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Visão do Peão

Craques da bola, 11

06.09.19, Francisco Chaveiro Reis

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Hoje com 41 anos, Liedson da Silva Muniz, foi um dos maiores goleadores da história do Sporting, nunca tendo conseguido celebrar o título de campeão. Natural de Cairu, Liedson começou a jogar futebol mais tarde do que é normal.

 

Deu nas vistas no Poções e Prundentópolis, dando o salto para o Coritiba em 2001, já com 23 anos. 20 golos depois, chegou o convite do Flamengo, um dos maiores clubes do Brasil e Liedson passou a jogar ao lado de Leandro Machado (passou pelo Sporting), Athirson, Juan ou Júlio César. Marcou 14 golos e mudou de clube novamente. O Corinthians recebeu-o e ele agradeceu com 22 golos. No plantel estavam homens como Jô, Vampeta ou Rogério (rumaria mais tarde ao Sporting). Rumou à Europa com o Campeonato Paulista no bolso.

 

Liedson mudou-se para o Sporting em 2003, a tempo de estrear o novo estádio. Ficaria sete épocas e meia e marcaria 172 golos. Encontrou João Pinto, Sá Pinto, Silva ou Niculae mas na primeira época marcou logo 19 golos. 2004-2005, já com Peseiro em vez de Fernando Santos, seria a sua melhor época em Portugal. 35 golos e dois títulos perdidos numa semana: o campeonato, após golo de Luisão na Luz e a final da Taça UEFA, na sua casa, ante do CSKA. 17 golos, 21, 23, 25, 22 e 10 (meia época) seriam os registos seguintes. Venceria apenas duas Taças de Portugal e duas Supertaças. Paulo Bento foi o homem que o guiou na grande parte do tempo que esteve no Sporting (Santos, Peseiro e Paulo Sérgio, foram os outros), ele que chegou a ser seu colega.

 

Em Alvalade, conviveu e ajudou a fazer crescer jovens da casa como Patrício, Moutinho, Custódio, Veloso ou Nani e conviveu com compatriotas seus como Polga, Rochemback, Tinga, Tiuí, Deived ou Alecsandro. Jogou ao lado de internacionais portugueses de nomeada como Ricardo, Beto, Viana, Rui Bento, Rui Jorge ou Pedro Barbosa. Em profundas dificuldades financeiras, o Sporting teve que vende-lo em fevereiro de 2011. A despedida foi emocionante e o ataque leonino ficou órfão do “levezinho”.

 

Regressou ao Corinthians e depois ao Flamengo. Marcou mais 31 golos (o seu número no Sporting) e voltou a Portugal. Não mais jogou no Sporting. O seu destino foi o FCP, onde acabou a carreira e ganhou finalmente o campeonato. Num jogo decisivo, é dele o passe para Kelvin derrotar o Benfica e abrir portas ao título.

 

Ignorado pelo Brasil, nos tempos de Ronaldo, Rivaldo ou Adriano, acabou por jogar o Mundial 2010 por Portugal, onde marcou um golo. Fez um total de 4 golos por Portugal.