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Visão do Peão

Visão do Peão

Elpídio Silva

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
20
Out23

Visão do Peão (9).pngChamavam-lhe Pistoleiro, pela pontaria na hora de atirar à baliza, mas o seu verdadeiro nome, Elpídio Silva, já era épico o suficiente. O brasileiro, hoje com 48 anos, era atarracado e olhando para ele não se percebia a sua tremenda qualidade. Estreou-se no Campinense e logo passou para o mais poderoso Atlético Mineiro. Fez 16 golos em 47 jogos e ajudou a vencer títulos regionais. Como era natural nos anos 90, passou pela liga japonesa, marcando 10 vezes pelo Kashiwa Reysol, onde encontrou Edilson Capeta, que passara pelo Benfica ou Zago, defesa que jogou na Roma.

Chegou a Portugal em 1999 e ficou mais de sete anos. Começou por Braga onde fez dupla com Karoglan e marcou 18 golos na estreia. No segundo ano no Minho, “apenas” 6 golos. Seguiu-se o Boavista onde mais brilhou em Portugal, com a camisola 11. Na primeira época, 13 golos, importantes na conquista do primeiro campeonato da história do Boavista. Faria mais 27 nos dois anos seguintes.

Quando o Sporting de Fernando Santos, Cristiano Ronaldo ou Liedson se estreou no seu novo estádio, Silva era, tal como Ricardo, um dos reforços para a nova época. Marcou 5 vezes a Braga (2 vezes, em 2 jogos distintos), Boavista, Benfica e Rio Ave. Fez ainda 3 assistências (Nacional, em 2 jogos e Académica. Sem convencer totalmente foi emprestado ao Vitória, regressando ao Minho para mais 7 golos. Regressou para mais 3 jogos no Sporting antes de passar por Brasil, Inglaterra e Coreia do Sul, sem grande sucesso. Despediu-se no Chipre, com laivos de Pistoleiro no AEK Larnaca (14 golos em mais de 40 jogos).