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Visão do Peão

Iordanov

29.08.17, Francisco Chaveiro Reis

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Poucos jogadores terão conquistado tanto respeito e carinhos das bancadas de Alvalade como Iordanov. O búlgaro, que passou a maior parte da carreira em Portugal, era avançado mas chegou a ser central, jogou com a camisola 9 e com a maldita 7 e a  sua garra abriu-lhe as portas do estatuto de lenda. Foi o primeiro estranheiro a ser capitão do Sporting e só teve direito a jogo de despedida, 9 anos depois de abandonar a modalidade. Esteve 10 anos em Alvalade e será sempre lembrado por aqueles dois golos ao Marítimo, no Jamor, em 1995. 

Ivaylo Iordanov, hoje com 49 anos, nasceu em Samokov, Bulgária. Deu nas vistas em clubes modestos como o Rilski Sportist e o Loko Gorna antes do Sporting ter a boa ideia de o contratar, em 1991. No ano de estreia, com 24 anos, marcou 10 golos em 31 partidas. O Sporting, mesmo com estes golos e a presença de outros craques como Figo, Cadete, Peixe, Careca ou Litos, não passou do quarto posto. Iordanov teria que esperar até 1995 para conquistar o primeiro título pelo clube. Dois golos seus, no Jamor, contra o Marítimo, deram a Taça de Portugal ao Sporting. Festejou na despedida de Juskowiack (Wolfsburgo), Balakov (Estugarda), Figo (Barcelona) e Amunike (Barcelona). Em 1996, festejou o segundo título. Conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira. A final, a duas mãos, deu um 0-0 e um 2-2. Na finalíssima, jogada no Parc des Princes, em Paris, vitória por 3-0 com Sá Pinto e Carlos Xavier a decidirem. Esperaria até 2000 para ter a alegria suprema: ser campeão. Aí era suplente, tendo Acosta à frente mas ajudou em 15 jogos e marcou um golo. Faria apenas 2 jogos em 2000/2001 e deixaria os relvados, com dez anos de Sporting e o agradecimento eterno dos adeptos. Com grande atraso, o novo estádio fez-lhe uma justa homenagem em 2010. Menos (cerca de 16 mil) do que estava habituad foram ver o seu jogo de homenagem. Eu estava lá e o sortudo fui eu. Pela seleção, fez 50 jogos aos lado de Balakov ou Stoichkov. Esteve no Mundial 1994 onde a Bulgária ficou em quarto e disputou ainda o Euro 1996 e o Mundial 1998. Vive na Bulgária e, quando ainda jogava, foi-lhe diagnosticada Esclerose Múltipla, doença com a qual vive, como um campeão.