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Visão do Peão

Milhões holandeses

26.06.19, Francisco Chaveiro Reis

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O PSV parece estar prestes a apresentar Bruma (já contaram com outro Bruma, defesa e holandês, há pouco tempo) como reforço, levando a melhor sobre o FCP. Os holandeses (devem perder Lozano) preparam-se para gastar 15 milhões e oferecer um senhor ordenado à adiada promessa portuguesa. Já o Ajax, apresentou Quincy Promes, extremo internacional holandês, não raras vezes titular da seleção e com passagens por Rússia e Espanha. O custo foi semelhante ao de Bruma. Nos dois casos, os valores foram altos e os clubes holandeses seduziram jogadores que atuavam em ligas de maior dimensão. E isso só se faz de uma forma, inventada pelos Fenícios. Quer isto dizer que o futebol holandês, formador de craques, está a mudar? Em parte, sim. As equipas de topo entusiasmam-se com a possibilidade de terem sucesso continental e investem para o ter. O retorno é investido para repetir o sucesso. Mas este investimento não é igual ao fim da aposta em jovens, matriz da filosofia holandesa. Nos últimos anos, o Ajax investiu quase 12 milhões em Dusan Tadic (pela idade, não conta fazer negócio com o sérvio) e valores aproximados em David Neres ou Hakim Ziyech. Estas contratações não impediram o aparecimento dos “bebés” De Ligt, Frenkie De Jong ou Van de Beek. O racional parece correto e invejável: apostar no que se tem e contratar, mesmo que preço alto, o que não se tem.