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Visão do Peão

Craques da bola, 38

15.02.20, Francisco Chaveiro Reis

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Aos 43 anos, Álvaro Recoba, uruguaio nascido em Montevideu, é uma das grandes figuras do Inter dos anos 90 e 2000. Segundo avançado, ficou conhecido pelos seus livres mortais. De 1993 a 1997 só jogou no seu país. Primeiro pelo Danúbio, depois pelo Nacional. Nada ganhou, a não ser a transferência para a Europa.

Aos 22 anos aterrou em Milão para usar a camisola com o número 20. Pela frente tinha “monstros” como Zamorano, Branca, Ronaldo, Kanu, Djorkaeff ou Ganz. Ainda assim, fez 17 jogos, marcou 3 golos e fez parte do plantel que venceu a Taça UEFA (3-0 à Lázio com Recoba no banco). A época seguinte foi ainda mais difícil e acabou empresado ao Veneza. Lá, ao lado de Maniero, Bastos Tuta ou do futuro sportinguista De Franceschi, marcou 11 golos em 19 jogos e conquistou o Calcio.

No verão seguinte regressou para oito épocas seguidas no Inter, totalizando 260 jogos e 72 golos. Ainda foi a tempo de vencer dois campeonatos, duas taças e duas supertaças. Ficou famoso por golos de outro mundo e conviveu de perto com algumas das maiores estrelas interistas dos últimos anos: Peruzzi, Zanetti, Cannavaro, Véron, Simeone, Figo, Baggio ou Vieiri.

Aos 32 anos, ainda fez uma época no Torino (2 golos em 24 partidas) antes de se retirar do futebol europeu, em ano e meio no Panionos, sem grande brilho. Só se retiraria, no seu Uruguai, aos 39 anos. Como no início da carreira, passou por Danúbio e Nacional, onde venceu dois campeonatos.

Pela seleção, jogou 69 vezes e marcou 11 golos. Já não fez parte do plantel de 2010, que chegou às meias do Mundial mas ainda jogou o Campeonato do Mundo de 2002, marcando 1 golo.