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Visão do Peão

El-Hadji Diouf

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
06
Out22

Visão do Peão (4).png

Herói nacional no Senegal com passagens por grandes clubes, El-Hadji Diouf foi um herói de culto. Natural de Dakar, Diouf mudou-se cedo para França e começou a dar nas vistas nas camadas jovens do Sochaux. Aos 18 anos, estreou-se pelo clube na Ligue 1, fazendo 19 jogos sem marcar, ao lado de nomes interessantes do futebol francês como Frau, Ljuboja, Meriem ou do ex-sportinguista Lang. Só se estrearia a marcar na época seguinte, já no Rennes de Nonda, fazendo 3 golos. Melhorou em Lens, fazendo 9 e 10 golos nas duas épocas que lá passou. Em 2002, após o Mundial, mudou-se para o poderoso Liverpool.

Em Anfield, fez tripla com Owen e Heskey, deixando Baros ou Diomede no banco. Destacou-se pela velocidade e marcou 5 vezes. Jogaria 90 minutos na final da taça da liga, que ajudou a vencer ao Manchester United de Beckham, Giggs e Van Nistelrooy. No ano seguinte acabou por ser relegado para o banco e sem golos numa época inteira, seguiu para o Bolton. Receberia no Reebok Stadium, todo o amor e por lá ficaria 4 épocas, fazendo 136 jogos e marcando 24 vezes ao lado de jogadores como N´Gotty, Hierro, Campo, Nolan, Okocha, Ferdinand ou o português, Vaz Tê.

Aos 28 anos, passou-se para o Sunderland onde não marcou e meia época depois juntou-se aos Blackburn Rovers para 4 golos em 2 anos e meio. Passou por Rangers e Doncaster antes de voltar alguma glória como estrela de um Leeds de meio de tabela na segunda divisão. Despediu-se aos 34 anos ao serviço do Sabah, da Malásia, marcando 9 golos.

Fez parte da geração senegalense que se apurou para o Mundial de 2002. Diouf esteve nos 5 jogos disputados pelo Senegal que só caiu nos quartos de final. A jornada começou com a vitória por 0-1 frente a França, campeão do Mundo e da Europa, em título. Seguiram-se dois empates: 1-1 com a Dinamarca e 3-3 com o Uruguai. Nos oitavos, 1-2 à Suécia de Ibrahimovic e Larsson e nos quartos, derrota contra a Turquia, por 0-1. Eram os tempos de Tony Sylva, Ferdinand Coly, Papa Bouba Diop, Aliou Cissé (hoje, selecionador nacional), Henri Camara ou Khalilou Fadiga. Diouf, eleito duas vezes melhor jogador africano do ano, esteve ainda nas CAN de 2002, 2004, 2006 e 2008.