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Visão do Peão

O novo Milan de Rangnick

08.07.20, Francisco Chaveiro Reis

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Vem aí um novo Milan, com Ralf Rangnick no comando. No início seria diretor desportivo mas agora ganha força a ideia de que se sentará também no banco, sendo ele a centralizar o futebol do gigante adormecido. Afastada parece estar a ideia de que chegarão estrelas já feitas e pelo passado do alemão, até se chegou a sonhar com Timo Werner, goleador da Bundesliga que deverá chegar ao Chelsea nas próximas semanas.

O caminho que se segue deve ser semelhante ao que Rangnick fez ao longo da carreira: descobrir e potenciar talento. Nesse sentido, os nomes apontados a Milão são isso mesmo, jovens talentos. O central Ajer (Celtic), o médio Tonali, visto como o "novo Pirlo" (Brescia) e o avançado Vlahovic (Fiorentina). Com a pandemia, o Milan terá ainda menos poderio financeiro (mas ainda assim falamos de um orçamento de cerca de 75 milhões) e deverá pontenciar quem já tem e contratar escrupulosamente. A juntar a estes nomes, não é de estranhar que outros jovens talentos, sobretudo de ligas menos competitivas, sejam parte da lista, como Boadu e Stengs (AZ), Doku (Anderlecht) ou Coman (Steua). 

Rangnick não parte do zero. Pelo que se tem visto, há uma espinha dorsal: Donnarumma, Romagnoli, Theo, Bennacer, Kessie, Hakan ou Samu, dão garantias e são jovens, ainda que experientes. Outros, como Paquetá, Saelemaekers ou Leão podem ser boas segundas opções, sem esquecer os jovens italianos a despontar como Maldini, Sala, Brescianini ou Capone. Com o scouting certo, o Milan pode voltar a lutar pelo título, como se vê pelos casos de sucesso da Lázio ou da Atalanta, vizinha do Milan.