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Visão do Peão

Inzaghi

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
18
Ago22

 

Pippo Inzaghi é um dos melhores avançados da história do futebol italiano. Brilhou nos gigantes Juventus e Milan, graças à sua capacidade de estar sempre no sítio certo, finalizando sempre com classe e graciosidade, sem que deixasse de ser um jogador muito físico. Inzaghi destacava-se ainda pela forma efusiva como celebrava todos os golos marcados.

Hoje com 49 anos, Inzaghi, nascido em Piacenza, fez a formação no clube da terra, tendo-se estreado em 1991-1992 com três jogos. Andou depois emprestado, marcando 13 vezes pelo AlbinoLeffe e 14 pelo Hellas Verona (encontrou por lá Tommasi, que viria a ser campeão pela Roma). Em 1994-1995 regressou e ajudou o Piacenza a ser campeão da Série B, marcando 17 vezes. Jogaria na Séria A na época seguinte, mas já como jogador do Parma. Com Asprilla, Zola ou Hristo Stoichkov à frente, ficar-se-ia pelos 4 golos e rumaria à Atalanta.

Regressaria a Bergamo (o AlbinoLeffe também lá joga) para uma época de sonho onde foi o melhor marcador acima de Montella e Balbo, com 25 golos, ao lado de Lentini ou Morfeo. Saltou de imediato de patamar e juntou-se à Juventus, potência europeia. Em quatro anos no velho estádio Delli Alpi, fez 97 golos em 171 partidas. Venceu um campeonato, uma taça e uma Intertoto. Peruzzi, Ferrara, Di Livio, Conte, Deschamps, Del Piero ou Trezeguet foram alguns dos seus colegas em Turim. Aos 28 anos, com nome feito, mudou-se para um fabuloso Milan. Foram 11 anos, se bem que nem todos tenham tido o mesmo fulgor.

Inzaghi estreou-se em 2001-2002, tal como Rui Costa, com uma época desapontante em termos coletivos: quarto lugar na liga e queda das meias da taça (ante da Juventus) e da Taça UEFA, diante do Dortmund, com uma goleada de 4-0 na primeira mão. Ainda, assim, ao lado de Shevchenko, marcou 16 vezes.

Ao segundo ano, já com Ancelotti no banco toda a época, fez 32 golos (10 na Champions), a sua melhor marca de sempre e ajudou a vencer a Liga dos Campeões (vitória nas grandes penalidades, em Manchester, contra a Juventus) e a taça, em duas mãos, à Roma. Eram os dias de Abbiati, Helveg, Serginho, Rivaldo ou Tomasson. Nos dois anos seguintes, penou e marcou um total de 8 golos, voltando a mostrar-se um grande goleador apenas em 2005-2006, marcando 16 vezes, mas sendo, sobretudo, suplente de Shevchenko e Gilardino. 2007-2008 seria a sua última época de grande fulgor, com 18 golos. Aos 38 anos, retirou-se, com 1 golo em 9 partidas. No total, pelo Milan, fez 130 golos em 305 jogos, ajudando a vencer duas Ligas dos Campeões, duas Supertaças da Europa, um Mundial de Clubes, dois campeonatos, uma taça e uma supertaça.

Por Itália, marcou 25 vezes em 57 jogos. Em 1994, esteve no plantel que venceu o Euro de sub-21, participando em dois jogos. A equipa orientada por Cesare Maldini derrotou Portugal na final. Inzaghi ficou no banco a ver jogar Toldo, Panucci, Cannavaro, Carbone ou Muzzi. Do outro lado, estavam Brassard, Nélson, Abel Xavier, Capucho, João Pinto ou Figo. Esteve no Euro 2000 e em três Mundiais: 1998, 2002 e 2006. Campeão do Mundo em 2006, na Alemanha, marcou à República Checa o seu único golo em mundiais, após substituir Gilardino.