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Visão do Peão

O mercado do Sporting

09.01.19, Francisco Chaveiro Reis

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O plantel do Sporting parece ser curto em opções de qualidade, algo que a janela de transferências de janeiro poderia resolver. Keizer ofereceu semanas de bom futebol e muitos golos mas as fragilidades defensivas desde logo reveladas têm-se vindo a acentuar à medida que o ataque vai sendo anulado. A 8 pontos do primeiro lugar e com uma receção ao detentor desse mesmo posto, esta semana, o título pode ficar a 11 pontos de distância, algo quase impossível de ultrapassar. Mas o Sporting quer fazer boa figura na Liga Europa e não desdenharia vencer a Taça de Portugal e a Taça da Liga.  Mesmo que o título seja cada vez mais uma miragem (se bem que ainda falta muito campeonato), a necessidade de aumentar a qualidade é óbvia. Mas em mais uma fase de reconstrução, o Sporting não tem o que mais precisa para ir de forma eficaz ao mercado: dinheiro.

Para já, chegaram Francisco Geraldes, vindo de um empréstimo ao Frankfurt onde nem somou um minuto e Luiz Phellype, com currículo e golos em equipas portuguesas de segunda linha. São falados Tiago Ilori (central das escolas do Sporting que passou por Liverpool, Bordeús ou Granada antes de chegar ao Reading), Idrissa Doumbia (médio de 20 anos que atua na liga russa) e Rafael Camacho (extremo das escolas do Sporting que viria emprestado pelo Liverpool). Borja (defesa esquerdo do Toluca) é falado para render Acuña, caso o argentino seja vendido. Nenhum destes nomes entusiasma verdadeiramente.  São o possível com o orçamento disponível mas não parecem ser o que o Sporting necessita para combater os seus rivais. Um defesa central de qualidade (Ilori pode sê-lo), dois laterais, um médio defensivo, um extremo e um ponta de lança eram muito bem-vindos já. Nomes que pudessem dar luta aos titulares. Mas já se sabe que o orçamento é apertado e que não se arranjam Cesáres Prates, Andrés Cruz ou Mbo Mpenzas do pé para a mão.

A luz ao fundo do túnel será a venda de Acuña por uma verba não inferior a 20 milhões, a possibilidade de recebermos alguma verba do Atlético por Gelson, não inferior a 20 milhões e o alívio salarial e possíveis encaixes que as saídas de excedentários como Lumor, Misic, Mané, Castaignos e mesmo Montero, podem permitir.

Em maio, ninguém imaginava que o Sporting pudesse ter um plantel tão competitivo mas é natural e legítimo querer sempre mais. É preciso perceber o momento mas o adepto comum quer é vitórias.