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Visão do Peão

Visão do Peão

Chiesa

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
23
Jun22

 

Enrico até pode ser visto hoje como o pai do talentoso e promissor Federico, mas o nome Chiesa está nas bocas da Europa há muitos anos. Enrico, hoje com 51 anos, foi internacional italiano e marcou golos por Sampdória, Parma, Fiorentina ou Lázio.

Chiesa começou a carreira no final dos anos 80 na Sampdória, numa altura em que a equipa de Génova era uma das melhores equipas da Europa. Na época de estreia, sendo naturalmente suplente de Vialli e Mancini, fez parte do plantel vencedor da Taça de Itália e depois do vencedor da Taças das Taças. Pouquíssimo utilizado seria no modesto Teramo que se destacaria, fazendo 30 jogos e marcando 7 golos. Seguiu-se o Chieti, com 7 golos em 27 jogos e por fim, em 1992-1993 foi utilizado com alguma regularidade, como suplente, tendo estado em 26 jogos numa equipa ainda com Mancini e com outros craques como Lombardo, Jugovic ou Serena. Sairia novamente para 14 golos no Modena e outros tantos na Cremonese. Em 1995-1996 foi ano de regressar à Samp e de se afirmar como goleador: 22 golos ao lado de Mancini, que marcou menos 10 do que ele. Eram os dias de Karembeu, Seedorf, Evani ou Mihajlovic.

Seguiram-se três grandes épocas no Parma, camisola pela qual é mais conhecido. Em 1996-1997, ajudou a Parma a ser vice-campeão, ao lado de Crespo, Zola, Crippa ou Dino Baggio. Marcou 16 vezes. Na segunda, já com Maniero, Asprilla ou Fiore marcou 17. E na última, marcou 18 vezes e foi central na conquista da Taça UEFA e da Taça de Itália. Em Moscovo fez o 3-0 final no jogo decisivo contra o Marselha, fazendo parte de um 11 de luxo que incluía Buffon, Cannavaro, Thuram, Vanoli, Fuser ou Verón. Na final da Taça de Itália valeram os golos fora, numa decisão a duas mãos e que acabou com um 3-3 com a Fiorentina.

Foi para Florença que se mudou para um projeto milionário, tal como o do Parma (curiosamente nenhum dos dois se mostrou sustentável). Com Toldo, Amor, Rui Costa, Oliveira, Balbo ou Batistuta, fez 11 golos e jogou a Liga dos Campeões. No ano seguinte marcou 27 vezes, e voltou a vencer uma Taça de Itália (ao..Parma), ao lado de Mijatovic, Morfeo, Di Livio ou Torricelli. Ainda marcaria mais 6 golos em 8 jogos, mas em 2002 mudou-se para Roma. Pela Lázio, com 32 anos e com Claudio Lopez, Corradi e Inzaghi à sua frente, fez 7 golos. Terminou após cinco anos em Siena (33 golos) e mais dois no Figline (10 golos).

Por Itália, fez 7 golos em 17 jogos e esteve no Euro 96 com 2 jogos e 1 golo à República Checa e no Mundial 98, onde jogou duas vezes.