalescença. A experiência marcou o avançado que até criou a Kanu Heart Foundation, para apoiar crianças africanas. Com poucos jogos (18) e apenas 1 golo pelo Inter, Kanu mudou-se para o Arsenal, para começar de novo.

 

Resultou em pleno. Em Inglaterra, voltou a ser um goleador e a jogar com regularidade. Em cinco épocas e meia, marcou 44 golos em 198 partidas, tendo ajudado o clube a vencer dois campeonatos, três taças e três supertaças. Eram os tempos de Henry, Bergkamp, Ljungberg, Vieira ou Pires e ainda eram os de Seaman ou Adams. Em 2004, Kanu, frequentemente suplente, muda de vida e segue para o WBA. A equipa tem muito menos ambições, mas o avançado joga mais. Em duas épocas, marca 9 vezes em quase 60 jogos.

 

Segue-se o Portsmouth, onde fica até se retirar. De 2006 a 2011, joga pelos Pompey, marcando 28 vezes em 166 partidas. Em 2007-2008, ajuda a equipa a vencer a Taça de Inglaterra. Numa equipa que contava com Pedro Mendes, Lass Diarra, Sulley Muntari ou Sol Campbell, Kanu era a estrela e claro, o golo da vitória, foi dele.

Craques da bola, 39

Francisco Chaveiro Reis
29
Fev20

 

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A história de Matt Le Tissier confunde-se com a história recente do Southampton. Hoje, com 51 anos, o médio ofensivo esteve no clube de 1986 a 2002, fazendo 210 golos em 540 jogos. Escusado será dizer que é o melhor jogador da história dos Saints, mesmo não sendo o homem com mais golos ou com mais jogos.

Depois de uma época nos juniores do Southampton, Matt estreou-se pela equipa principal em 1986, num plantel que contava com os guarda-redes Peter Shilton (notável internacional inglês) e Tim Flowers (seria campeão no Blackburn Rovers). Nas primeiras três épocas marcaria 6, 1 e 9 golos. Seria à quarta, em 1989-1990, aos 21 anos que se começaria a distinguir como goleador, marcando 21 golos. Isto, quando já tinha a companhia de Alan Shearer. Nessa época, ajudou o clube a ficar em sétimo posto. No ano seguinte, repetiu a dose. Estranhamente, com tenra idade e 42 golos marcados em dois anos, não se transferiu para um clube com maiores ambições. Conhecido fumador e frequentador de pubs, Le Tissier também não terá feito tudo ao seu alcance para elevar a carreira a outro nível já que, talento era coisa que não lhe faltava.

No início dos anos 90, já na fase Premier League, faria ainda melhor. Em 1993-1994, marcou 25 golos, apesar dos Saints não terem conseguido melhor do que o 18.º posto. Em 1994-1995, a equipa subiu ao 10.º e Le Tissier conseguiu 24 golos. Ficaria no clube até 2002, convivendo com jogadores interessantes como Pahars, Beattie, Tessem ou Østenstad.

Pelo seu país, jogou apenas por 8 vezes, não marcando qualquer golo. Apesar das suas boas exibições, no auge da carreira, não foi chamado para o Euro 96. Marcaria apenas pelas camadas jovens inglesas.

Craques da bola, 38

Francisco Chaveiro Reis
15
Fev20

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Aos 43 anos, Álvaro Recoba, uruguaio nascido em Montevideu, é uma das grandes figuras do Inter dos anos 90 e 2000. Segundo avançado, ficou conhecido pelos seus livres mortais. De 1993 a 1997 só jogou no seu país. Primeiro pelo Danúbio, depois pelo Nacional. Nada ganhou, a não ser a transferência para a Europa.

Aos 22 anos aterrou em Milão para usar a camisola com o número 20. Pela frente tinha “monstros” como Zamorano, Branca, Ronaldo, Kanu, Djorkaeff ou Ganz. Ainda assim, fez 17 jogos, marcou 3 golos e fez parte do plantel que venceu a Taça UEFA (3-0 à Lázio com Recoba no banco). A época seguinte foi ainda mais difícil e acabou empresado ao Veneza. Lá, ao lado de Maniero, Bastos Tuta ou do futuro sportinguista De Franceschi, marcou 11 golos em 19 jogos e conquistou o Calcio.

No verão seguinte regressou para oito épocas seguidas no Inter, totalizando 260 jogos e 72 golos. Ainda foi a tempo de vencer dois campeonatos, duas taças e duas supertaças. Ficou famoso por golos de outro mundo e conviveu de perto com algumas das maiores estrelas interistas dos últimos anos: Peruzzi, Zanetti, Cannavaro, Véron, Simeone, Figo, Baggio ou Vieiri.

Aos 32 anos, ainda fez uma época no Torino (2 golos em 24 partidas) antes de se retirar do futebol europeu, em ano e meio no Panionos, sem grande brilho. Só se retiraria, no seu Uruguai, aos 39 anos. Como no início da carreira, passou por Danúbio e Nacional, onde venceu dois campeonatos.

Pela seleção, jogou 69 vezes e marcou 11 golos. Já não fez parte do plantel de 2010, que chegou às meias do Mundial mas ainda jogou o Campeonato do Mundo de 2002, marcando 1 golo.

Craques da bola, 37

Francisco Chaveiro Reis
10
Fev20

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Foi campeão pela Sampdória onde esteve uma vida, passou pela Lázio no início do seu período de ouro dos anos 90 e fez parte, sem sucesso, da imigração italiana para a Premier League. Aos 55 anos, Roberto Mancini é selecionador italiano.

Mancini, avançado, tem a sua carreira ligada, essencialmente, à Samp. Mas começou em Bolonha, não em Génova. Em 1981-1982, marcou 9 golos pelo Bolonha e não desceu à Séria B. Ficou na A e de 1982 a 1997, foi estrela da Sampdória, onde marcou 173 golos em 566 jogos, vencendo uma Taça das Taças, um campeonato, quatro taças italianas e uma supertaça.

Em 1990, fazendo uma dupla de sonho com Vialli e com Enrico Chiesa, como suplente, vence a Taça das Taças, por 2-0, ao Anderlecht. No seguinte, conquista o campeonato italiano ao lado de Vialli, Branca, Lombardo, Mykhaylychenko, Toninho Cerezo, Vierchowod ou Pagliuca. Só em 1997, se junta à Lázio.

Aos 33 anos, vê-se num plantel com Signori, Casiraghi, Boksic, Almeyda, Nedved, Jugovic ou Fuser. Assiste ao nascer de uma Lázio de grande sucesso e acaba por vencer uma Taça das Taças, Supertaça Europeia, um campeonato italiano, uma taça italiana e uma supertaça italiana. Em 2000, muda-se para Inglarerra, onde acaba a carreira. Sem conhecer o sucesso de Zola, Di Matteo ou Ravanelli, não marca golos e retira-se.

Começa de imediato a carreira de treinador e senta-se no banco de Fiorentina, Inter, City, Galatasary, Zenit, antes de se juntar à sua seleção.

Por Itália, esteve no Euro 88 e no Mundial 90. Somou 4 golos em 36 jogos.

Craques da bola, 36

Francisco Chaveiro Reis
06
Fev20

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Ruud Van Nistelrooy, fantástico ponta de lança holandês retirou-se aos 36 anos, deixando para trás um rasto de golos na Holanda, Inglaterra, Espanha e Alemanha. Aos 43 anos, só pode olhar com orgulho para os seus 384 golos em 658 partidas.

Rutgerus Johannes Martinus Van Nistelrooy começou a destacar-se, aos 17 anos, no modesto Den Bosch. Ficou lá de 1993 a 1997, marcando 20 golos (12 dos quais, na última época) em 71 jogos. Por lá andava Lucius, que faria carreira depois no PSV. Seguiu-se, aos 21 anos, o menos modesto Heerenveen, onde marcou 16 golos numa época e o salto para o PSV, batendo o recorde de então, entre duas equipas holandesas (mais de 6 milhões de euros, em 1998).

E o PSV não deu o seu dinheiro como mal empregue. Em 90 jogos, 76 golos e um considerável lucro, na saída. Em três épocas, dois campeonatos, ao lado de De Bilde, Nilis, Van Bommel ou Bruggink. Por lá, ainda se cruzou com Abel Xavier. No verão de 2000 já havia interesse efetivo do Manchester United, mas uma grave lesão adiou a mudança para a Premier League, por um ano.

Só em 2001 aterrou em Old Trafford, para deixar números de avançado de topo: 150 golos em 219 jogos. Nos tempos frutuosos de Arsenal e Chelsea, venceu “apenas” um campeonato, uma taça, uma taça da liga e uma supertaça, mas deu azo a grandes momentos de futebol ao lado de Ronaldo, Beckham ou Keane.

Não resistiu ao chamamento do Real Madrid e em 2006, chegou a La Liga. Em quatro épocas, apenas dois campeonatos e uma taça, mas a veio goleadora foi como sempre: 64 golos em 96 jogos. No pré-Cristiano, conviveu com Ronaldo, Raúl ou Herrera. Em fim de carreira, passou ano e meio a marcar 18 golos pelo Hamburgo antes de regressar a Espanha para terminar a carreira. No Málaga, de Manuel Pellegrini, marcou mais 5 golos, jogando com os portugueses Hélder Rosário, Eliseu e Duda.

Pela seleção, fez 35 golos em 70 jogos. Jogou os Euros 2004 e 2008 e o Mundial de 2006.

Craques da bola, 35

Francisco Chaveiro Reis
30
Dez19

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Hoje treinador do Bordéus, Paulo Sousa, de 49 anos, foi um dos melhores médios defensivos do futebol europeu dos anos 90, conquistado a Liga dos Campeões em dois anos consecutivos, por equipas diferentes.

Sousa, produto das escolas do Benfica, destacou-se como titular da equipa principal, fazendo mais de 100 jogos e ajudando o clube a vencer um campeonato e uma taça. Num “golpe” de Sousa Cintra, mudar-se-ia para o Sporting no chamado “verão quente de 1993” para jogar com Amaral, Porfírio, Figo ou Peixe. Seria titular, mas o Sporting só chegaria à final da Taça e ficaria em terceiro no campeonato. Curiosamente, marcou 2 golos nessa época, a sua melhor marca na carreira. Com 24 anos, foi vendido à Juventus.

No gigante italiano, encantou a Europa. Afirmou-se como titular e com Deschamps, fez um meio campo de aço. No primeiro ano, seria campeão, venceria a taça e ainda iria à final da Taça UEFA, perdendo para o Parma de Fernando Couto, em duas mãos. No segundo, ano, venceu a supertaça e sobretudo, a Liga dos Campeões. Na final, 4-2 nas grandes penalidades, contra o Ajax, para desempatar o 1-1. A equipa maravilha do Ajax, campeã em título, não conseguiu repetir a façanha.

Depois de dois anos aceitou mudar-se para o Dortmund e teve sucesso imediato. Titular e vencedora de nova Liga dos Campeões, contra a…Juventus. Venceria ainda uma supertaça e uma Taça Intercontinental. Assombrado por lesões, ainda jogaria por Inter, Parma, Panathinaikos e Espanhol, mas sem voltar a brilhar.

Por Portugal, fez 51 jogos, mas foi nas camadas jovens que foi mais feliz. Em 1989, na Arábia Saudita, tornou-se campeão do mundo de sub-20. Carlos Queiroz era o selecionador e Sousa, era suplente. Mas o título é também dele.