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Visão do Peão

Visão do Peão

O legado de Lewa

Oito anos no Bayern

Francisco Chaveiro Reis
19
Jul22

 

Robert Lewandowski é, oficialmente, jogador do Barcelona. Para trás, fica uma experiência de doze anos na Bundesliga, com destaque para oito no Bayern de Munique. Apesar de saída parecer ter sido mais amarga do que a relação merecia, a história do polaco na Baviera, está bordada a ouro.

Depois de 103 golos (não ficou longe do top 10 de melhores marcadores de sempre BVB) em 183 jogos pelo Borussia Dortmund, clube pelo qual venceu dois campeonatos, uma taça e uma supertaça, mudou-se para o grande rival, Bayern. E em Munique quebrou vários recordes: primeiro jogador que saiu do banco e marcou cinco golos num jogo; póquer mais rápido da história da Liga dos Campeões; primeiro jogador estrangeiro a marcar 30 golos em uma única edição da Bundesliga;  primeiro jogador a marcar em 11 jogos  consecutivos da liga alemã; estrangeiro com mais golos na história da Bundesliga; primeiro jogador a ser o melhor marcado da Liga dos Campeões, campeonato nacional e taça na mesma época e jogador com mais golos numa única edição da Bundesliga, superando o mito, Gerd Muller. Marcou 344 golos em 375 jogos tornando-se no segundo melhor marcador da história do clube. E os seus golos foram essenciais para que o Bayern chegasse a vários títulos nos últimos oito anos: mundial de clubes, liga dos campeões, supertaça europeia, oito campeonatos, três taças e cinco supertaças.

É legítimo que Lewandowski queira experimentar jogar noutra liga e viver noutro país e o Barcelona é sempre apetecível mesmo que troque um clube estável por um clube instável. É legítimo que o Bayern tenha querido manter um jogador que tinha contrato. Mas, Lewandowski fica para a história como um dos melhores jogadores que passaram pela Baviera.

Fim de ciclo

Trio de ouro

Francisco Chaveiro Reis
12
Abr22

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Está a chegar ao fim o ciclo de Lewandowski, Muller e Neuer no Bayern de Munique. O polaco, provavelmente o melhor jogador do mundo nos últimos dois anos acaba contrato daqui a um ano e estará a caminho do Barcelona, que vê nele uma alternativa realista a Haaland. Aos 33 anos, o avançado ainda vai a tempo de dar muito aos culés. Lewandowski deu nas vistas no Lech Poznan, tempo depois brilhado no Dortmund. Está no Bayern desde 2014, tendo ajudado a vencer 7 ligas (deve vencer a oitava, este ano); 3 Taças da Alemanha; 5 Supertaças; uma Liga dos Campeões; uma Supertaça da UEFA e um Mundial de Clubes. Mas, o 9 do Bayern tem-se destacado por ser exímio na sua arte: os golos. Para já, são 340. Lewandowski é o segundo melhor marcador de sempre do Bayern, atrás do Bombardeiro, Gerd Muller. Em dezembro, quebrou o recorde de golos de Muller num só ano civil.

Já Thomas Muller, 25 do Bayern, passou a carreira toda em Munique jogando como médio ofensivo, extremo ou avançado e é o segundo jogador da história do clube com mais jogos e o terceiro melhor marcador do Bayern. Em 2008-2009 saltou da equipa B para a A, fazendo 5 jogos e 1 golo numa época em que nada venceu. Nada que não se resolvesse rapidamente. Hoje, Muller conta com 10 Bundesligas; 6 Taças; 7 Supertaças; 2 Ligas dos Campeões; 2 Supertaças da UEFA e 2 Mundiais de Clubes. Ao contrário de Lewandowski, Muller beneficiou ainda de jogar numa seleção de topo e conquistou ainda um Mundial, pouco antes do polaco chegar a Munique. Desconhecem-se interessados em Muller que, aos 32 anos, poderá optar por fazer um último ano no Bayern antes de sair. Terá espaço em qualquer liga, sendo provável que opte pela Premier League por 2 ou 3 anos.

Por fim, Manuel Neuer. Brilhou na baliza do rival Shalke 04 antes de chegar a Munique em 2011, para se assumir como titular indiscutível e herdeiro natural de Oliver Kahn, hoje seu presidente. Venceu 9 Ligas; 5 Taças; 5 Supertaças; 2 Ligas dos Campeões; 2 Supertaças da UEFA e 2 Mundiais de Clubes. Neur tem muita concorrência, mas se não é o melhor guardião da história do clube é um dos melhores do clube, do futebol alemão e do futebol mundial.

Começa, pois, a conversa da sucessão, algo que o Bayern costuma preparar com antecedência. Para a baliza, está contratado Alexander Nubel, vindo do Shalke 04, que esteve uma época quase sem jogar no Bayern. Vai na segunda época de empréstimo ao Mónaco e deve regressar à Baviera já na próxima época, mesmo que Neuer fique mais um ano. Além disso, está no plantel, o jovem Christian Früchtl.

Para o lugar de Muller, enquanto médio ofensivo móvel, não faltam opções: Sané, Gnabry, Coman ou Musiala. É provável que chegue mais um homem quando sair Muller, mas o seu lugar está bem garantido.

Para o ataque parece não haver para já uma opção, o que espanta. Choupo-Moting é voluntarioso, mas tem a mesma idade de Lewandowski e há jovens interessantes como Grant Mamedova, Gabriel Vidovic, Armindo Sieb, Lucas Copado ou Malik Tillman mas o Bayern irá ao mercado e terá que fazer uma grande operação. Poucos são os homens capazes de substituir Lewandowski e até não será de espantar que cheguem dois homens ao ataque do Bayern, já que o polaco tem sido, praticamente, o único homem do ataque. Haaland deve mudar-se para Inglaterra e vejo poucas opções de qualidade para Munique: Lukaku (Chelsea), Lautaro (Inter) ou Kane (Tottenham). Werner (Chelsea), Richarlison (Everton) ou Haller (Ajax) são outros nomes interessantes. A meu ver, Vlahovic, resgatado pela Juventus à Fiorentina em janeiro, teria sido o nome perfeito. Veremos.

Para a história, fica um trio de luxo, marcado a ouro na história do Bayern.

Bayern vence a sexta

Francisco Chaveiro Reis
24
Ago20

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O Bayern venceu a Liga dos Campeões, após ter batido o PSG, no Estádio da Luz, por 0-1. Kingsley Coman, extremo francês das escolas do PSG, acabaria por ser o “carrasco” da equipa que o formou, somando mais um título para o seu fabuloso currículo: aso 24 anos, tem 20 títulos, com destaque para 9 campeonatos seguidos por PSG, Juventus e Bayern.

O Bayern, comandado pelos pulmões Goretzka e Thiago, dominou a partida, ante de um um PSG medroso, com Neymar e Mbappé a nunca serem capazes de desiqulibrar. Coman faria o 0-1, de cabeça, aos 59 minutos, após bola picada por Kimmich. Sem experiência em finais, o PSG quebrou e não mais voltou a estar em jogo, algo para que o seu treinador, Tuchel, muito contribuiu. A perder, o alemão não lançou o velocista Sarabia, nem o goleador Icardi, optando por opções como Choupo-Motig. Quanto a Neymar, contratado por mais de 200 milhões, para momentos como este, falhou, perdendo-se em fintas sem sentido e em quezílias. O PSG contratou um craque, não o líder que precisava. Nota para o brilhante trabalho de Hansi Flick. 

A bayernização do futebol português

JFD
15
Ago20

Este post, que andava para ser redigido há uns dias, ganha significado com a derrota humilhante do Barcelona aos pés do Bayern. Quem conhece o futebol há umas décadas tem presente a expressão: o futebol são 11 contra 11 e no final ganha a Alemanha. No campeonato alemão a fórmula aplica-se na perfeição, 11 contra 11 e no final ganha o Bayern. Época após época, o que resta saber é, sempre, quem ficará em segundo lugar e quem será despromovido. Uma coisa é sempre certa - o Bayern é o campeão. 

Ora, no estado atual do futebol português, com um Sporting decadente e cada vez mais claro que não sairá tão cedo da situação em que se encontra, e um Porto financeiramente intervencionado, embora ainda forte, nota-se que entraremos numa fase de bayernização, com um Benfica financeiramente poderoso e dominador do campeonato. Atualmente, ninguém consegue ir ao mercado como o Benfica. Enquanto o Porto e o Sporting terão de saber ir ao mercado low cost, interno e internacional, o Benfica prepara-se para deixar a sua marca de domínio absoluto. Depois de Everton e Vertonghen, a confirma-se a contratação de Cavani o Benfica poderá, com propriedade, encomendar as faixas, para as próximas 2 épocas, pelo menos. Quando um clube português consegue contratar Cavani -- e mesmo que este não venha, outros nomes virão -- abriu o fosso desportivo. Recorde-se que o Desportivo das Aves precisou de um autocarro emprestado para disputar o fim da prova. 

Kahn é o sucessor de Rummenigge

Francisco Chaveiro Reis
02
Jan20

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Aos 50 anos, Oliver Kahn, foi nomeado sucessor de Karl-Heinz Rummenigge. O antigo guarda-redes integra a estrutura desde já, de modo a assumir-se como presidente do Bayern, em janeiro de 2022. Kahn, conhecido pela sua extrema exigência para com os companheiros, representou o clube bávaro entre 1994 e 2008, vencendo uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Taça Intercontinental, oito campeonatos da Alemanha, seis taças da Alemanha e seis Supertaças. Já Rummenigge, de 64, avançado nos tempos de jogador, esteve em Munique entre 1974 e 1984, vencendo duas Ligas dos Campeões, uma Taça Intercontinental, dois campeonatos e duas taças.  Vice-presidente entre 1991 e 2002, foi nomeado presidente do clube em 2002 e até ao momento, guiou o Bayern a vencer 12 campeonatos, 9 taças, 5 supertaças, duas DFL-Ligapokal, uma Liga dos Campeões e uma Supertaça Europeia.

Coutinho na Baviera

Francisco Chaveiro Reis
19
Ago19

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Se 8,5 milhões são números de respeito para as grandes equipas portuguesas, para o gigante bávaro Bayern de Munique, esse é apenas o valor a pagar para garantir o empréstimo de Philippe Coutinho. A precisar de estrelas para convencer internamente (o Dortmund está à espreita com reforços de peso) e conseguir ter argumentos europeus (o goleador Lewandowski já tinha pedido reforços de peso), o Bayern pós Ribery e Robben, tentou Sané mas falhou. Chega Coutinho que falhando em Barcelona, tem tudo para se tornar num dos melhores jogadores da Bundesliga. O novo camisola 10 é, aos 27 anos um jogador maduro, capaz de construir o jogo e de marcar muitos golos. Será, com certeza, o novo municionador de Lewandowski. Não é de estranhar que chegue mais um jogador de grande cartel ao Bayern. Para já, o anúncio de Coutinho foi precedido pelo de Cuisance. O médio centro de 20 anos, formou-se nas escolas do Nancy antes de rumar ao Borussia M´gladbach onde fez duas boas épocas. Pavard (Estugarda), Lucas (Atlético) e Perisic (Inter) são as outras caras novas.

 

Voltemos a Coutinho. Menino prodígio do futebol brasileiro, deu nas vistas pelo Vasco da Gama, ainda adolescente. Aos 19 anos veio para a Europa, jogando 20 partidas pelo Inter de Milão. Ao lado tinha os compatriotas Júlio César, Maicon, Lúcio ou Mancini. Jogou menos no segundo ano e acabou emprestado ao Espanhol. Depois de mais meia época em Milão, juntou-se ao Liverpool, tinha já 21 anos. Gerrard, Lucas Leiva ou Suarez eram seus companheiros. Em 2013-2014, fez grande época e por pouco o Liverpool não conseguiu voltar a ser campeão. Ele, Sterling e Suarez eram as estrelas da companhia. Pelo Liverpool fez um total de 201 jogos e marcou 54 golos. Em janeiro de 2018, o Barcelona gastou mais de 145 milhões no seu passe. Não foi uma boa jogada para nenhuma das partes. Coutinho, vencedor da Copa América 2019, parte em busca de mais títulos.

Xabi Alonso também diz adeus aos relvados

Francisco Chaveiro Reis
22
Mai17

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Tal como Lahm, também Xabi Alonso deixou os relvados, jogando pelo Bayern de Munique e festejando mais um título de campeão. 

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Alonso começou a dar nas vistas na Real Sociedad onde se impôs em 2000, após empréstimo de um ano ao Eibar. Jogou cinco anos no Anoeta com De Paula, Aranzabal, Lopez Rekarte, Niaht, Kovacevic ou Gabilondo. A sua classe no centro do meio campo chamou à atenção de Rafa Benitez que o levou para o Liverpool em 2004. 

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Por lá jogou cinco anos e venceu a Liga dos Campeões, logo no ano de estreia, ao lado de craques como Baros, Morientes, Gerrard, Kewell, Henchoz ou Dudek. Apesar de não conseguir ser campeão em Inglaterra,  tornou-se escolha na sua seleção e venceu ainda uma supertaça europeia, uma taça inglesa e foi ainda vice-campeao do mundo de clubes.

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Sem surpresa, subiu um patamar e mudou-se para o Real Madrid em 2009. Ficou mais um ciclo de cinco anos e encheu-se de títulos: mais uma Liga dos Campeões, um campeonato e duas taças são apenas os mais importantes.

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Fechou a carreira no Bayern, seduzido por Guardiola. Chegou a Munique já com 33 anos e passou lá três épocas de glória com a conquista de outros tantos campeonatos.

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Pela sua seleção esteve no ciclo de ouro e foi campeão mundial em 2010 e europeu em 2008 e 2012. Acaba a carreira com 815 jogos, 60 golos e 20 títulos. 

Lahm diz adeus aos relvados

Francisco Chaveiro Reis
22
Mai17

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É mais um "monstro" que se reforma este ano, depois de Totti, Kujt ou Maxwell. Phillip Lahm, com uma carreira quase totalmente dedicada ao Bayern de Munique, despediu-se com a conquista de mais um campeonato. Baixinho (170 cm) e leve (64 quilos), Lahm deu nas vistas como defesa lateral jogando com eficácia nas duas alas.

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Fez um jogo pelo Bayern, onde se formou, antes de rumar a Estugarda para um empréstimo de duas épocas. Nesses dois anos Lahm cresceu e fez mais de 70 partidas regressando em 2005 para se assumir como titular absoluto de um dos gigantes do futebol europeu até hoje.

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Em Munique continuou a ser lateral até à chegada de Guardiola que viu nele um médio centro de qualidade. Acertou em cheio. O camisola 21 dos bávaros venceu uma Liga dos Campeões e 8 Bundesligas, entre vários títulos e jogou ao lado de craques como Kahn, Boateng, Schweinsteiger, Ribery, Robben, Lewandowski, Scholl, Zé Roberto, Élber, Ballack, Lizarazu ou Toni. 

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Pela sua seleção, fez 113 jogos, marcando 5 golos, incluindo este golão. Foi campeão do Mundo em 2014, como capitão da Alemanha.