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Visão do Peão

San Siro vai abaixo

24.06.19, Francisco Chaveiro Reis

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O icónico estádio San Siro (Giuseppe Meazza para os interistas) tem os dias contados. O recinto, inaugurado em 1926 e sede de jogos de dois mundiais e de quatro finais de Liga dos Campeões, vai ser demolido. Ali perto, vai nascer um novo e moderno estádio, nova casa dos gigantes de Milão. Dos clubes de topo em Itália, apenas a Juventus, tem um estádio de acordo com as exigências do futebol atual. Sempre defendi que uma das razões para a queda do futebol italiano estava nas suas infraestruturas datadas. Os espetadores, jogadores e todos os intervenientes do jogo, valorizam estádios modernos, muito mais quando estamos a falar de dois clubes – Milan e Inter – referências do futebol mundial.

Mas claro que San Siro deixará saudades. É um dos estádios mais reconhecíveis do mundo e foi nela que jogaram fabulosas equipas do Milan e do Inter, sem contar com adversários de todo o mundo. San Siro, com capacidade para 80 mil pessoas, é propriedade da Camara Municipal de Milão (comprou-o ao Milan, nos anos 30) e nos seus tempos áureos chegou a albergar 120 mil pessoas. No seu relvado, exibiram-se lendas como Cesare e Paolo Maldini, Baresi, Costacurta, Ancelotti, Gullit, Rijkaard, Liedholm, Nordhal, Gren ou Rivera pelo Milan ou Meazza, Zenga, Bergomi, Facchetti, Mazzola, Luis Suarez, Zanetti ou Milito. Outros (como o próprio Meazza, apesar de ter muitos mais jogos pelo Inter), como Ronaldo, Seedorf, Panucci, Pirlo, Baggio ou Vieri vestiram as duas camisolas.

Tal como o Olímpico de Munique ou o “velho” Wembley, o San Siro ficará para sempre na memória dos adeptos de futebol.

 

 

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