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Visão do Peão

Obrigado, Mané

22.07.19, Francisco Chaveiro Reis

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Não conheço Carlos Mané mas sempre tive dele a melhor das impressões. As palavras carinhosas que hoje Bruno Fernandes lhe dedica, dizem-me que a minha impressão estará perto de ser verdadeira. Mané ainda não se destacou na fase sénior da sua carreira (de forma continuada) e aos 25 anos, desvinculou-se do seu clube de sempre para se juntar ao Rio Ave. Em Vila o Conde, sob a batuta de Carlos Carvalhal, não tenho dúvidas que terá sucesso e poderá renascer. Tem, pelo menos, dez anos pela frente, assim a sorte e as lesões o ajudem.

Enquanto jovem, a sua história como leão foi de sucesso. Chegou para os sub-9 e por lá ficou, passando por todos os escalões até à equipa A, passando pela B. Em 2013/2014, estreou-se na equipa principal. Fez 21 jogos e marcou 4 golos. Eram os tempos de Leonardo Jardim e de reconstrução. No ano seguinte, já com Marco Silva, continuou a ser aposta, participando em 41 jogos, deixando 9 golos no registo. Em 2015/2016, com Jesus, Mané fez 21 jogos e marcou 1 golo.

Sem convencer Jesus, acabou emprestado ao Estugarda. Viveu bons tempos (20 jogos e 6 golos) e ajudou a equipa a subir. Mas começou um calvário de lesões. Passou 2017/2018 sem jogar e naturalmente, os alemães não avançaram para a sua compra (chegou a falar-se em 15 milhões). No ano passado, ainda apareceu, tímido na equipa principal (7 jogos) mas acabou emprestado. O Union Berlim, desejoso de ver o avançado que brilhara em Estugarda, conseguiu o empréstimo, mas Mané só fez 8 jigos e não deixou saudades.

Esta época ainda foi falado para o AEK mas mantem-se em Portugal. Pode ser segundo avançado (penso que é a melhor opção para si) ou extremo. Pode ser uma das estrelas da liga, este ano. Já não chegará a um Manchester United mas vai bastante a tempo de fazer uma boa carreira, quem sabe numa liga periférica como a grega, cipriota ou escocesa, por exemplo. Que tenha sorte.