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Visão do Peão

Craques da bola, 2

16.04.19, Francisco Chaveiro Reis

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Aos 52 anos, Ivan Zamorano ainda será o melhor jogador chileno de sempre. Fez carreira em vários clubes de topo e fez dupla de sonho com Marcelo Salas na seleção. Bam Bam nasceu em Santiago do Chile em janeiro de 1967 e começou a dar nas vistas em 1985, no modesto Tresandino. Marcaria 27 golos, com apenas 18 anos, e regressaria ao Cobresal onde ficaria até 1988, vencendo uma Taça do Chile, antes de sair.

 

As portas da Europa foram-lhe abertas pelo St. Gallen e pela liga suíça. Faz 34 golos em 56 jogos, nada vence, mas ganha uma transferência para o Sevilha e para uma das principais ligas europeias. Encontraria nomes como Dasaev, Toni Polster, Suker ou Monchi. O passo seguinte seria o maior da sua carreira: o poderoso Real Madrid.

 

Zamorano não teve grandes dificuldades em dar-se bem no Bernabéu. Venceu apenas um campeonato, uma taça e uma supertaça, mas deixou 101 golos em 173 jogos pelo Real. Conviceu de perto com históricos blancos como Buyo, Hierro, Sanchis, Alkorta, Lara, Milla, Martin Vazquez, Michel ou Butragueno. Conheceu ainda os jovens Urdaiz, Esnaider, Luis Enrique, Alfonso, Dani Garcia ou Raul. Depois de um horrível sexto lugar em 1995-1996, mudou-se para Itália onde o esperava o Inter.

 

O Inter, sedento de títulos, estava sempre no mercado e a hipótese de contratar um goleador ao Real Madrid foi bastante sedutora. Ainda sem Ronaldo, Zamorano vestiu a camisola 9, aguentou a concorrência de Kanu, Branca, Carbone ou Ganz e marcou 10 golos. Nessa época, perdeu a final da Taça UEFA para o Shalke 04 de Lehman, mesmo tendo Djorkaeff, Ince, Sforza ou Zanetti do seu lado. A época seguinte, foi pior para si. Marcou apenas 4 golos em 20 jogos mas ajudou a vencer a Taça UEFA. Aos 21 anos, Ronaldo era a nova estrela do Inter (ainda com a camisa 10) tendo marcado mais 30 golos do que o chileno e sido decisivo na final europeia contra a Lázio.

 

1998/1999 seria a sua melhor época em Itália. Nada venceu mas marcou 14 golos. Passou a ser o 18 (o 9 foi finalmente para Ronaldo) mas por rebeldia usou sempre um + entre o 1 e o 8. Nunca deixou de ser o 9. Nesses tempos já via despontar Recoba e Ventola e via Simeone, Zé Elias ou Paulo Sousa no meio-campo. Entre 1999 e 2001 ainda marcou mais 10 golos mas aos 34 anos despediu-se da Europa. Poderia ser uma boa idade para se retirar mas jogou até 2003.

 

Primeiro, foi campeão mexicano pelo América (33 golos em 63 jogos). Acabou no popular Colo-Colo, onde ainda marcou 8 golos. Pelo seu Chile, jogou 69 vezes e marcou 34 golos. O destaque vai para a presença no Mundial 1998, JO 2000 e em cinco Copas América: 1987, 1991, 1993 e 1999. Passou por dois gigantes europeus na época errada, podendo ter ganho mais títulos mas deixou uma marca.