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Visão do Peão

O fabuloso destino de Simone Inzaghi

19.02.20, Francisco Chaveiro Reis

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Aos 43 anos, Simone Inzaghi só pode ser um homem feliz. Fez uma carreira interessante como avançado, jogando maioritariamente na Lázio e estreou-se como treinador no mesmo clube, permanecendo no Olímpico até hoje. E foi lá, a partir do banco, que viu o seu clube bater o Inter por 2-1, no último domingo, e ascender ao segundo lugar do Calcio. Sem as estrelas de Juve e Inter, a Lázio está a um ponto da Juventus, ao cabo de 24 jornadas.

Em 24 jogos, a Lázio soma 17 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. É o segundo melhor ataque, atrás da Atalanta, com 55 golos marcados e é a melhor defesa com apenas 21 golos sofridos. Ciro Immobile, internacional italiano, é o melhor marcado do campeonato, com 26 golos, mais 6 do que Ronaldo. Luis Alberto, médio ofensivo espanhol, é o homem da liga com mais assistências, 11.

A Lázio joga em 3-5-2. Na baliza, mora o albanês Strakosha, uma das figuras da equipa. À sua frente, subsiste o capitão Radu, em Roma desde 2008. O italiano Acerbi e o brasileiro Luiz Filipe completam um trio de respeito. O angolano Bastos é alternativa.

Pelas alas, Marusic ou Lazzari na direita e Jony na esquerda. No centro não há nada que saber: Leiva, Milinkovic Savic e Luis Alberto. Lulic, Cataldi e Parolo são outras opções, num plantel relativamente curto. No ataque, para além da estrela Immobile, costuma jogar o equatoriano Caicedo. Aos 31 anos, Caicedo leva 8 golos esta época e costuma fazer trinta e muitos jogos por ano. É um valor sólido, rendido de quando em vez pelo argentino Joaquin Correa.

O sucesso da Lázio deve-se à qualidade e trabalho de Inzaghi e à forma inteligente como vai ao mercado, sabendo escolher as peças certas, sem pagar demasiado. Esta já não é a Lázio milionária de Salas, Crespo e Nedved que pagou o que não podia. É uma Lázio equilibrada e que irá, pelo menos, à Liga dos Campeões. Ao contrário de clubes de tradição e dinheiro como Roma, Nápoles, Milan ou Fiorentina.