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Visão do Peão

Visão do Peão

Euro 96

Fase de Grupos

Francisco Chaveiro Reis
17
Jun24

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O Euro 1996 tem um papel importante no meu imaginário enquanto fã de futebol. Foi a primeira grande competição que segui com atenção e recordo três eixos. A realização do campeonato no “país do futebol” em estádios míticos, a começar pelo “velho” Wembley. A parada de estrelas, de Figo (era o camisola 20, sendo o 7 de Vítor Paneira) a Gascoine, passando por Sammer (o melhor do torneio), Berger, Zidane ou Kluivert. E, claro, os equipamentos míticos. É impossível esquecer as camisolas adidas de Alemanha, Espanha ou França; as Lotto de Croácia, Holanda ou Suíça (treinada por Artur Jorge) ou a Puma da finalista Républica Checa.

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A competição começou a 8 junho com um 1-1 entre Inglaterra e Suíça, ante mais de 75 mil, em Wembley. Alan Shearer, que trocaria o Blackburn Rovers pelo Newcastle depois do Euro, fez o 1-0 e o primeiro golo da prova. De grande penalidade, Kubilay Türkyılmaz, autor de 8 golos pelo Grasshoppers em 1996, fez o empate. No outro jogo do grupo, 0-0 entre Holanda e Escócia. Na segunda jornada, a primeira vitória inglesa. Novamente em Wembley, 0-2 à Escócia com novo golo de Shearer e com uma pequena obra prima de Gazza, a passar a bola por cima de Hendry (colega de Shearer nos Rovers) antes de rematar para o golo. Um minuto antes, Gary McAllister, do Leeds, falhou um penalty.

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Na última jornada, 4-1 da Inglaterra à Holanda com mais dois golos de Shearer e outros dois de Sheringham, do Tottenham. Kluivert, campeão europeu pelo Ajax em 1995, reduziu a passe de Bergkamp. Na segunda jornada, a Holanda vencera a Suíça por 0-2, no Villa Park, com golos de Jordi Cruyff (trocaria o Barcelona pelo Manchester United depois do torneio) e Bergkamp, que já estrelava o Arsenal. Ally McCoist, avançado do Rangers, fez o 1-0 final no confronto entre escoceses e suiços, ficando as duas equipas pelo caminho.

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No Grupo B, passou a França, que venceu o grupo e a Espanha. Pelo caminho, ficaram a Bulgária (vinda de um grande Mundial dois anos antes) e Roménia (idem). Em Leeds, 1-1 entre búlgaros e espanhóis. Hristo Stoichkov, estrela do Parma, entre estadias em Barcelona, marcou primeiro. Alfonso, do Bétis, fez o empate. Já a Roménia de Hagi, Lacatus, Petrescu ou Popescu perdeu 0-1, com a França. Golo de Dugarry, vindo de grande época em Bordéus, em transito para Milão. No confronto direto entre duas das grandes equipas do Mundial 1994, 1-0 para a Bulgária com novo golo de Stoichkov.

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Em Leeds, 1-1 entre França e Espanha, com golos de Djorkaeff (PSG) que usava ainda o 9 e não o 6 com o qual seria campeão do mundo dois anos depois. Caminero, médio do Atlético fez o empate. Na última jornada, 3-1 francês ante da Bulgária com golo de Blanc, Penev (autogolo) e Loko contra Stoichkov. A Espanha bateu a Roménia por 2-1, com golos de Manjarín (Depor) e Amor (Barça) contra Florin Raducioiu, avançado do Espanhol e figura goleadora da Roménia de 1994.

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No Grupo C brilharam Alemanha e Rep. Checa, que seriam finalistas. Na estreia, um tranquilo 2-0 dos alemães sobre os checos. Moller (Dortmund) e Ziege (Bayern) fizeram os golos de uma equipa que contava ainda com Klinsmann, Hassler, Bobic ou Kohler. No outro jogo, um bis de Casiraghi (Lázio) deu o 2-1 da Itália contra a Rússia (marcou Tsymbalar, médio do Spartak Moscovo). A Rússia contava com Mostovoi, Karpin, Kanchelskis ou Onopko. Na segunda jornada, claro 0-3 da Alemanha à Rússia com dois de Klinsmann e um de Sammer, em Old Trafford. Já a Rep. Checa, em Liverpool, bateu a Itália. Nedved, que pouco depois do Euro iria para a Lázio (até hoje mora em Itália) fez o 1-0. Chiesa (pai do internacional de hoje) empatou e o médio Bejbl, do Slávia de Praga deu a vitória. Novamente em Manchester, 0-0 entre Itália e Alemanha.

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Anfield Road viu um 3-3 entre russos e checos. O defesa Suchopárek e o avançado Kuba deram o 2-0, mas a Rússia virou, por Mostovoi, Tetradze e Beschastnykh. Smicer que brilharia várias vezes naquele estádio, fez o 3-3 final, que apurou a Chéquia.

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No Grupo D, o regresso de Portugal, 12 anos depois das meias-finais do Euro de França. António Oliveira chamou Baía (FCP), Alfredo (Boavista) e Correia (Braga); Secretário (FCP), Hélder e Dimas (Benfica), Madeira (Belenenses) e Couto (Parma); Tavares (Boavista), Paulinho (FCP), Oceano e Barbosa (Sporting), Paneira (Vitória), Sousa (Juventus), Figo (Barcelona) e Costa (Fiorentina); Domingos e Folha (FCP), JVP (Benfica), Sá Pinto (Sporting), Porfírio (Leiria) e Cadete (Celtic).

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Na estreia, 1-1 com a campeã Dinamarca, em Sheffield. Brian Laudrup, estrela do Rangers, fez o primeiro. Empatou Sá Pinto, a passe de Folha. Em Nottigham, na estreia croata numa grande competição, como nação independente, 0-1 à Turquia. Vlaovic, do Pádova, fez o único golo, brilhando mais do que Suker, Boban ou Prosinecki. Na segunda jornada, a primeira vitória lusa. Fernando Couto fez o único golo ante da Turquia de Hakan Sukur.

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Já a Croácia goleou a Dinamarca por 3-0. Suker, à beira de trocar o Sevilha pelo Real Madrid, fez dois golos, incluindo um chapéu de grande classe a Peter Schmeichel e ainda ofereceu um golo a Boban, maestro do Milan.

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Na última jornada, 3-0 de Portugal à Croácia. Figo, João Vieira Pinto e Domingos Paciência a fazerem os golos. 6 golos na prova, 6 marcadores diferentes. E a Dinamarca, goleada por 3-0 no jogo anterior impôs esse mesmo resultado aos turcos. Marcaram Brian Laudrup (2) e Allan Nielsen. Passaram Portugal e Croácia.