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Visão do Peão

Craques da bola, 3

24.04.19, Francisco Chaveiro Reis

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Marcel Desailly, hoje com 50 anos, olha para trás e vê uma carreira de excelência, dividida entre o meio-campo e a defesa, na qual defendeu clubes como Marselha, Milan ou Chelsea e venceu inúmeros títulos, incluindo o Mundial, por França.

Odenke Abbay nasceu em Acra, no Gana e foi adotado por um diplomata francês que lhe deu o nome e uma vida na Europa. Com 18 anos estreou-se pelo Nantes, fazendo 162 jogos até 1992. Nada ganhou a não ser tempo de jogo e a convivência com outros grandes jogadores como Deschamps, Gravelaine, Kambouaré, Loko, Pedros, Karembeu ou Ziani.

Em 1992, mudou-se para o Marselha onde só ficaria ano e meio. Em 1993 ajudou o clube a vencer a Liga dos Campeões (1-0 ao Milan na final, golo de Basile Boli). Seria também campeão francês com estrelas como Voller, Boksic, Abedi Pelé, Stojkovic, Deschamps ou Angloma. O seu percurso no sul de França foi interrompido por uma proposta irrecusável do norte de Itália.

No Milan, faria 137 jogos, entre 1993 e 1998. Assumiu-se como titular e venceu mais uma Liga dos Campeões. No 4-0 ao Barcelona, na final, marcou um belo golo e festejou a conquista do maior título de clube, pelo segundo ano consecutivo. Venceu ainda duas ligas italianas, uma Supertaça italiana e uma, europeia. Orientado por Fabio Capello, conviveu, como médio defensivo, ao lado de Albertini, com nomes maiores como Panucci, Costacursta, Maldini, Donadoni, Boban, Savicevic, Massaro, Simone ou Weah.

No verão de 1998, já depois de ter ajudado Zidane, Deschamps (foi uma companhia constante na sua carreira) ou Pires a vencer o Mundial, por França, aterrou em Londres. Passou a jogar como defesa-central, contando já com 30 anos. Impôs-se como titular e venceu a Supertaça europeia, supertaça inglesa e uma taça inglesa. Fez parte de equipas onde Flo, Zola, Poyet, Wise, Di Matteo ou Le Saux brilhavam.

 

Em 2003-2004, já com mais um título (Euro 2000 por França) no palmarés, juntou-se ao Al Gharafa, do Catar. Venceu uma liga antes de se retirar em 2006. Pela França, para além do Mundial e do Euro, venceu ainda duas Taças das Confederações, em mais de 100 internacionalizações.

 

Desailly regressou ao Gana onde tenta partilhar a sua boa sorte com os mais necessitados, em vários projetos.