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Visão do Peão

Lombardo

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
28
Jun22

 

Attilio Lombardo estava longe de ter pinta de jogador, com o seu penteado com muito pouco cabelo. Mas, assim que tocava na bola, percebia-se que era jogador e, de eleição. Hoje com 56 anos e parte do staff da seleção italiana, tal como os amigos e ex-Samp, Mancini e Vialli, Lombardo teve uma carreira longa e de sucesso.

O médio ofensivo ainda passou por Pergocrema e Cremonese mas foi na Sampdória que deu nas vistas. Em 1989 reforçou a Samp, foi titular e ajudou a vencer a Taça das Taças. Na Suécia, assistiu aos dois golos de Vialli, no tempo extra, que bateram o Anderlecht. Vialli, Mancini, Vierchowod ou Carboni eram algumas das estrelas. Ficaria um total de seis épocas em Génova, vencendo ainda um campeonato (1991), uma taça (1994) e uma supertaça (1991). Jogou 304 vezes pela Samp, marcando 51 golos. É o 10.º jogador com mais golos pelo clube e o seu oitavo maior goleador. Jogou ao lado de inúmeros craques como Pagliuca, Toninho Cerezo, Silas, Gulitt ou Platt.

Não resistiu ao apelo e em 1995 mudou-se para Turim. Aos 30 anos, estreou-se pela Juventus com a conquista da Liga dos Campeões e da supertaça italiana, numa equipa mítica que contava com Vialli, Ravanelli, Conte, Del Piero, Paulo Sousa, Ferrara ou Peruzzi. No seguinte, jogou o dobro dos jogos (34) e ajudou a Vecchia Signora a vencer a Série A, uma Taça Intercontinental (1-0 ao River Plate de Francescoli, Ortega, Salas e Sorín) e a Supertaça europeia (total de 9-2 ao PSG de Lama, Raí, Le Guen ou Loko). A Juve chegou ainda à final da Liga dos Campeões, perdendo com o Dortumnd (para onde saiu Paulo Sousa).

Aos 32 anos, Lombardo entrou na moda de jogadores italianos na Premier League (Zola, Vialli e Di Matteo no Chelsea; Eranio no Derby County ou Pistone no Newcastle) e rumou ao Crystal Palace. Lombardo, ao lado de Padovano e Bonetti, com passagens pela Juventus igualmente, nem se deu mal com 24 jogos e 5 golos, mas os londrinos acabaram em último. Ainda fez meia época na segunda divisão, mas não recusou o convite da Lázio para regressar a Itália. Fez duas meias épocas e uma completa no Olimpico, vencendo uma Taças das Taças (2-1 ao Maiorca de Dani Garcia, Biagini e Ibagaza) e uma supertaça italiana. Como em Turim, foi essencialmente suplente, num meio campo que tinha Conceição, Almeyda, Nedved ou De La Pena. Em 1999-2000 fez parte de uma época perfeita da Lázio com a vitória na Série A, Taça de Itália e Supertaça Europeia (0-1 ao poderoso Manchester United). Com mais uma Supertaça de Itália conquistada, regressou a Génova para mais 34 jogos.

Por Itália, fez 19 jogos, marcando 3 vezes sem nunca ser chamado para uma grande competição.