Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Visão do Peão

Edmundo

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
05
Out22

Design sem nome (1).png

Edmundo, hoje com 51 anos, não vingou na Europa, mas é uma lenda goleadora no Brasil. Depois de passar pelas camadas jovens de Vasco da Gama, Botafogo e novamente Vasco, Edmundo estreou-se pelo clube da Cruz de Malta em 1992, aos 21 anos. Fazia parte de um trio que inclua ainda Bebeto e Roberto Dinamite, deixando Jardel no banco. Nessa época, 59 jogos e 19 golos, que ajudaram o clube a vencer o Carioca, a Copa Rio e o Brasileirão. Numa tendência que seguiria toda a carreira, Edmundo mudou-se. De 1993 a 1995, foi do Palmeiras. Fez mais de 100 golos e ajudou a vencer dois Paulistas, dois Brasileirões e um Rio-São Paulo. Edilson, César Sampaio, Mazinho e Roberto Carlos eram alguns dos seus colegas.

Num negócio curioso, mediado pela Parmalat, patrocinadora de Palmeiras e Parma, fez dois jogos pelo Parma, marcando um golo, mas sem intenção de deixar o Brasil. Faria mais 15 golos em 18 jogos pelo Palmeiras e seria anunciado no Flamengo. Em ano de centenário, o Mengão quis juntar Edmundo, Romário e Sávio, mas o trio acabou por não ter o sucesso esperado e 9 golos depois, Edmundo mudou-se para o Corinthians. No Timão, fez 23 golos em 33 partidas, mas nada venceu. A equipa, que contava ainda com Marcelinho Carioca, ainda chegou aos quartos da Libertadores, mas Edmundo, regressou ao Vasco. Com Juninho Pernambucano, Edmundo voltou a ser feliz no Vasco da Gama, marcando mais 53 golos e vencendo um Brasileirão. Consagrado, mudou-se, enfim, para a Europa.

Após ter jogado pelo Parma na América do Sul, Edmundo tornou-se jogador da Fiorentina de Batistuta. Ficou dois, fazendo 18 golos, mas quis regressar a casa. Teve grandes momentos, formando um trio de sonho com Costa e Batistuta e momentos baixos, em que se desentendeu com treinador e colegas e até esteve tempo a mais no Carnaval do Rio de Janeiro. Marcaria mais 32 golos pelo Vasco, antes de ser emprestado ao Santos (13 golos) e ao Nápoles (4 golos). Regressou novamente ao Brasil, para marcar 6 vezes pelo Cruzeiro e iniciou uma aventura japonesa passando pelo Tokyo Verdy (27 golos) e Urawa Red Diamonds (36 golos). Sempre goleador, regressou de novo ao Vasco para mais 23 golos. Seguiram-se passagens por Fluminense, Nova Iguaçu, Figueirense e Palmeiras antes de regressar, claro, ao Vasco para mais 28 golos.

De 1992 a 2000 marcou 10 golos em 39 jogos pelo Brasil, tendo sido chamado para o Mundial 1998. Esteve, ainda, numa Golden Cup e em três Copas América, tendo vencido a de 1997, marcando o primeiro golo brasileiro na final. Ao lado de Denílson, Ronaldo ou Leonardo, foi titular.