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Visão do Peão

Visão do Peão

Morreu Artur Jorge

Líder do FCP campeão europeu

Francisco Chaveiro Reis
22
Fev24

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Aos 78 anos, morreu Artur Jorge, ponta-de-lança do Benfica e FCP e campeão europeu pelos portistas. Nascido no Porto, foi no FCP que se estreou como sénior, tendo pouco depois rumado a Coimbra, para 4 anos com muitos golos (94), pela Académica. Seguiram-se 6 anos no Benfica e mais de 100 golos. Passou ainda pelos Belenenses e teve uma experiência nos EUA. Jogou 16 vezes por Portugal marcando uma vez, ao Chipre.

Destacou-se ainda mais como treinador. Começou como adjunto de Pedroto em Guimarães e, um ano depois, estava a treinar o Portimonense. Em 1984 regressou às Antas. Na primeira época, foi campeão e venceu a Supertaça. Contava com Gomes, Futre, Frasco, Vermelhinho e Jaime Magalhães, entre outros. No ano seguinte, já com Madjer, voltou a ser campeão. A glória maior viria em 1986-1987. Venceu a supertaça portuguesa e, no fim da época, venceu a Liga dos Campeões, na mítica final de Viena, ante do Bayern, claro favorito. O calcanhar de Madjer e Juary coroaram a noite.

Seguiu-se a primeira aventura francesa. Juntou-se ao Matra Racing, de Paris, que contava com Enzo Francescoli, Pierre Littbarski ou Luis Fernandez. Duas épocas depois, regressou ao FCP, para mais 3 épocas, vencendo mais um campeonato, taça e supertaça, apanhando Kostadinov, Domingos, Jorge Couto, Fernando Couto ou Vítor Baía. Foi selecionador nacional, brevemente

Regressou a Paris para orientar o PSG. De 1991 a 1994 a sua casa foi o Parc Des Princes. Em 1992-1993, venceu a Taça de França, num 3-0 ao Nantes de Makelele, Pedros ou Loko. Foi, ainda vice-campeão francês, ficando a 4 pontos do Marselha. Na Europa, chegou às meias-finais da Taça UEFA, caindo aos pés da Juventus, vencedora final. Na época seguinte, foi campeão. Lama, Roche, Ricardo Gomes, Raí, Valdo, Le Guen, Ginola e Weah eram algumas das estrelas ao seu dispor. Foi às “meias” da Taça das Taças, perdendo para o Arsenal, que venceu a prova.

Regressou a Portugal para treinar o Benfica, sem grande sucesso. Comandou a Suíça no Euro 1996; voltou a ser selecionador nacional e passou também sem deixar marca por Tenerife e Vitesse. Regressou ao PSG para mais um ano e mais um título, a supertaça, com uma equipa bem menos interessante do que a da sua primeira passagem. Venceu a liga saudita muito antes de estar na moda, salvou a Académica da descida e treinou os Camarões. Morreu um grande jogador e um grande treinador.