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Visão do Peão

Craques da bola, 40

07.03.20, Francisco Chaveiro Reis

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Nwankwo Kanu, hoje com 42 anos, é um dos jogadores que mais apreciei quando estava a crescer. Alto e aparentemente desengonçado, o nigeriano não aparentava ser uma máquina goleadora, cheia de técnica. Kanu deu nas vistas no Mundial de sub-17 no Japão, que a sua seleção venceu. Kanu, ao lado de Babayaro e Babangida, marcou 5 golos em 6 jogos (ainda assim ficou atrás do compatriota Wilson Oruma, com 6) e saltou para o Ajax. Em 1993-1994, estreou-se na equipa principal, marcando 2 golos em 6 aparições. Na época seguinte, jogou mais e esteve na equipa que venceu a Liga dos Campeões, com uma multidão de estrelas: Kluivert, Litmanen, irmãos De Boer, Blind, Van der Sar e muito mais.

 

Com três campeonatos holandês no palmarés, Kanu ganhou uma transferência para Itália. Antes de chegar a Milão, fez 6 jogos pela sua seleção, marcando 3 golos e sagrando-se campeão olímpico. No entanto, só jogaria pelo Inter um ano depois. Um problema no coração, obrigou a uma operação e a um período de convalescença. A experiência marcou o avançado que até criou a Kanu Heart Foundation, para apoiar crianças africanas. Com poucos jogos (18) e apenas 1 golo pelo Inter, Kanu mudou-se para o Arsenal, para começar de novo.

 

Resultou em pleno. Em Inglaterra, voltou a ser um goleador e a jogar com regularidade. Em cinco épocas e meia, marcou 44 golos em 198 partidas, tendo ajudado o clube a vencer dois campeonatos, três taças e três supertaças. Eram os tempos de Henry, Bergkamp, Ljungberg, Vieira ou Pires e ainda eram os de Seaman ou Adams. Em 2004, Kanu, frequentemente suplente, muda de vida e segue para o WBA. A equipa tem muito menos ambições, mas o avançado joga mais. Em duas épocas, marca 9 vezes em quase 60 jogos.

 

Segue-se o Portsmouth, onde fica até se retirar. De 2006 a 2011, joga pelos Pompey, marcando 28 vezes em 166 partidas. Em 2007-2008, ajuda a equipa a vencer a Taça de Inglaterra. Numa equipa que contava com Pedro Mendes, Lass Diarra, Sulley Muntari ou Sol Campbell, Kanu era a estrela e claro, o golo da vitória, foi dele.