Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Visão do Peão

Visão do Peão

Craques da bola, 20

Francisco Chaveiro Reis
28
Out19

vassell (3).png

Aos 47 anos, Élber Giovane de Souza, bem pode ter orgulho na sua carreira goleadora, passada, na sua maioria na Europa, principalmente em França e Alemanha. O avançado destacou-se no Mundial de 1991, em Lisboa (fazia dupla com Paulo Nunes) e aos 19 anos, chegou ao AC Milan, vindo do Londrina.

Com a concorrência de Van Basten, Gullit, Simone, Massaro ou Agostini, o jovem sul-americano não vingou e a sua introdução à Europa continuou na Suíça, por três anos, todos por empréstimo do Milan, que perdeu a fé nela. Em Zurique marcou 43 golos e venceu uma Taça da Suíça. Por lá conheceu Alain Sutter, Ciriaco Sforza ou Murat Yakin.

Em 1994, com 22 anos, estava preparado para um desafio maior e aterrou em Estugarda.  Em quase 100 jogos, 44 golos e mais uma Taça, desta vez a da Alemanha, numa experiência semelhante à suíça, mas mais exigente. Bobic, Dunga, Balakov ou Soldo foram seus companheiros.

Depois de 20 golos pelo Estugarda em 1996-1997, Élber chegou ao Bayern de Munique e viveu os melhores anos da carreira. Em seis épocas e meia, 266 jogos e 140 golos ao lado de uma legião de estrelas como Kahn, Babbel, Effenberg, Scholl, Matthaus, Salihamidzic, Santa Cruz ou Pizarro. Venceu quatro campeonatos; quatro taças da liga; três taças da Alemanha; uma Taça Intercontinental e claro, uma Ligas dos Campeões.

Já numa fase descendente da carreira, mudou-se para o Lyon. O plantel era de luxo – Gouvou, Malounda, Benzema, Bem Arda, Dhorasso, Diarra, Nilmar ou Juninho – mas em ano e meio, marcou “apenas”, 17 golos, 15 deles na meia época de estreia. Ainda assim, ganhou dois campeonatos e duas supertaças. Ainda regressou à Bundesliga, jogando pelo Borussia Mochengladbach mas em apenas 5 jogos, ficou “em seco”.

Em 2006, aos 33 anos, juntou-se ao Cruzeiro e ao lado de Geovanni, Leandro Bonfim, Thiago Heleno ou Edu Dracena, venceu o campeonato mineiro. Em 40 jogos pelo Cruzeiro, marcou 18 golos e despediu-se em beleza.

Pelo Escrete principal, 15 jogos e 7 golos. Com Ronaldo, Romário ou Edmundo à frente, não se impôs na sua seleção e as suas melhores memórias serão os 2 golos em 3 jogos na Gold Cup de 1998 e sobretudo o Mundial de sub-20, em Lisboa. Marcaria quatro golos (Cherbakov marcaria 6) e foi a estrela, numa equipa onde despontava Roberto Carlos.