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Visão do Peão

Visão do Peão

Beto Acosta

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
29
Set23

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Chegou a Portugal em fim de carreira, mas Beto Acosta foi figura determinante no título do Sporting de 1999-2000. Hoje com 57 anos, Alberto Federico Acosta Tabizzi começou a carreira no Union de Santa Fé, chegando ao San Lorenzo em 1989. Depois de 19+15 golos em dois anos em Almagro, teve a primeira experiência na Europa. No Toulose jogou com um jovem Barthez e com o malogrado Demol, belga que jogara no FCP e ainda passaria por Braga. 6 golos apenas depois, regressou ao San Lorenzo, uma constante na sua carreira.

Depois de mais 19 golos pelo San Lorenzo, Acosta rumou ao gigante Boca Juniors, onde marcou 14 vezes. No Chile, encheu-se de títulos. Fez 43 golos em 45 jogos pela Universidad Católica e venceu a Taça do Chile. Deixaria a América do Sul mais uma vez para uma passagem pelo Japão, fazendo 10 golos pelos Yokohama F. Marinos. Regressou ao Chile e à Católica para ser campeão e marcar mais 12 vezes e depois, mais uma estadia no San Lorenzo para mais 17 golos.

Chegou a Alvalade em janeiro de 1999 para usar a camisola 27. Tinha pela frente Iordanov, Leandro Machado, Bruno Marioni (então ainda chamado Gimenez) ou Krpan. Marcou 3 golos e não convenceu. No ano seguinte mostrou toda a sua qualidade, fazendo tripla de ataque com Barbosa e De Franceschi, tendo a partir de janeiro de 2000 a ajuda de Mbo Mpenza também. Fez 24 golos na época, 22 no campeonato, ficando ainda assim a 16 de Jardel. Foi campeão e uma das figuras maiores da época. Ainda chegou à final da Taça. A final deu 1-1 e a finalíssima, 0-2 para o FCP. No ano seguinte, estreou-se na Liga dos Campeões, ficando em último no grupo atrás de Real Madrid, Bayer Leverkusen e Spartak Moscovo. Ainda assim, venceu a Supertaça, fazendo o único golo do jogo, contra o Porto.

No ano seguinte deixou Alvalade e mudou-se para Almagro, claro. Por lá, mais 32 golos, uma Taça Mercosul e uma Taça Sul-americana. Retirou-se há 20 anos, no Fénix.

Pela Argentina, 2 golos em 19 jogos. Ajudou a vencer a Taça das Confederações de 1992 e a Copa América de 1993, com Batistuta, Redondo ou Simeone. Marcou à Costa do Marfim, na Taça das Confederações de 1992 e ao Paraguai, num amigável em 1995.