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Visão do Peão

Bas Dost vai embora

18.08.19, Francisco Chaveiro Reis

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Quando Slimani foi embora, parecia o fim do mundo. Quando se anunciou a vinda de Bas Dost, fiquei feliz. Disse logo a família e amigos que não teríamos saudades do argelino. Este holandês é que era. E foi. Em duas épocas, 70 golos. São números tremendos, mesmo que só tenham ajudado a conquistar uma Taça da Liga. O fim da sua segunda época foi trágico. Dost e a sua cabeça de ouro, golpeada, foram a imagem do ataque a Alcochete. O avançado não mais seria o mesmo. Afetado pelo ataque, jogou menos na época passada. Lesões e a aposta de Marcel Keizer num ataque mais móvel dimunuiram-lhe a confiança. Ainda assim, olhando para 2018-2019, Bas Dost marcou 23 golos. Para a maior parte dos avançados a jogar por cá, esses são números de sonho. Em três épocas, 93 golos. São números que deixam saudades. Tal como a personalidade easygoing, pelo menos vista daqui de cima, da bancada. Os cerca de 9 milhões (menos do que o preço de custo...) e a poupança de ordenados, nada dizem aos adeptos. Queremos quem marque golos e o golo é um bem caro. É triste ver a saída de Dost. Só o nome do seu substituto poderá dimunuir a tristeza ou até aprofunda-la. Boa sorte em Frankfurt.