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Visão do Peão

Visão do Peão

O mercado, lá fora

De Vlahovic a Abdu Conté

Francisco Chaveiro Reis
01
Fev22

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Haaland ou Mbappé não mudaram de sítio, para já, mas o mercado internacional foi interessante. Vejamos. Em Espanha, reforçou-se o Barcelona, que bem precisava de caras novas, mesmo que tenha apostado em regressos, como os de Daniel Alves ou Adama Traoré. Para o ataque, chegaram Aubameyang, à última hora e logo no início da janela, Ferrán Torres, por 55 milhões, naquela que foi a segunda maior transferência da janela. O Real Madrid já terá garantido Mbappé (e outros) para o verão e não se mexeu neste mercado. O Atlético Madrid garantiu Reinildo, moçambicano que estava no Lille e Wass, dinamarquês, ex-Valência. A sevilha chegou Martial, numa das movimentações mais surpreendentes e ainda Corona. A San Sebastian, chegou Rafinha, vindo do PSG e ao Villarreal, chegou Lo Celso.

Em França, o PSG não mexeu e o destaque vai para Lyon que gastou 15 milhões em Faivre (Brest) e fez regressar Ndombele (Tottenham). O Marselha recuperou Bakambu, que estava na liga chinesa e já esteve a um passo do Barcelona. O defesa lateral direito Falaye Sacko trocou o Vitória pelo Saint Étienne e Abdu Conté trocou o Moreirense pelo Troyes. Guilavogui, várias vezes associado ao meio campo do Benfica, trocou o Wolfsburgo pelo Bordeus.

Em Itália, a Juventus foi buscar Vlahovic à Fiorentina, na transferência mais cara do defeso, por cerca de 80 milhões. Por um décimo, chegou Zakaria, médio defensivo, vindo do Borussia Mochengladbach. De bolsos cheios, a Fiorentina garantiu Arthur Cabral (Basileia). Piatek (Hertha) e Ikoné (Lille) já tinham chegado. O Inter passou a contar com Caicedo (Lázio) e Goosens (Atalanta). Nani chegou ao Veneza após passagem de sucesso pela MLS e o Milan contratou a promessa goleadora sérvia, Lazetic, ao Estrela Vermelha.

Na Bundesliga, destaca-se a chegada de dois goleadores. Azmoun e Wind. O iraniano deixou finalmente a liga russa para se juntar ao Leverkusen, possivelmente com os alemães a pensarem já na saída de Schick. Wind mudou-se de Copenhaga para Wolfsburgo para render Weghorst. Ricardo Pepi, promissor americano de 18 anos, juntou-se ao Augsburgo e o também jovem americano Bello, juntou-se ao Arminia.

Mas, claro, as grandes movimentações aconteceram na Premier League. Desde logo a excelente notícia do regresso de Eriksen ao futebol, para se juntar ao Bretnford. O Aston Villa teve em grande destaque com as incorporações de Olssen (Roma), Chambers (Arsenal), Digne (Everton) e Coutinho (Barcelona). O Burnely, tradicionalmente pouco comprador, abriu os cordões à bolsa para garantir Weghorst (Wolfsburgo). O Everton apresentou novo treinador – Frank Lampard – e reforços muito interessantes: Alli (Tottenham), Van der Beek (United) e El Ghazi (Aston Villa). Luis Diaz foi a contratação mais extravagante da janela. O extremo chega ao Liverpool. O City garantiu o prodígio argentino Julian Alvarez (River Plate), que só chegará no verão. United e Chelsea nada fizeram numa janela onde o Tottenham se destacou com as chegadas de Kulosevski e Bentacur (Juventus) e, sobretudo, o Newcastle. A Saint James Park chegou novo dono e mais dinheiro para investimento, ainda que não tenham chegado as estrelas mundiais com as quais se fantasiou. Targett (Aston Villa), Burn (Brighton) e Trippier (Atlético) reforçam a defesa; Bruno Guimarães (Lyon), o meio campo e Wood (Burnley), o ataque, num investimento total de 102 milhões.