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Visão do Peão

Visão do Peão

Simeone

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
28
Dez22

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Treinador do Atlético de Madrid desde 2011, Diego Simeone teve também uma impressionante carreira como médio defensivo, cheio de garra. Tudo começou no Velez Sarsfield em 1988 fazendo 76 jogos e marcando 14 golos. A porta de entrada da Europa foi o Pisa e aquele que era o melhor campeonato do mundo de então. Aos 21 anos, conquistou a titularidade ao lado de Chamot, Neri ou Padovano. Fez ainda uma segunda época, mas subiu uns degraus depois, mudando-se para o Sevilha. Na liga espanhola, mais duas épocas. Na primeira, apanhou Maradona, Suker e Unzué. Na segunda manteve-se como figura central e fez 11 golos, a segunda melhor marca da sua carreira.

Em 1994 foi contratado pelo Atlético, o clube da sua vida, a que regressaria como jogador e depois como treinador. Em três épocas, fez 99 jogos e marcou por 25 vezes. Kiko, Caminero, Pantic, Aguilera,  Geli, Santi ou Molina foram seus companheiros e foi com eles que marcou 12 golos e ajudou o Atléti a ser campeão espanhol em 1996. Nesse mesmo ano, venceu a Taça do Rei, num 1-0 ao Barcelona.

Em 1997 regressou a Itália para duas épocas no Inter. Em Milão, jogava atrás de homens como Ronaldo, Recoba ou Zamorano. Foi vice-campeão e venceu a Taça UEFA, numa final com um 3-0 à Lázio. A época seguinte não foi tão boa, coletivamente e Simeone aceitou o convite para se juntar à Lázio, a nova potência europeia. Em 1999, juntamente com Salas, Boksic, Mancini, Ravanelli, Stankovic, Nedved, Almeyda e muitos outros, venceu liga, taça e Supertaça Europeia. Na segunda época, a supertaça italiana e nas outras duas, zero títulos, numa Lázio já com uma equipa bem mais modesta. Regressaria a Madrid para mais época e meia, privando com Fernando Torres, mas nada vencendo. Terminou a carreia no Racing, onde se iniciou logo de seguida como treinador.

Pela Argentina, 11 golos em 106 partidas. Em 1991, fez 6 jogos e 2 golos na conquista da Copa América, ao lado de Caniggia, Batistuta ou Ruggeri, campeão do mundo em 1986; em 1993, com Acosta, Redondo e Mancuso voltou a vencer a prova, fazendo 5 jogos e marcando 1 golo. Entre essas duas conquistas, venceu uma Taça das Confederações. Foi Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de 1996 e esteve ainda nos Mundiais de 1994, 1998 e 2002 e nas Copas América de 1995 e 1999.