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Visão do Peão

Chapuisat

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
02
Jul22

 

Chapuisat é um nome incontornável do futebol suíço das últimas décadas e uma das grandes estrelas do Dortmund, dos anos 90.  Stéphane Chapuisat, hoje com 52 anos, começou a mostrar os seus dotes de goleador no ES FC Malley, marcando 16 golos, aos 18 anos. Mudou-se para o Lausanne-Sport, de maior nomeada, onde passou três épocas e meia, marcando 71 vezes e sendo campeão suíço uma vez.

Seguiu-se a aventura na Alemanha. Entrou pela porta do KFC Uerdingen 05, marcando 4 golos em meia época. Em 1991-1992 chegou ao Borussia Dortmund para os melhores anos da sua carreira. Começou por marcar 21 golos, na sua melhor época até então. Helmer, Zorc, Michael Rummenigge ou Flemming Povlsen (seria campeão europeu pela Dinamarca no fim da época). Na época seguinte, já com Sammer (vindo do Inter) e Reuter (vindo da Juventus), mais um jogo (40) e menos um golo (20) e a chegada à final da Taça UEFA. Na primeira mão, derrota caseira por 1-3 ante da Juventus, com golos de Roberto Baggio (2) e Dino Baggio. Em Turim, 3-0, com bis de Dino Baggio e outro de Moller que seria, em breve, figura do Dortmund. Ao terceiro ano, mais 21 golos, num plantel que se ia fortalecendo e que nesse verão recebeu Ricken (formação), Freund (Shalke 04) ou Riedle (Lázio) mas que voltou a nada vencer. Em 1994-1995, apenas 14 golos para o 9, mas a conquista da Bundesliga, com Moller (Juventus), Tanko (formação), Júlio César (Juventus) ou Kree (Leverkusen) a mostrarem-se. Aos 27 anos, marcou apenas 3 golos em 18 jogos, mas, ao lado de Herrlich (Borussia M´gladbach) ou Berger (Slavia) voltou a vencer a Bundesliga e venceu a Supertaça. Em 1996-1997 jogou muito (42 jogos), voltou a ter bons números em termos de golos (16) e foi central na conquista da Supertaça e da Liga dos Campeões. Em Munique, 3-1 à Juve com golos de Riedle (2) e de Ricken, contra um de Del Piero. Chapuisat jogou 70 minutos num 11 inicial que contava com Klos, Kohler, Sammer, Paulo Sousa ou Lambert. Chapuisat ficaria mais dois anos na Alemanha, marcando mais 28 vezes e vencendo uma Taça Intercontinental.

Aos 31 anos, numa altura em que essa era já idade de veterano, regressou à Suiça, onde jogou até 2006. Passou três épocas ao serviço dos Grasshoppers de Zurique, uma das melhores equipas do país, fazendo mais de 50 (52) golos e vencendo uma liga. Seguiram-se mais três épocas nos Young Boys de Berna, fazendo mais 54 golos. Acabou a carreira onde tinha começado marcando mais 16 golos pelo Lausanne-Sport.

Marcou 21 golos em mais de 100 jogos pela Suiça, tendo sido chamado ao Mundial de 94 (um golo no 1-4 à Roménia, um dos grandes destaques da prova) e aos Euros 96 e 2004.

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