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Visão do Peão

Visão do Peão

Fim de época

Balanço

Francisco Chaveiro Reis
16
Mai22

 

Acabou a época do Sporting. Tendo vencido a Taça da Liga e a Supertaça, não foi uma época em branco como tantas nos últimos quarenta anos. Mas, o que torna esta uma época de sucesso relativo é a luta intensa pelo bicampeonato, apenas roubado a uma jornada do fim e passagem aos oitavos da Liga dos Campeões, deixando o poderoso Borussia Dortmund para trás. Além disso, o Sporting conseguiu manter treinador e principais jogadores (sem contar com Nuno Mendes, claro) e foi, mais uma vez, um orgulho para os jogadores.

Os pontos altos da época foram as vitórias da Supertaça ao Braga e da Taça da Liga ao Benfica, bem como as goleadas ao Besiktas na Liga dos Campeões. Os baixos, foram as goleadas sofridas ante de Ajax e City e a eliminação da Taça de Portugal, sobretudo no jogo da primeira mão, quando esteve a vencer. As derrotas com Santa Clara, Braga e Benfica foram momentos baixos, decisivos para o campeonato.

Sarabia, incluído no negócio Mendes, passou por cá um belo ano, sendo o melhor marcador e jogador do Sporting no ano. O extremo espanhol esteve em 45 jogos, marcando 21 vezes e fazendo 8 assistências. Números fantásticos. Também em grande destaque estiveram Nuno Santos (50 jogos, 10 golos e 7 assistências); Manuel Ugarte (38/1/2); Matheus Nunes (50/4/5) e Matheus Reis (44/2/2). Apesar de algumas ofertas de Inácio e de uma época de Coates com menos qualidade do que a anterior, a defesa voltou a estar bem, sendo a segunda menos batida da liga portuguesa, com Adán a voltar a estar bem. Do lado das pequenas desilusões, nota para Coates e Palhinha, uns furos abaixo da época anterior.

Já Pote e Paulinho, criticados, não estiveram assim tão mal. Pote ressentiu-se da entrada de Sarabia, que ocupou parte do seu espaço, mas esteve bem, sobretudo na primeira metade da época. Não acaba com os números do ano passado, mas 41 jogos, 15 golos e 11 assistências são indicadores de importância. Já Paulinho que, de facto, muitas vezes é perdulário, marcou 14 golos e ofereceu 5, em 46 partidas. Nota para os jovens Esteves, Nazinho ou Ribeiro que somaram minutos. Desilusões foram Feddal, que não manteve a forma e vai mesmo sair; Vinagre, desastroso na estreia na Liga dos Campeões e com exibições pálidas no resto da época e Slimani, grande ídolo regressado que deu tudo em campo mas parece não ter feito o mesmo nos treinos e vai sair.

Com Saint Juste fechado e Morita a caminho, espera-se que rapidamente o Sporting possa fechar o plantel para se focar no ataque ao próximo campeonato, com Amorim a garantir que fica. Será necessário vender alguém – Inácio, Palhinha ou Nunes – mas será essencial manter a espinha e contratar, a meu ver, mais um central (se Inácio sair), um lateral esquerdo, um médio defensivo (se Palhinha sair), um extremo e um avançado.

Se o mercado não for cruel, o plantel será algo como: Adán, Vírginia (renovação de contrato) e Callai; Neto, Sait Juste, Quaresma, Coates, Inácio, Marsà e Reis; Esteves, Esgaio, Porro, Vinagre, Santos e defesa esquerdo a contratar (ou mais oportunidades para Nazinho); Ugarte, Essugo e médio defensivo a contratar, Nunes, Morita e Bragança; Pote, Edwards, Tabata e extremo a contratar (Trincão?); Paulinho, Ribeiro e avançado.

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