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Visão do Peão

Lichsteiner é o primeiro reforço do Arsenal de Unai Emery

por Francisco Chaveiro Reis, em 06.06.18

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Gelson MartinsMarouane FellainiJeremy Mathieu e Sokratis Papastathopoulos podem ser os próximos. 

Emery é o sucessor de Wenger

por Francisco Chaveiro Reis, em 23.05.18

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Está desfeito o mistério. Depois de vários treinadores - incluíndo portugueses - terem sido apontados à sucessão de Arsene Wenger, foi hoje anunciado o espanhol Unai Emery como timoneiro dos Gunners. Emery, espanhol de 46 anos, transita do PSG mas é sobretudo conhecido por ter vencido três Ligas Europa pelo Sevilha. Apesar do título francês, a que se juntam duas taças, duas taças da liga e duas supertaças em apenas dois anos, a saída de Unai era inevitável. Com uma equipa de luxo, o espanhol não conseguiu vencer o campeonato no primeiro ano nem ter sucesso na Liga dos Campeões. Na segunda época, já com Mbappé e Neymar voltou a faltar o sucesso internacional. Emery foi um jogado mediano que passou pela Real Sociedad, Toledo, Ferrol, Leganés e Lorca tendo comaçado a treinar justamente no Lorca. Detacou-se no Almería e passou para o Valência. Após uma passagem pelo Spartak de Moscovo regressou a Espanha onde conseguiu a proeza de vencer três Ligas Europa de seguida, entre 2014 e 2016, chamando a atenção do novo gigante PSG. Só o tempo dirá se Unai é o homem certo para o Arsenal. 

Wenger deixa o Arsenal neste verão

por Francisco Chaveiro Reis, em 20.04.18

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Chegou o momento pelo qual os adeptos do Arsenal tanto esperavam. Arsene Wenger parece ter-se rendido às evidências e abandona, no fim do ano, o banco do Arsenal. Deixa 22 anos de uma história que foi muito bonita entre 1996 e 2005 mas que deixou de o ser com a entrada em campo dos milionários no Chelsea ou City. 

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Wenger, economista de formação, foi um defesa sem grande expressão que passou pelo Estrasburgo, clube da sua terra Natal. Iniciou a sua carreira há 34 anos no banco do Nancy, sem grande sucesso, após conseguir o diploma de treinador. Teve uma oportunidade no Mónaco e foi campeão à primeira tentativa, ficando sete épocas no Principado, vencendo mais uma Taça. Por lá, orientou estrelas como Hateley, Weah, Hoddle, Battiston, Klinsmann ou Scifo. Seguiu-se um período no Japão onde venceu uma Taça do Imperador e uma Supertaça pelos Nagoya Grampus.

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Em 1996 aterrou no Highbury, para comandar o Arsenal, uma das maiores equipas da recente Premier League. Demorou dois anos a mostrar os frutos do seu trabalho mas quando mostrou, ofereceu aos fãs uma dobradinha: campeonato e taça. Repetiria em 2002 e em 2004, mais uma vez campeão, levou o Arsenal a uma época sem derrotas, algo que apenas o Preston North End alcançara e 115 anos antes. Quebrou ainda o record do Nottingham Forest de 42 jogos de Campeonato sem derrotas e levou o Arsenal à final da Liga dos Campeões, pela primeira vez na sua história. Depois do sicesso e bom futebol, Wenger liderou o Arsenal ao longo de nove anos sem trofeus. A coqnuista da FA Cup em 2014, 2015 e 2017 acalmou os adeptos mas tornou-se muito claro que Wenger já não conseguia competir numa liga com os multimilionários Chelsea e City que se juntaram ao United, principal rival durante anos a fio. E Liverpool e Tottenham estão sempre à espreita.

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Wenger teve um papel fundamental ao descobrir ou dar oportunidades a jovens talentos, em especial, os franceses. Henry, contratado à Juventus após seis meses sem sucesso; Pires, contratado ao Marselha; Vieira, que havia falhado em Milão ou Petit, que Wenger conhecia do Mónaco, tornaram-se dos melhores jogadores da história do Arsenal sendo que o avançado é o seu melhor marcador de sempre. Bergkamp, que já levava um ano em Londres quando Wenger chegou, viveu com o francês os seus melhores anos de sempre. Mas Wenger, mesmo tendo “descoberto” outros mercados, fez do equilíbrio com homens da casa, a sua força. Seaman, Keown, Adams, Dixon, Platt ou Parlour, Wright ou Winterburn foram jogadores centrais nos anos Wenger. Esta lista não ficaria completa sem lembrar Kanu, Overmars, Ljungberg ou Wiltord.

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A vida correu muito bem a Wenger até cerca de 2005. Três fatores foram decisivos para o seu declínio. O primeiro foi o investimento do Chelsea que levaria à chegada triunfante de Mourinho e à mudança de paradigma. A luta passou a ser a 3. Mais tarde, passou a ser a 4, com o City a ser também um novo-rico. O Arsenal passou a ser o quarto clube…ou pior. O segundo fator foi a construção do novo estádio. O Emirates é um estádio impressionante e condizente com a melhor liga do mundo mas foi caríssimo e durante alguns anos, houve muito menos dinheiro para a equipa. Justamente nos anos em que Chelsea e City cresciam. O City “desviou” vários craques do Arsenal como Sagna, Nasri ou Adebayor. O terceiro ponto e o mais criticável será a política de contratações de Wenger. Wenger parece ter ficado preso aos anos 90 quando o orçamento era mais curto e era “obrigado” a descobrir talento a baixo custo, algo que conseguiu, como se sabe. Wenger nunca quis competir com os rivais com as mesmas armas e clube sofreu com isso. É inevitável que o seu sucessor invista mais e traga uma ou duas “trutas” para o clube e acabe a ser visto como gastador mas esse é o novo paradigma da Premier League.

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Wenger é o treinador com mais anos ao longo da história do Arsenal e apesar de 9 anos negros e de mais 2 ou 3 tremidos, será recordado como uma das grandes figuras da história de um clube a quem deu 17 títulos e para o qual contratou alguns dos melhores jogadores da sua história. Os seus métodos não mudaram apenas o Arsenal mas toda a Premier League mesmo que não se lhe tenha sido feita justiça na última década.

 

Arsenal, Wenger e Mbappé

por João Ferreira Dias, em 02.06.17

Os casamentos cristãos têm por jura "no melhor e no pior", enfatizando a noção de compromisso. É assim que está assente a relação entre Arsenal e Arséne Wenger. Este que começou por ser um casamento feliz, revolucionando o futebol, foi-se tornando, passo a passo, num desnorte do técnico francês, que foi gastando dinheiro à toa, insistindo em fazer do clube operário londrino um quarteirão francês, com aquisições sem coerência. Uma vez que o casamento não é feliz, e os filhos (adeptos) não estão contentes, cabe à parte prejudicada acabar com a relação. A eventual contratação de Mbappé por 100M€ não é um negócio de excelência, é apenas a continuação de um modelo de aquisição exclusivamente francês, o que me leva a pensar que Wenger que tem uma comissão pessoal. 

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por Francisco Chaveiro Reis, em 31.05.17

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Ainda não foi desta. Apesar do descontentamento da maioria dos adeptos, Arsene Wenger irá continuar ao leme do Arsenal. A época acabou bem para os Gunners, graças à vitória da FA Cup diante do campeão Chelsea.

O francês, chegado em 1996, revolucionou a Premier League, “abriu” o mercado francês e colocou o Arsenal a jogar um futebol de sonho e a vencer títulos. O aparecimento do Chelsea de Abramovich e de Mourinho colocou o Arsenal em segundo plano e a construção do novo estádio obrigou a anos de poupanças nos quais titulares do Arsenal foram saindo. O dinheiro voltou mas Wenger acabou por contratar jogadores de fraca qualidade como Xhaka ou Mustafi que não justificaram os avultados investimentos. As estrelas atuais, Ozil e Alexis, parecem decididas a mudar de ares, no primeiro ano da era Wenger em que o Arsenal não jogará a Champions.

Para o ano, mais do mesmo. Wenger a comprar mal e o Arsenal a enfrentar grandes diculdades. Assim será até à mudança de treinador, suspeito.

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