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Visão do Peão

Visão do Peão

Craques da bola, 19

Francisco Chaveiro Reis
27
Out19

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Aos 53 anos, Abel Balbo pode olhar para a sua carreira com orgulho. Passou grande parte da sua vida futebolística em Itália onde foi goleador de referência. Provavelmente só não é mais valorizado por ter sido contemporâneos de grandes avançados argentinos como Batistuta, Caniggia ou Cláudio Lopez.

Balbo iniciou a carreira sénior no Newell's Old Boys, marcando 10 golos e sendo campeão argentino. Tata Martino ou Nestor Sensini, eram seus colegas. Seguiu-se o River Plate, onde marcou 12 vezes em 38 partidas.

Udine foi a porta de entrada da Europa e de Itália. Em 1989-1990, com 24 anos, juntou-se a um plantel que contava com Marco Branca ou Nestor Sensini, seu velho conhecido. Fez 134 jogos e marcou 66 vezes pela equipa do Friuli.

Em 1993, chegou ao Olímpico de Roma para cinco grandes épocas, as de maior destaque da sua carreira. Balbo marcou 78 golos e fez 146 jogos pela Roma. Totti, Rizzitelli, Hassler, Aldair ou Carboni foram alguns dos craques que o receberam. Nos anos seguintes, Balbo conviveu ainda com Fonseca, Moriero, Thern, Delvecchio, Tommasi, Di Biagio ou Cafú. Nada venceu e mudou-se para Parma onde continuou a ser goleador e ajudou a vencer a Taça UEFA e a Taça de Itália. Em Parma moravam Buffon, Thuram, Cannavaro, Dino Baggio, Stanic, Véron, Crespo, Chiesa, Asprilla e…Sensini.

Antes do regresso a Roma, uma época em Florença a conviver com Batistuta e Rui Costa, marcando apenas 7 golos. Em 2000-2001, foi campeão pela Roma, algo raro, mas já não era a estrela da companhia. O ataque era de Totti, Montella e Delvecchio e Balbo já somava 35 anos. Ainda faria 4 jogos, em seco, pelo Boca Juniors, antes de se retirar.

Pela sua seleção, marcou 11 vezes em 38 tentativas. Jogou as Copas América de 1989 e 1995 e os Mundiais de 1990, 1994 e 1998. Destacou-se na Copa América de 1995, marcando 3 golos.