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Visão do Peão

Emerson

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
27
Mai22

 

Emerson Ferreira da Rosa, hoje com 46 anos, foi um internacional brasileiro, que passou pelos grandes campeonatos europeus. Começou por ser avançado, tendo depois passado a médio, com sucesso. A sua história começa em Porto Alegre, onde fez a formação no Grémio.

Estreou-se pela equipa principal, em 1993, fazendo 1 jogos e aos 18 anos, fez 46 jogos e marcou 4 golos. Nas épocas seguintes, faria mais 81 jogos, marcando mais 12 golos. Sob o comando de Scolari, venceria a Copa do Brasil, em 1994, ao lado de Carlos Miguel que passaria pelo Sporting e Jamir, que passaria por Benfica e Alverca. Em Porto Alegre, não lhe faltaram títulos. Em 1995, a Copa Libertadores da América, contra o Milionários de Bogotá, de Higuita e Angel, com Paulo Nunes e Mário Jardel em grande e ainda o campeonato gaúcho; em 1996, novo campeonato gaúcho, a Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro.

No verão de 1997 aterrou em Leverkusen para dar início à sua aventura europeia, que duraria até 2009. No Bayer passou três grandes anos. No primeiro, 3.º lugar na Bundesliga e quartos de final da Liga dos Campeões. No segundo, vice-campeão da Bundesliga e no terceiro, novo vice-campeonato. Foi numa era antes da chegada à final da Liga dos Campeões, mas onde o Leverkusen já se afirmava como grande equipa e já contava com Rink, Neuville, Ramelow, Zé Roberto, Ballack ou Nowotny.

Próxima paragem: Roma. Emerson mudar-se-ia para a Série A para, à primeira, ser campeão. Fez apenas 14 jogos, mas jogou ao lado de Totti, Montella, Delvecchio, Balbo ou Batistuta, isto só para falar de avançados. Nos três anos seguintes, jogaria muito mais – 131 jogos – e tornar-se-ia peça central da equipa. Conquistaria mais um título – supertaça italiana – antes de se juntar à Juve. Seria bicampeão, mas a Juve perderia os títulos na secretaria e Emerson seguiria para Madrid.  

Ficaria apenas um ano no Real Madrid, mas seria campeão com Capello, que já o conhecia de Roma e Turim. Entre os colegas estavam Casillas, Salgado, Ramos, Beckham, Raul ou Guti. Retornaria a Itália, para reforçar o Milan. Venceria uma Supertaça Europeia e um Mundial de Clubes, em 2007, sob o comando de Ancelotti, com Pato, Inzaghi, Seedord, Kaká, Cafu ou Dida. Regressaria ao Brasil para 6 jogos pelo Santos de Ganso e Neymar. Terminaria a carreira aos 33 anos.

Pelo Brasil, faria 75 jogos e marcaria 6 vezes. Como pontos altos, teria a conquista da Copa América de 1999, com 0-3 ao Uruguai na final. Emerson foi titular ao lado de Amoroso, Ronaldo, Rivaldo, Flávio Conceição e Roberto Carlos. Em 2005, venceria a Taça das Confederações, com um 4-1 à Argentina, na final, com Emerson no 11 ao lado de Robinho, Adriano, Ronaldinho ou Gilberto. Seria chamado para os Mundiais de 1998 e 2006; para as Copas América de 1999 e 2001 e para as Taças das Confederações de 1999, 2003 e 2005.