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Visão do Peão

Visão do Peão

O fim do Chievo

Histórica desaparece

Francisco Chaveiro Reis
23
Ago21

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Fundado em 1929, o histórico Chievo Verona, deixou de existir este fim-de-semana, como culminar de uma grave crise económica. O Chievo, até agora grande rival do Hellas, na cidade de Verona, só subiu à primeira divisão italiana, há vinte anos, tendo caído em 2006 para regressar no ano seguinte e ficar na divisão mais alta até 2019. Na época passada, pelos vistos, a última do clube, o Chievo terminou em oitavo posto na Série B. O médio Emanuele Giaccherini, antigo internacional italiano que passou por Juventus ou Nápoles.

Sergio Pellessier, antigo goleador do clube e provavelmente o seu melhor jogador de sempre, foi dos mais ativos a tentar encontrar solução para o Chievo, mas não teve sucesso. Formado no Torino, Pellessier, jogaria pelo clube entre 2002 e 2019, marcando 138 golos em mais de 500 aparições. Da história do Chievo primodivisionário fazem ainda parte italianos como Corradi, Giunti, Zauri, Legrottaglie. Baronio, Perrotta ou Fiore , para além de estrangeiros como Luciano, Bierhoff, Makinwa, Obinna ou Birsa.

Vencedor de uma Série B em 2008; da Série C1, em 1994; da Série C2 em 1989 e da Série D, em 1988, o Chievo teve os seus melhores anos a meio dos anos 2000. Em 2005-2006, terminou a liga italiana no quarto posto, sendo apenas superado por Inter, Roma e Milan e superando equipas como Parma, Fiorentina ou Lázio (a Juventus obteve o último lugar, na secretaria). Nesse ano, brilhavam, para além de Pellessier, Lanna, Zanchetta ou Amauri. No ano seguinte, o Chievo ainda tentou entrar na Liga dos Campeões, mas caiu aos pés dos búlgaros do Levski e começaria mal uma época que acabaria ainda pior.

Resta saber se o Chievo, como a Fiorentina ou o Parma, regressa à vida, com novo nome ou se este, é mesmo o fim do clube.