Patrício deixa as balizas
Aos 37 anos
Aos 37 anos, Rui Patrício, peça-chave da conquista lusa do Euro 2016, terminou a carreira. Patrício, que não joga desde o Mundial de Clubes deste verão, passou a maior parte da carreira no Sporting, onde se formou.
Natural de Marrazes, Leiria, Rui, estreou-se aos 19 anos pelo Sporting, fazendo uma partida em 2006-2007. Aos 20 anos, assumiu-se como titular e substituto de Ricardo, sobretudo quando Stojkovic não mostrou segurança. Não foi convocado para a vitória na Supertaça, mas no fim da época, no Jamor, fez o seu 36.º jogo e ajudou a vencer a Taça, num 0-2 ao FCP, com um bis de Tiuí. Ficou na baliza leonina até 2018, sendo uma figura controversa, o que parece contrastar com o seu feitio sereno. Nos primeiros anos, a juventude fez com que cometesse alguns erros, que as bancadas não perdoavam. Não eram anos fáceis para se apoiar o Sporting e muito menos para se jogar de leão ao peito. Saiu depois do ataque à Academia, algo que foi criticado por muitos adeptos, mesmo que nesse caso, tenha sido logo acordado um valor de cerca de 11 milhões pelo seu passe, já depois da rescisão. Ainda assim, um valor abaixo do esperado e um clube bem menos ambicioso do que Patrício merecia.
Mas o seu legado não é fácil de apagar. Somou 467 jogos e venceu 7 troféus, 3 Taças, 1 Taça da Liga e 3 Supertaças. É o guarda-redes com mais jogos pelo Sporting e o segundo jogador da história que mais jogos fez pelo clube. Patrício é uma lenda do Sporting.
Passou três épocas como titular na Premier League, não ganhando nada, mas deixando a sua marca. Uma transferência para um clube maior não teria surpreendido (como quando Van der Sar passou pelo Fulham antes e saltar para o United), mas não aconteceu.
Foi jogar para José Mourinho, na Roma, onde fez mais de 120 jogos. Venceu a Liga Conferência e foi à final da Liga Europa. Na fase de declínio, foi suplente da Atalanta (3 jogos) antes de representar o Al-Ain no Mundial de Clubes, atuando em 2 partidas.
Jogou 108 vezes por Portugal, vencendo o Euro 2016 e a Liga das Nações de 2019. Está na luta pelo título de melhor guarda-redes português de sempre. Fez parte do 11 do Euro 2016 e nesse ano foi considerado o 12.º melhor jogador do mundo.